sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Crise arrasou negócio de aviões para executivos em Portugal

Reduzir custos é a palavra de ordem após a quebra de 20% nos voos. Lisboa é a sede operacional da NetJets e por isso é a mais afectada.

A crise está a fazer-se sentir cada vez mais nas companhias de aviação executiva. A NetJets anunciou ontem que vai dispensar cerca de 100 trabalhadores em Portugal, devido à quebra de actividade resultante da crise financeira. Com uma redução de 20% no volume de voos, face ao ano anterior, a empresa de jactos privados viu-se forçada a reduzir custos, para se manter competitiva.

"Vamos iniciar as ofertas de rescisões sendo que hoje [ontem] as pessoas em causa foram avisadas", afirmou ao Diário Económico Robert Dranitzke, Chief Operating Officer da NetJets Transportes Aéreos (NTA), explicando que o número de trabalhadores afectados corresponde a 6% do total da força de trabalho na Europa. A "oferta é duas vezes superior ao que a lei portuguesa determina", precisou o responsável explicando que e o objectivo é "tornar a transição mais fácil para uma nova carreira". Mas caso os trabalhadores não aceitem, avançará um "processo de despedimento colectivo".

Fonte: Mónica Silvares (Económico)

Airbus comemora aprovação de combustível 50% sintético

A conquista abre caminho para o combustível 100% sintético.

A Airbus dá boas vindas à última etapa da aprovação do uso de 50% de combustível sintético na aviação comercial pela ASTM International*, uma das maiores organizações de desenvolvimento de padrões voluntários do mundo. Os combustíveis sintéticos líquidos para aeronaves podem ser produzidos a partir de biomassa, gás natural ou carvão e são conhecidos como combustíveis xTL.

“Esse importante marco abre caminho para a mistura de 100% xTL produzida inteiramente com matéria prima orgânica como, por exemplo, sobras de serragem”, disse Christian Dumas, vice-presidente de Desenvolvimento Sustentável e Eco-Eficiência da Airbus. “Essa nova especificação é um grande passo rumo à redução do impacto ambiental causado pela indústria da aviação e representa uma conquista significativa para o planejamento de combustíveis alternativos da Airbus”, acrescentou.

A área de combustíveis alternativos da Airbus estima que aproximadamente 30% do combustível de aviação que será utilizado em 2030 poderá ser composto por biocombustível sustentável se o cultivo de matéria-prima não alimentar de alta produtividade alcançar maturidade até a metade da próxima década.

Um grande passo no processo de introdução progressiva dos combustíveis alternativos ocorreu em 1° de fevereiro de 2008 quando, pela primeira vez na história da aviação comercial, uma aeronave civil (Airbus A380) equipada com motores Rolls-Royce, voou utilizando uma mistura composta de 40% de combustível sintético derivado de gás natural GTL fornecido pela Shell.

A Airbus acredita na cooperação internacional e entre indústrias para o desenvolvimento de combustíveis alternativos e sustentáveis. A empresa e seus parceiros já percorreram um longo caminho no estudo de combustíveis alternativos. Além de compartilhar suas pesquisas sobre o tema com parceiros europeus (CALIN, Alfa-Bird), em novembro de 2007, a Airbus, juntamente com a Qatar Airways, Qatar Petróleo, Qatar Combustíveis, Parque de Ciências e Tecnologia de Qatar, Rolls Royce e Shell Cia. Ltda. de Petróleo Internacional, assinaram um acordo para pesquisar, em detalhes, os benefícios operacionais e ambientais gerados pelo uso do combustível GTL na aviação.

De acordo com a nota à Fator Brasil, a A ASTM International emitiu novas especificações de combustível (ASTM D7566) para misturas xTL até 50% derivadas de Fischer-Tropsch para serem reclassificadas como combustível padrão para jatos (ASTM D1655). A especificação será formalmente incorporada nos padrões aprovados até no fim desse ano. Isso significa que todos os combustíveis xTL podem ser utilizados como alternativa imediata ao querosene, não sendo necessárias quaisquer modificações na aeronave, nos motores ou na infraestrutura de fornecimento.

Fonte: Portal Fator Brasil

TAP Manutenção e Engenharia Brasil entrega à GECAS duas aeronaves

ERJ145 para operação na PASSAREDO Linhas Aéreas

A TAP Manutenção e Engenharia Brasil S.A. entregou à GECAS (GE Commercial Aviation Services), duas aeronaves ERJ145 que imediatamente iniciaram sua operação na PASSAREDO Linhas Aéreas, após realização de Check C. As aeronaves com número de série 145597 e 145607 eram operadas pela PB AIR, uma empresa aérea da Tailândia, e passaram a integrar a frota da empresa brasileira, com os novos prefixos PR-PSH e PR-PSI respectivamente. A PASSAREDO já contava com duas aeronaves do mesmo modelo em sua frota, além de mais seis aeronaves Brasília EMB120.

O serviço foi realizado nos hangares da TAP M&E Brasil, em Porto Alegre e incluiu reparos estruturais, várias modificações em sistemas mecânicos e eletrônicos e a recuperação completa de interiores. Também foi feita a revisão geral nos trens de pouso, recuperação da APU, execução de revisão geral/reparo em todos os componentes Hard Time e substituição dos motores para incorporação de AD. A equipe técnica da PASSAREDO que acompanhou todo o trabalho juntamente com a equipe da GECAS, demonstrou sua satisfação com a qualidade dos serviços, após realização dos vôos de teste. “Já conhecemos a TAP M&E Brasil de longa data e, mais uma vez, pudemos ver a competência técnica da empresa também no nosso novo avião. Esperamos manter essa parceria”, expressou o Comandante José Luiz Felício Filho, Presidente da PASSAREDO.

O presidente da TAP M&E Brasil, Eng. Nestor Mauro Koch também comentou o assunto: “Foi um prazer receber novamente a PASSAREDO em nossas instalações. Todos os operadores brasileiros, sem exceção, são nossos clientes. Seja na manutenção do avião ou na revisão de componentes, todos os aviões que voam nos céus brasileiros têm algum serviço realizado pela TAP M&E Brasil. Isso denota a confiança que o mercado tem em nossos serviços”. A empresa realiza manutenção nas aeronaves e motores dos aviões Brasília EMB120 da PASSAREDO, desde o início de suas operações. Cada dia mais a PASSAREDO se consolida como um importante cliente da TAP M&E Brasil.

Passaredo Linhas Aéreas

Fundada em 1995 e com sua sede em Ribeirão Preto, São Paulo, a PASSAREDO Linhas Aéreas voa para diversas cidades brasileiras, entre elas, Barreiras, Belo Horizonte, Brasília, Cuiabá, Curitiba, Goiânia, Guarulhos, Ji-Paraná, Rio de Janeiro, Salvador e Uberlândia. Além do transporte de passageiros a empresa também oferece atendimento ao setor da aviação executiva. O passageiro sempre foi o foco principal da PASSAREDO, que prioriza o atendimento de suas necessidades, oferecendo praticidade e economia também de tempo, já que suas rotas interligam diversas cidades sem escalas.

TAP Manutenção e Engenharia Brasil

A TAP M&E Brasil oferece manutenção de aviões e componentes para as frotas Airbus, Boeing e Embraer, e é certificada pelos principais órgãos aeronáuticos do mundo, como a ANAC (Brasil), FAA (Estados Unidos) e EASA (União Européia). Com uma equipe de 2.650 colaboradores, a empresa atua em duas bases: Rio de Janeiro e Porto Alegre, oferecendo flexibilidade e agilidade aos seus clientes.

Fonte: Portal Fator Brasil - Foto: Divulgação/TAP

Em treinamento, comissários são orientados a como retirar os passageiros em caso de emergência


A voz enérgica vinha alertando os passageiros desde o fundo da cabine do avião:

- Não levem nada com vocês! Desafivelem os cintos de segurança! Saia do meu caminho! - ordenava a aeromoça, enquanto atravessava o corredor até a saída de emergência mais próxima.

Num passo firme e apressado, ela abriria caminho assim, meio agachada e mirando as janelas em busca de sinais de fagulha ou fumaça no exterior da aeronave. Não é a postura a que estamos acostumados a ver nos comissários de bordo. Mas é a exigida nas aulas em que eles aprendem a lidar com uma situação extrema: um pouso de emergência.

A demonstração de uma sessão de treinamento para retirada de passageiros, na sede da American Airlines, foi feita no interior de uma cabine econômica de um antigo Boeing-737, adaptado especialmente para isso. A protagonista, Leanne Risley, gerente de administração de treinamento da American Airlines, foi comissária de bordo em Nova York, Los Angeles e Dallas. Começou na carreira em 1993 e eventualmente ainda voa como tripulante. Ela mesma nunca viveu uma situação como a que prepara os comissários para enfrentar:

- Já treinei muito, mas o pior momento em minha carreira foi ter de lidar com um nariz sangrando. Esperamos que os comissários nunca tenham de passar por isso. Mas, quando acontece, eles relatam que os exercícios feitos aqui lhes vêm automaticamente à mente - conta, com tom de voz doce, bem diferente da rispidez durante a sessão.

Foi na demonstração que me convenci de que devo evitar sempre que possível os assentos nas saídas de emergência, que costumam oferecer mais espaço para as pernas. Os passageiros sentados ali terão que sair rapidamente para que o comissário possa executar os procedimentos de segurança.

Leanne Risley, instrutora de voo da American Airlines: Nunca passei por uma situação de risco grave

Quem deixar transparecer que é capaz de manter a serenidade torna-se forte candidato a colaborador. A constituição física também ajuda. Os mais fortes são os mais visados em um pouso de emergência ou para imobilizar quem esteja oferecendo risco à segurança do voo:

- Os comissários informam o que acontece aos passageiros e a posição em que eles devem ficar para um pouso seguro. Em seguida, levamos os ajudantes à saída de emergência, para ensiná-los como proceder, caso o comissário não possa fazê-lo.

As instalações da academia de treinamento da companhia incluem uma piscina com botes infláveis, equipamentos de uso em emergências e modelos dos aviões que integram a frota da American, além dos simuladores usados pelos pilotos. No primeiro treinamento, os tripulantes têm de entrar na água, inflar os botes e armar tendas que protegerão os passageiros de sol ou chuva.

Piscina usada no treinamento da tripulação: bote inflável e o Boeing, ao fundo, usado para simular situações de emergência

- Treinamos os comissários usando uniformes. Se tiverem de entrar no mar, é assim que estarão vestidos, e a água da piscina também não é aquecida, porque o oceano é frio - explica a instrutora.

Anualmente, 17 mil comissários são treinados nas instalações da AA. O treinamento inicial é feito em seis semanas e meia e inclui segurança, serviço de alimentos e atendimento de passageiros. Quando voltam, uma vez por ano, a reciclagem é feita em um dia, e sem entrar na piscina.

Num pouso forçado, o importante é a velocidade de retirada dos passageiros, e, em nome disso, certas normas que valem em outras situações são deixadas de lado. Leanne revela que portadores de deficiência, por exemplo, não têm prioridade:

- Temos apenas 90 segundos para tirar a maioria dos passageiros do avião. Vamos precisar tirar o maior número de pessoas no menor tempo possível. Mas, antes, eu perguntaria a este passageiro qual seria a melhor forma de auxiliá-lo e buscaria a ajuda de alguém para transportá-lo - explica ela, enquanto mostra outros equipamentos usados pela tripulação em situações de emergência.

O uso de desfibriladores a bordo é uma inovação da AA, explica a instrutora:

- Mais de 80 vidas foram salvas a bordo com o uso do desfibrilador. Além disso, o equipamento pode ser usado apenas para monitorar a frequência cardíaca do passageiro. Fomos a primeira companhia a por desfibriladores em nossos aviões em 1998, muito antes de se tornar uma exigência da Agência de Aviação americana (FAA).

Cada comissário foi treinado para usar o aparelho. Mas sempre que há uma emergência médica a bordo, a tripulação é orientada a procurar a ajuda de um médico entre os passageiros:

- Não temos autorização nem treinamento para agir como médicos, ou aplicar medicamentos do kit de bordo. Quando um médico se apresenta, checamos sua identificação e ele usa o kit. Se não houver um a bordo, o piloto contacta o médico em terra. Ele tomará a decisão de aterrissar ou orientar a tripulação.

Fonte e fotos: Cristina Massari (O Globo)

Netjets despede 80 funcionários em Portugal

A Netjets Transportes Aéreos, braço operacional do maior operador europeu de jactos executivos, vai reduzir em 16% a sua força de trabalho em Portugal, soube o Expresso de fonte sindical.

A Netjets Europe está a preparar o despedimento colectivo de 70 a 80 do total de 430 funcionários que trabalham na Netjets Transportes Aéreos, em Paço de Arcos, no âmbito de uma reestruturação das suas áreas de actividade. "Os despedimentos deverão afectar, sobretudo, chefias intermédias nas áreas do catering (fornecimento de refeições) e dos transportes", revelou uma fonte do SITAVA (Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos).

A crise no sector da aviação, que afecta em particular os voos para executivos, poderá estar na origem destes despedimentos. O Expressou tentou contactar, sem sucesso, Robert Dranitske, chefe operacional da Netjets Europe e Joanna Derrain, responsável pelas relações públicas da empresa, que "não comenta, nem confirma rumores da indústria".

Há duas semanas, a Netjets anunciou um corte de 5% nos 8.000 efectivos que emprega nos Estados Unidos, uma despedimento que deverá eliminar entre 350 e 400 postos de trabalho, a maioria dos quais, em Port Columbus (Ohio). A Netjets sofreu perdas de 349 milhões de dólares (cerca de 237 milhões de euros), no primeiro semestre de 2009, depois de registar uma diminuição de facturação de 43% no segundo trimestre. As suas receitas operacionais na aviação desceram 22% e as vendas de fracções de aviões caíram 81%.

A reestruturação em curso na Netjets segue-se à suspensão de actividade, no início de Setembro, da Jet Republic - companhia que pretendia rivalizar com a Netjets neste segmento da aviação - na sequência do cancelamento da encomenda de 110 aviões feita ao construtor canadiano Bombardier.

Fundada em 1996, a Netjets Europe foi pioneira na venda fraccionada de aviões executivos, tendo escolhido Portugal para implantar a sua base operacional, porque a legislação favorecia a venda de aeronaves em regime de co-propriedade. A empresa opera, hoje, uma frota de 165 aviões, de 11 tipos diferentes, voando para 43 aeroportos na Europa (onde emprega mais de 1.600 pessoas) e para mais de 5.000 em todo o Mundo. O grupo Netjets é detido pela Berkshire Hathaway, sociedade de investimentos do milionário Warren Buffet.

Fonte: Alexandre Coutinho (www.expresso.pt)

PF encerra inquérito do acidente da TAM sem indiciamentos

A Polícia Federal (PF) entregou na sexta-feira passada o inquérito sobre o acidente com o voo 3054 da TAM, que deixou 199 mortos em 17 de julho de 2007. O relatório final não traz nenhum indiciamento. O caso corre sob segredo de Justiça. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Segundo o jornal, o Ministério Público Federal (MPF) pode agora arquivar, pedir novas diligências ou oferecer denúncia contra quem considerar responsável pelo acidente.

De acordo com a reportagem, a PF disse que não há responsabilidade das pessoas que tinham responsabilidade sobre o aeroporto, o avião ou o setor aéreo. A conclusão seria que o acidente teria sido causado exclusivamente por erro dos pilotos do Airbus A320 - as caixas-pretas indicam que os dois manusearam os manetes de maneira diferente da recomendada.

Ao contrário da PF, em novembro de 2008, a Polícia Civil e o Ministério Público Estadual apontaram 10 responsáveis pelo acidente, entre eles Milton Zuanazzi, ex-presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), e o brigadeiro José Carlos Pereira, ex-presidente da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero). O indiciamento dos suspeitos foi suspenso pela Justiça por risco de duplo indiciamento - já que a PF também investigava o acidente.

O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), ligado ao comando da Aeronáutica, também investigava o acidente, mas não tem prazo para terminar o relatório.

Fonte: Terra

Isaf investiga morte de civis em novo bombardeio no sul do Afeganistão

A Força Internacional de Assistência à Segurança (Isaf) está investigando a morte de civis em um bombardeio de sua aviação no sul do Afeganistão, informou hoje a organização, que também reivindicou a morte de "vários talibãs" em distintas operações.

Um avião da Isaf arrojou na terça-feira passada "uma única bomba" sobre um edifício no conflituoso distrito de Nad Ali, situado na província de Helmand, após um intenso combate com supostos insurgentes refugiados no recinto.

"Após o enfrentamento, a Isaf recebeu informações que várias pessoas morreram no recinto, incluindo crianças e mulheres. Uma reunião sobre o fato acontecerá hoje entre líderes do povo e a Isaf", anunciou a organização em comunicado.

A Isaf reconheceu também que deu atendimento médico "imediato" ou enviou a um hospital da organização a vários civis feridos.

"Afeganistão continua sendo um país perigoso (...). Envio minhas condolências às famílias e amigos por suas perdas", disse na nota o coronel Wayne Shanks, porta-voz da organização.

As mortes de civis em ações bélicas da Isaf foram objeto de duras controvérsias nos últimos anos, e o Governo afegão as qualificou no passado como "inaceitáveis".

No último dia 4 de setembro, a aviação internacional causou a morte de 30 civis - segundo a investigação afegã - ao bombardear dois caminhões-pipa sequestrados pelos talibãs na província nortista de Kunduz, o que suscitou fortes críticas.

A ONU calcula que 1.500 civis afegãos faleceram nos primeiros oito meses de 2009, embora atribuiu a "elementos antigovernamentais" 68% dessas vítimas, frente a 23% às tropas internacionais e afegãs.

Em todo o ano passado, 2.118 civis morreram por causa do conflito, quase 40% mais que em 2007.

Segundo a Isaf, nenhum militar da organização perdeu a vida nas últimas 24 horas.

Fonte: EFE via G1

Câmara de SP restringe funcionamento de helipontos

Texto aprovado nesta quarta (30) precisa ser sancionado pelo prefeito.

Dos 272 pontos, 70% estão irregulares e terão 90 dias para adequação.


Heliponto em prédio na Zona Sul de São Paulo

A Câmara de Vereadores de São Paulo aprovou na quarta-feira (30) o projeto de lei que restringe as regras de funcionamento de helipontos e aeródromos na cidade. O texto substitutivo foi aprovado por unanimidade e, para entrar em vigor, tem de ser sancionado dentro de 15 dias pelo prefeito Gilberto Kassab (DEM).

O autor do projeto, vereador Chico Macena (PT), afirma que a nova lei é a primeira que regulamenta de fato o funcionamento dos helipontos da cidade. De acordo com ele, existem 272 pontos de pouso e decolagem de helicópteros na cidade, dos quais 70% estão irregulares, sem o 'Habite-se' ou sem a licença da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Os estabelecimentos terão 90 dias para se adequar às novas regras sob pena de serem fechados pela prefeitura. A nova regra determina que todos os helipontos tenham licença da Anac, respeitem o zoneamento ambiental e não funcionem próximos a hospitais e maternidades. Também determina que helicópteros poderão pairar sobre determinado local por no máximo 30 minutos.

Para pedir a licença de funcionamento, os helipontos terão que apresentar estudo de impacto na vizinhança, de acordo com Macena. Segundo o vereador, o projeto está sendo discutido desde 2007, quando o Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul de São Paulo, ficou sob a mira dos vereadores após o acidente com o avião da TAM, no qual 199 pessoas morreram.

O vereador está confiante na sanção do projeto pelo prefeito. Segundo ele, o texto foi construído durante amplo diálogo entre vereadores da oposição e do governo.

Fonte: Roney Domingos (G1) - Foto: Robson Fernandjes/AE

Três anos após acidente da Gol, setor aéreo tem mais recursos

A tragédia com o voo 1907 da Gol, que matou 154 pessoas em setembro de 2006, completou ontem três anos. Para marcar a data, enquanto familiares das vítimas protestavam e reivindicavam justiça no Congresso Nacional, o Contas Abertas realizou levantamento sobre os gastos dos três principais programas do governo federal em prol do setor aéreo. Os resultados mostram que, após o acidente da Gol, as aplicações nos programas de segurança do tráfego aéreo e de desenvolvimento da aviação civil subiram 21% e 96%, respectivamente. Na rubrica de desenvolvimento da infraestrutura aeroportuária, no entanto, as aplicações caíram 16%.

Dois dos programas são administrados pela Força Aérea Brasileira (FAB) e um pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), órgão responsável pela regulação e fiscalização do setor. Ao todo, foram aplicados nestes programas, em valores corrigidos, R$ 2,9 bilhões durante o período de outubro de 2003 a setembro de 2006, quando a tragédia do vôo 1907 marcou o clímax da crise do setor aéreo brasileiro. Nos três anos seguintes, mais R$ 3,8 bilhões foram gastos, o que representa um aumento global de 15% (veja tabela).

Em 2009, os três principais programas contam com um orçamento previsto de R$ 1,7 bilhão. No entanto, menos da metade, R$ 808,4 milhões – o equivalente a 48% do total – foi desembolsado até agora (veja a tabela). Os dados incluem R$ 367,4 milhões pagos com chamados “restos a pagar” – dívidas de anos anteriores roladas para os exercícios seguintes.

Um dos programas sob a gestão do Comando da Aeronáutica é o de desenvolvimento da infraestrutura aeroportuária. Em 2009, o programa tem dotação autorizada de R$ 417,5 milhões. No entanto, o montante efetivamente desembolsado até agora soma R$ 207 milhões, ou seja, 50% do total previsto. Em 2008, o programa fechou o ano com a execução de somente 44% dos R$ 397,8 milhões previstos no orçamento. Nos últimos três anos, o programa teve os gastos reduzidos em quase R$ 159 milhões, em comparação com o período de três anos que antecederam o acidente com o avião da Gol. A verba contempla ações de manutenção, construção, expansão e modernização de aeroportos do Brasil, atribuições que hoje são contempladas, também, pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

O Comando da Aeronáutica explica que cerca de R$ 88 milhões dos recursos disponibilizados para o programa, em 2009, estão “contingenciados por força da frustração de arrecadação ocasionada pela crise econômica”. Além disso, o órgão argumenta que a despesa é considerada executada após a emissão da nota de empenho, documento que antecede uma compra ou contratação pública. “A liquidação e o pagamento somente ocorrerão quando da entrega dos bens e serviços pelas empresas contratadas, o que em alguns casos poderá levar até meses”, afirma a assessoria do Comando.

Com isso, se considerado o montante empenhado, ou reservado no orçamento para o pagamento dos projetos do programa, e desconsiderado o contingenciamento, a execução da dotação disponibilizada representa apenas 53% ao longo dos nove primeiros meses do ano. Mas a assessoria do Comando também destaca que cerca de R$ 127,5 milhões (38% da dotação liberada para empenho) destina-se ao "Programa Federal de Auxílio a Aeroportos", que depende da celebração de convênios com governos estaduais.

Proteção ao voo

Também na gestão da FAB está o programa de proteção ao voo e segurança do tráfego aéreo, responsável pela investigação e prevenção de acidentes, operação e manutenção de equipamentos, entre outras ações. Dos R$ 937,8 milhões autorizados no orçamento do programa este ano, cerca de R$ 435,2 milhões foram aplicados até agora. O valor representa apenas 46% do total previsto. Segundo o Comando da Aeronáutica, se considerado o valor empenhado, o percentual de execução passa a ser de 67%. No mesmo período do ano passado, foram gastos R$ 475,7 milhões com o programa – quase 10% a mais.

Após o acidente com o voo 1907 da Gol, em 2006, as dotações disponíveis para os dois programas apresentaram “um expressivo incremento”, conforme aponta o Comando da Aeronáutica. Naquele ano, o programa de segurança do tráfego aéreo contava com o orçamento previsto de R$ 531,7 milhões, que este ano passou a ter o incremento de 76%. Na infraestrutura aeroportuária, no entanto, que computava R$ 636,7 milhões no orçamento de 2006, houve queda de 34% na rubrica de 2009.

Desenvolvimento da aviação civil

Já o orçamento desembolsado com o programa de desenvolvimento da aviação civil, que quase dobrou nos últimos três anos, pode ser explicado, em parte, pela criação da Anac, em setembro de 2005. Até então, a aviação civil brasileira contava mais especificamente com os recursos do Fundo Aeroviário, composto por diferentes tipos de taxação sobre lubrificantes e combustíveis, multas aplicadas via Código Brasileiro do Ar, receitas provenientes da cobrança de taxas de licenças, certificados, certidões, vistorias, homologações e atividades relacionada à aviação civil. Hoje, é por meio do fundo que são realizadas as arrecadações das receitas próprias da agência.

Mas em 2009 o ritmo de gastos com o programa de responsabilidade de Anac ainda está abaixo do ideal. Isso porque até agora foram aplicados apenas 49% dos R$ 337,8 milhões autorizados para este ano, ou seja, R$ 166 milhões. No ano passado, o governo federal gastou, nos doze meses, R$ 192 milhões de um orçamento previsto de R$ 338,7 milhões, o que representou um índice de 57% do total da verba do ano. De acordo com a assessoria do órgão, a justificativa estaria na restrição de empenho da ordem de R$ 52,2 milhões que a agência teve em todo o seu orçamento, que este ano tem a previsão de R$ 366,4 milhões. Desse valor, segundo a assessoria, já foram empenhados R$ 210,6 milhões, o que representa 67% do limite autorizado para empenho.

Brasil precisa investir mais, dizem especialistas

Segundo o especialista em aviação civil e professor da Universidade de Brasília Adyr da Silva os dados revelam fragilidades nos programas relacionados ao sistema aéreo. Para ele, seria preciso que o governo gastasse anualmente cerca de R$ 3 bilhões durante os próximos anos para cobrir o que faltou no passado.

Duque Estrada, especialista em direito aeronáutico, concorda com o professor e avalia que o montante aplicado no Brasil é irrisório. “O setor precisaria, no mínimo, do dobro destes valores anualmente para torná-lo mais sério e seguro. Mas não existe dinheiro novo. Só o arrecadado pelo próprio setor. Em países como os Estados Unidos, mais de 500 milhões de dólares são aplicados em universidades, desde 1927, visando o aperfeiçoamento e desenvolvimento tecnológico do setor aéreo como um todo”, afirma o advogado.

Para Estrada, a preocupação com a aviação civil brasileira é mais teórica do que prática. “Os dados do orçamento demonstram isto de maneira inequívoca. Este ano, nós quase fomos rebaixados para país de segunda classe pela Organização da Aviação Civil Internacional por causa disso”, diz o especialista. “Lamentavelmente, somente após a ocorrência de acidentes graves é que se investe. E mesmo assim de forma linear e não geométrica e exponencial como deveria ser. Desde 2005, as melhorias feitas foram paliativas e não concretas”, conclui.

Fundo Aeronáutico desembolsou apenas 58%

Enquanto os principais programas do setor aéreo caminham a passos lentos, outra fonte de recursos para gastos e investimentos no setor está com aplicações aquém do ideal. Estão disponíveis para o Fundo Aeronáutico mais de R$ 2,7 bilhões. O montante é composto, principalmente, por tarifas pagas por passageiros e empresas aéreas que utilizam os aeroportos, mas a verba, que deveria ser aplicada para o aprimoramento do setor de aviação civil, tem sido usada como fonte de superávit primário. Para este ano o fundo tem dotação autorizada de apenas R$ 1,7 bilhão, do qual R$ 976 milhões (58%) foram efetivamente utilizados.

Criado em 1945 e subordinado ao Comando da Aeronáutica, o fundo tem como um dos principais objetivos garantir recursos à modernização e ao aparelhamento dos serviços de segurança e proteção ao vôo, construção de aeroportos e obras complementares, como as de ampliação e pavimentação de pistas nos aeroportos. De acordo com o regulamento do fundo, aprovado em 1957, os recursos “só podem ser aplicados em benefício de atividades de interesse do Ministério da Aeronáutica e de sua representação”.

Embora a disponibilidade de recursos do Fundo Aeronáutico tenha a maior parte destinada ao setor aéreo, o fundo contempla ainda outras finalidades da Aeronáutica. Dentre as contribuições “extra-setor aéreo”, previstas na disponibilidade do fundo, estão os gastos com saúde (R$ 18 milhões), auxílio residencial (R$ 8,2 milhões), programas assistenciais (R$ 16 milhões), programas escolares (R$ 1,7 milhão) e outras finalidades. Os dados são do Sistema Integrado de Administração Financeira.

Segundo o Comando da Aeronáutica, a execução das despesas do fundo, a cada ano, está limitada ao montante das receitas arrecadadas no exercício. “O saldo acumulado, decorrente de superávit financeiro, tem sua execução condicionada à abertura de crédito específico, conforme legislação vigente”, afirma a assessoria do órgão.

Fonte: Milton Júnior (Contas Abertas) - Foto: Agência Brasil

Termina nesta sexta prazo para propostas de novos caças da FAB

Brasil vai adquirir novas aeronaves. O custo é avaliado em U$ 4 bilhões.

França, Suécia e Estados Unidos estão interessadas no negócio.

Termina nesta sexta-feira (2) o prazo dado pelo Comando da Aeronáutica para o processo de seleção dos novos aviões de caça da Força Aérea. O prazo, que terminava no dia 21 de setembro, passou para o dia 2 de outubro a pedido das empresas concorrentes para que pudessem melhorar as propostas, segundo a Aeronáutica.

Representantes do governo francês e da empresa Dassault participaram na tarde desta quinta-feira (1) de uma audiência na Comissão de Relações Exteriores (CRE) do Senado para discutir a compra de caças pelo governo brasileiro. A empresa disputa com a norte-americana Boeing e a sueca Saab o fornecimento de aviões de combate à Força Aérea Brasileira (FAB). O negócio está avaliado em pelo menos US$ 4 bilhões.

Eles afirmam que o modelo francês, Rafale, é o mais adequado para as Forças Armadas do Brasil. No mês passado, um acordo entre os países chegou a ser anunciado, mas o governo brasileiro diz que a competição entre França, Suécia e Estados Unidos continua.

Também nesta quinta os senadores ouviram os representantes do caça sueco Gripen. Eles destacaram que o modelo é mais econômico que os concorrentes e que seria desenvolvido em parceria com o Brasil. Disseram também esperar que a decisão tomada pelo Brasil seja feita em critérios técnicos.

Em meados de setembro, o vice-ministro de Defesa da Suécia, Hakan Jevrell, disse em coletiva à imprensa que seu país ia oferecer ao Brasil os caças Gripen pela metade do preço de mercado. Ele vai conceder uma nova coletiva nesta sexta, apresentando a oferta completa do país.

Fonte: Eduardo Bresciani (G1)

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Foto do Dia

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O Boeing 747-422, prefixo F-HSUN, da Corsairfly, fotografado de pertinho, no Aeroporto Internacional St. Maarten-Princess Juliana (TNCM), nas Antilhas Holandesas, em 13 de março de 2008. As pessoas estão na praia e o avião passa a pouco mais de nove metros (30 pés) de suas cabeças.

Fotógrafo:
David Kennedy (JetPhotos.net)

Suecos querem parceria e prometem 40% do desenvolvimento de caças no Brasil

Para garantir o fornecimento de 36 aviões de combate para a Força Aérea Brasileira (FAB), a empresa sueca Saab está disposta a fazer uma "parceria" e não apenas uma "transferência de tecnologia" com o Brasil. Segundo o presidente mundial da Saab, Ake Svensson, 40% do desenvolvimento das aeronaves serão produzidas no Brasil. “[Suécia e Brasil] não competem, possuem tecnologias complementares”, apontou, durante audiência pública das Comissões de Relações Exteriores (CRE) e a de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT), em Brasília.

O secretário de Estado da Defesa da Suécia, Hakan Jevrell, defendeu a parceria entre os países. “Minha missão aqui não é dizer o que é melhor, mas posso dizer que a parceria que oferecemos é de 100% de comprometimento e transferência em tecnologia, com custo competitivo”, resumiu.

O processo de compra que já causou polêmica sobre o “comentário” precipitado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que durante a festa de 7 de setembro, anunciou a preferência do governo por outro concorrente, a empresa francesa Rafale.

Ainda há um terceiro concorrente nesta licitação, que deve chegar a R$ 10 bilhões, a empresa americana Boeing, cujos representantes já estiveram presentes no Senado para fazer uma apresentação similar à sueca.

Segundo o senador Renato Casagrande (PSB-ES), uma terceira e última reunião com esta temática está programada para tarde desta quinta-feira. Desta vez, será com a empresa francesa Rafale.

Parceira de longa data

O secretário de Estado da Defesa sueco relembrou o histórico posicionamento de neutralidade daquele país. No entanto, ele fez questão de frisar que a independência militar deles reforçou a possibilidade de ter se mantido neutro ao longo da história recente, passando por dois conflitos mundiais.

O representante do governo sueco também ressaltou que parceira Brasil–Suécia já existe há mais de 100 anos, com a presença de empresa multinacionais suecas no País ,como Scania, Ericcson, entre outras, que empregam, só em São Paulo, quase o mesmo número de funcionários que trabalham nas matrizes suecas. “Isso mostra confiança no Brasil”, afirma.

“A Suécia procura hoje um companheiro confiável para o futuro. Nós sabemos o que o Brasil está procurando e podemos oferecer parceria e nos reunir para aérea da defesa nacional”, destacou Jevrell.

“Decisões democráticas necessitam de informações”, sutilmente alfinetou o secretário sobre a necessidade de maior conhecimento por parte do Brasil antes de definir a compra. “Somos capazes de entregar o que prometemos, com preço competitivo”, reforçou.

“Quando ficarem prontos em 2014, os caças “Gripen NG Brasil” serão os mais modernos do mundo, que estão 10 anos a frente dos outros”, promete Svensson. O executivo ressaltou a intenção de manter um suporte técnico de longo prazo, crédito do governo sueco, se necessário. Ele reforçou que mais esta parceria pode estreitar os laços entre os governos, as forças aéreas e as indústrias das duas nações.

Com relação à segurança do equipamento em questão, o chefe da divisão de assuntos militares, Mats Nilsson, afirmou que aeronaves do tipo operam na Suécia há mais de 10 anos. Neste período, houve apenas três acidentes (em 1999, 2005 e 2007), nos quais ninguém morreu. Todos os pilotos foram ejetados dos aviões e não houve falhas de motor.

O senador democrata, Heráclito Fortes (PI), rebateu a informação do militar sueco, brincando: ”O problema da Suécia é com pilotos e não de aviões”. Nilsson, desconcertado, sorriu e disse: “não vou comentar isso”.

Fonte: Camila Campanerut (iG)

Comissão aprova divulgação de seguro de aeronaves

A Comissão de Defesa do Consumidor aprovou ontem o Projeto de Lei 2822/08, que obriga as empresas que exploram o serviço aéreo no País a divulgarem, na internet e no interior de suas aeronaves, cópia da apólice ou do certificado de seguro. De autoria da deputada Manuela d'Ávila (PCdoB-RS), a proposta altera os artigos 283 e 302 do Código Brasileiro de Aeronáutica (Lei 7.565/86) e prevê que a companhia que não der publicidade ao seguro ficará sujeita a multas previstas no código.

A exigência do seguro já está prevista em lei, ao contrário da necessidade de divulgação. Atualmente, para expedir ou revalidar o certificado de navegabilidade das companhias aéreas exige-se a contratação de seguro destinado a garantir a responsabilidade da empresa sobre eventuais danos causados a passageiros, tripulantes, bagagens e cargas. A falta de disponibilidade da cópia dos seguro dificulta a fiscalização dos órgãos responsáveis e a cobrança dos seus direitos por parte dos consumidores.

Principais beneficiários

Para o relator do projeto, deputado Ricardo Tripoli (PSDB-SP), os usuários de transporte aéreo são os principais beneficiários do seguro. Por isso, eles devem conhecer os detalhes dessa proteção, como a seguradora contratada, o alcance e as limitações da cobertura. "Ao suprir essa lacuna e ao estabelecer punição em caso de descumprimento, daremos maior solidez ao direito do consumidor à informação adequada e clara sobre os produtos e serviços, dando condições para ele exercer o consumo de modo mais consciente e livre", afirma Tripoli.

Tramitação

A proposta tramita em caráter conclusivo e ainda será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania.

Fontes: Agência Câmara/IRB via www.segs.com.br

Comissão aprova regras para investigação de acidente aéreo

A Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional aprovou nesta quarta-feira novas regras para a investigação de acidentes aéreos no País, em especial normas para acesso aos destroços da aeronave acidentada.

Essas normas não estavam previstas no Projeto de Lei 2453/07, da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Crise Aérea, analisado pela comissão. Foram acrescentadas no texto aprovado pelo colegiado, o substitutivo do relator, deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP).

Segundo o texto, caberá ao Sistema de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Sipaer) a guarda e o controle de acesso aos destroços durante toda a apuração. O projeto original prevê que a proteção das evidências ficaria sob responsabilidade da Polícia Militar ou das Forças Armadas.

Relatório final

A matéria aprovada estabelece que o relatório final sobre o acidente não poderá ser usado como prova em inquérito judicial ou administrativo que venha a ser aberto. De acordo com o relator Aldo Rebelo, o objetivo é garantir a separação entre as investigações criminal e de segurança aérea. Enquanto a primeira se prende à busca de culpados, a do Sipaer visa às causas do acidente e à prevenção de novas tragédias.

O texto determina também que a investigação aeronáutica poderá ser interrompida se, no curso da apuração, ficar claro que o acidente foi provocado por "ato ilícito doloso", como uma bomba. Nesse caso, o trabalho será assumido pela Polícia e o Ministério Público.

A proposta permite ainda ao Sipaer disponibilizar especialistas próprios para auxiliar a investigação policial. Porém, o profissional não poderá ter participado da investigação do Sipaer.

Investigação

Em relação às provas usadas na investigação, a matéria aprovada garante ao Sipaer a precedência no acesso às fontes, como gravações da torre de controle e desta com os pilotos. Além disso, os depoimentos colhidos não poderão ser usados como prova em processo criminal ou administrativo.

O substitutivo determina que a investigação de acidentes com aviões militares ficará a cargo do respectivo comando militar onde a aeronave estiver lotada. No caso de avião militar estrangeiro, a investigação será coordenada pelo Comando da Aeronáutica.

CPI da Crise Aérea

O texto aprovado pelos deputados é um dos dois projetos oferecidos pela CPI que investigou os dois acidentes que envolveram aviões da Gol e da TAM. O primeiro (com o avião da Gol), que completou três anos esta semana, matou 154 pessoas, entre passageiros e tripulantes. O segundo, ocorrido em julho de 2007, matou 199 pessoas, incluindo 12 que estavam em solo.

Para o relator, a proposta aprovada preenche uma lacuna da legislação brasileira. Apesar de ser um dos signatários da Convenção sobre Aviação Civil Internacional (conhecida como Convenção de Chicago), o Brasil nunca adaptou a sua legislação às normas da Organização de Aviação Civil Internacional (OACI), como determina a convenção.

Segundo Rebelo, o texto recebeu sugestões de órgãos de segurança aeronáutica, como o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) e a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). O Cenipa é o órgão executivo das ações do Sipaer.

Fonte: Agência Câmara via 24HorasNews

França encontra corpo de piloto desaparecido após acidente com Rafale

O corpo do capitão-de-fragata Francois Duflot, piloto de um dos dois caças Rafale desaparecidos em 24 de setembro após uma colisão das duas aeronaves sobre o Mar Mediterrâneo, foi localizado na madrugada desta quinta-feira, anunciou a Marinha francesa.

"O corpo de Duflot foi encontrado a bordo do aparelho, 35 km ao leste do Cabo Bear, na costa de Perpiñán" (sudoeste da França), afirma uma nota da Marinha.

"O avião, localizado pela Célula de Mergulho Humano e de Intervenção Submarina (CEPHISMER) da Marinha, está a 700 metros de profundidade sobre um terreno frágil", completa o comunicado.

Duflot desapareceu em 24 de setembro depois que o Rafale em que voava colidiu no ar com outro caça similar, quando retornavam para o porta-aviões "Charles de Gaulle" ao fim de um treinamento.

O acidente, que segundo o ministro francês da Defesa, Hervé Morin, a princípio não tem relação com o caça, aconteceu no momento em que Brasil e França negociam a venda de 36 Rafale à Brasília por sete bilhões de dólares.

O Comando da Aeronáutica brasileira pediu à autoridades francesas acesso às investigações.

O outro piloto envolvido, Yann Beaufils, conseguiu se ejetar e foi rapidamente localizado.

Fonte: AFP

TAM firma acordo com a Austrian Airlines

A TAM informou hoje que firmou acordo com a companhia aérea Austrian Airlines, integrante da Star Alliance, para permitir que os membros do programa TAM Fidelidade possam acumular e resgatar pontos em voos operados pela empresa austríaca.

De acordo com o comunicado, os passageiros da Austrian Airlines que utilizam o programa Miles & More já contam com esse benefício nos voos TAM desde fevereiro de 2008. A nova parceria entra em vigor a partir de hoje (01/10).

"O acordo que acabamos de assinar com a Austrian está alinhado com nossa estratégia de integração à Star Alliance. Com isso, estamos estabelecendo parcerias com as principais companhias aéreas do mundo e ampliando os benefícios oferecidos aos nossos clientes", afirmou em nota Paulo Castello Branco, vice-presidente Comercial e de Planejamento da TAM.

Fonte: Invertia

Azul firma acordo de US$ 1 bilhão com a GE para manutenção de motores

A companhia aérea Azul firmou nesta quinta-feira acordo com a GE Celma para a manutenção e reparos dos motores tipo CF-34, que integram os modelos Embraer 190 e 195, que compõem a frota da companhia. O contrato é de US$ 1 bilhão, e a parceria será de 15 anos.

Presidente da GE Celma, Marcelo Soares afirmou que serão investidos R$ 10 milhões para que a empresa se adeque às necessidades para fazer a manutenção desses motores. Segundo ele, não será preciso fazer expansão física da unidade.

Atualmente, a GE Celma faz a manutenção de 300 turbinas por ano, na sede em Petrópolis, região serrana do Rio, ou em oficinas espalhadas pelo mundo. A meta é chegar a 500 turbinas anuais até 2013. No mercado doméstico, a companhia já presta serviços à TAM, Gol, Webjet. No exterior, de onde vem 80% do faturamento da empresa, o foco principal é os Estados Unidos.

A crise internacional atrapalhou os planos da GE Celma em 2009, mas mesmo assim, a empresa deverá fechar o ano em expansão, segundo o executivo. Antes da crise, a projeção era que a GE Celma registrasse crescimento de 15% a 20%. Com a turbulência internacional, a empresa prevê alta de 5% em suas atividades.

'Mesmo com a crise, crescemos um pouquinho no mercado americano. E não fizemos qualquer demissão e nem reduzimos os investimentos', observou. A GE Celma calcula que investirá US$ 15 milhões ao longo de 2009, mesmo patamar registrado no ano passado.

Para 2010, Soares projeta que a companhia terá a expansão anteriormente prevista para este ano, com os investimentos chegando a US$ 20 milhões. Sem revelar nomes, disse que negocia com outras empresas para fazer a manutenção de motores semelhantes ao que a Azul utiliza.

'A tendência de vendas é muito positiva. É um momento espetacular para o mercado de aviação', complementou o presidente da GE no Brasil, João Geraldo Ferreira.

Fonte: Cirilo Junior (Folha Online)

Empresa francesa busca parceiros para produzir caça no Brasil

O vice-presidente da Dassault, Eric Trapier, afirmou nesta quinta-feira que a empresa, responsável pela produção do caça Rafale, já dialoga com 16 empresas brasileiras para a produção da aeronave no País. A companhia francesa participa, ao lado da americana Boeing e da sueca Saab, da concorrência para a venda de 36 aviões de combate para o governo brasileiro.

Trapier observou que o País precisa oferecer condições econômicas e técnicas para a fabricação da parte elétrica e das turbinas no Brasil. O francês acrescentou, durante reunião na Comissão de Relações Exteriores (CRE) do Senado, que o repasse dos códigos-fonte de todas as partes do caça francês permitirá ao Brasil não apenas fabricar o Rafale como também aprimorá-lo e vendê-lo "melhorado" a países da América do Sul.

O senador Eduardo Azeredo (PSBD-MG), presidente da CRE, apontou o repasse de tecnologia e a possibilidade de fabricação no Brasil como um dos pontos essenciais para o País na escolha do fabricante dos caças supersônicos a serem adquiridos pela Força Aérea Brasileira (FAB). As três empresas concorrentes anunciaram que pretendem repassar a tecnologia ao Brasil.

Apesar do Senado não ter poder para influenciar na decisão do governo para compra das aeronaves, Azeredo classificou como positiva as reuniões com representantes franceses, americanos e suecos. "Não vamos opinar se é um (país) ou outro, mas temos que saber o que se está comprando", observou o senador mineiro.

O tucano acrescentou que o governo brasileiro precisa consertar o que considera um mal-estar criado após o anúncio, feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de que o avião francês era o escolhido. Contudo, Azeredo não vê problemas se o escolhido, após analises técnicas, for mesmo o Rafale.

No feriado de 7 de Setembro, o presidente Lula afirmou que fecharia o contrato com a França pela oferta de transferência de tecnologia. Posteriormente, o governo voltou atrás e deu prazo para as empresas apresentarem suas propostas até o dia 2 de outubro.

Fonte: Agência Brasil via Terra

Simulação de acidentes agita dia em Viracopos

O objetivo foi testar as atuais condições de atuação das equipes de socorro e corrigir possíveis falhas

Um grupo de 250 pessoas participou na tarde de quarta-feira (30) de uma simulação de atendimento a vítimas de acidente aéreo no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas. O Exercício de Emergência e Acidente Aéreo Completo (Exeac), organizado pela Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), foi realizado em um ponto próximo da pista de pousos e decolagens e contou com representantes de diversos órgãos nacionais, estaduais e municipais. O objetivo foi testar as atuais condições de atuação das equipes de socorro e corrigir possíveis falhas.

Considerado uma das grandes alternativas para desafogar o tráfego aéreo brasileiro, e com sua ampliação sendo definida, Viracopos provou que também conta com um sistema bem organizado de ação em caso de acidentes. Prova dessa estrutura é que, mesmo com a ação acontecendo, o aeroporto continuou com seu movimento normal.

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) determina que essa atividade seja realizada anualmente em todos os aeroportos do País. O simulado prepara e avalia todo o planejamento de cada local para a atuação dos órgãos que trabalham com a segurança dos terminais. A ação também serve para avaliar a capacidade de atuação do poder público.

O exercício partiu da ideia de que uma aeronave de grande porte se aproximava com o trem de pouso travado e, por esse motivo, teria de fazer uma aterrissagem forçada. A bordo, estariam 90 passageiros. Nos tanques do avião, 8 mil quilos de combustível.

Uma aeronave real foi utilizada na atividade. Equipes e veículos se deslocaram para o lugar onde ela estava estacionada e iniciaram os procedimentos. Pessoas fizeram o papel de passageiros para dar mais autenticidade à ação. Alguns até gritavam de dor e pediam socorro. Integrantes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e socorristas do Corpo de Voluntários de Emergência, formado por funcionários das empresas que operam dentro e na região de Viracopos, prestaram o atendimento. Esses voluntários passaram por uma semana de treinamento. Após o término, o saldo foi positivo.

Fonte: Fábio Gallacci (Agência Anhangüera) via Cosmo Online - Foto: Rogério Capela/AAN

Air France iniciou leilão para voos inaugurais do primeiro A380

A Air France iniciou ontem, pelas 10h00, o leilão de bilhetes para os voos inaugurais do seu primeiro avião Airbus A380, que se realizam a 20 e 21 de Novembro, entre Paris e Nova Iorque e em sentido inverso, anunciou a companhia de bandeira francesa.

O leilão vai decorrer até dia 21 de Outubro, através do site eBay.fr, e a companhia disponibiliza 380 lugares em cada um dos voos, incluindo bilhetes para a classe executiva.

No primeiro dia do leilão foram disponibilizados 100 bilhetes, que estarão para venda durante um período de sete a dez dias, sendo os restantes colocados à disposição dos interessados de forma faseada, lê-se em comunicado enviado pela companhia.

Os preços da base de licitação começam nos 380 euros, para os bilhetes em classe económica, enquanto as tarifas em executiva atingem os 1380 euros, valores que, avisa a Air France, podem variar durante o período de venda.

Depois da primeira oferta, os licitantes recebem um e-mail que lhe permitirá acompanhar a evolução do leilão, sendo que no final, os participantes que tenham realizado as ofertas mais altas recebem outro e-mail com o montante da compra, sendo depois contactados pela companhia para “finalizar as modalidades relativas à viagem”.

Para assinalar o início do leilão, a Air France criou o mini site af380.com, onde é possível acompanha a contagem decrescente, em tempo real, do número de lugares restantes.

As receitas do leilão revertem a favor da Fundação Air France, fundada pela companhia em 1992, com o objectivo de ajudar crianças doentes, deficientes ou pessoas em grande dificuldade, proporcionando-lhes acesso à educação, ao lazer e à cultura.

Fonte: Turisver (Portugal)

Ovni é filmado por pescadores na Espanha

A qualidade do vídeo deixa a desejar, a falta de dados e informações também. Tudo o que se sabe é que foi filmado com uma câmera de celular por um pescador espanhol. O que resulta bastante estranho é que o portal Terra espanhol publicou o vídeo ontem e após algumas horas retiraram-no do ar sem nenhum aviso. Hoje publicaram o vídeo novamente com uma, no mínimo, estranha explicação:

"Devido a pressões externas, ontem tivemos que retirar o vídeo do pescador, mas depois de analisar o valor desta informação para nossos leitores consideramos que em pró da ética jornalística devemos publicar esta notícia."

Segundo o site, o pescador não identificado enviou o vídeo com a seguinte nota:

- "Envio este vídeo após pensar muito, mas passado o susto, acho que meu dever é informar que isto aconteceu e que não vejo explicação alguma".

A imagem mais impressionante do vídeo é do suposto OVNI que cai ou mergulha no mar pela perseguição de caças militares. Logo após aparece um helicóptero de procedência desconhecida que sobrevoa a embarcação e ordena os pescadores que se apressem a sair do local onde se encontram:

- "Abandonem a zona imediatamente e dirijam-se ao porto. Ali receberão instruções..." Eram as ordens vindas do helicóptero.

Quem teria feito pressão para a retirada do vídeo? Quem gastaria em tremenda produção? Para que?

Ou temos aí um grande viral promovendo um evento ou filme ou vai ser outro daqueles mistérios que nunca vamos saber?

Veja o vídeo:



Fonte: Mdgi via Vooz / Terra.es

Nave Messenger transmite fotos da superfície de Mercúrio

Imagem divulgada pela Nasa, a agência espacial americana, mostra a superfície de Mercúrio registrada pela sonda Messenger

A nave especial americana Messenger transmitiu nesta quarta-feira imagens da superfície de Mercúrio. As imagens foram feitas pela nave em sua última visita ao planeta.

Segundo um comunicado da instituição, a nave passou menos de 142 milhas acima da superfície rochosa do planeta, que lhe permita entrar em órbita em 2011.

Segundo a Nasa, a Messenger tem o objetivo de se tornar a primeira nave espacial a entrar na órbita do planeta. Se isso acontecer, ela deve ajudar os cientistas a compreender a composição da superfície de Mercúrio recolhendo informações sobre o meio ambiente e a geoquímica do planeta.

Fonte: Terra - Foto: EFE/NASA

Sol inicia venda de passagens

Nova companhia aérea regional fará voo de inauguração no dia 12 de outubro

A Sol Linhas Aéreas, nova empresa de aviação regional com sede no Paraná, iniciou ontem (31) a venda de passagens para as rotas que atenderão as cidades de Cascavel, Curitiba, Maringá e Foz do Iguaçu.

Turboélice da Sol Linhas Aéreas

O voo inaugural acontece no dia 12 de outubro, saindo de Cascavel, com destino a Curitiba. Inicialmente, a empresa terá três voos diários de ida e volta entre Cascavel e a capital.

O empresário Marcos Solano, presidente da empresa, afirma que a Sol chega para contribuir com a integração e o desenvolvimento da região. “Nossa meta é voar com 75% dos lugares ocupados”, enfatizou.

A companhia paranaense vai operar com uma aeronave turboélice, fabricada na República Tcheca. O avião, modelo Let 410, tem capacidade para 19 passageiros. A empresa pretende operar com cinco aeronaves até dezembro e expandir as rotas para as cidades de Pato Branco, Londrina, Guarapuava, Francisco Beltrão, Umuarama e Chapecó.

Fonte: Webtranspo via Avião Revue

Líder Aviação inicia inscrições para Programa Trainee 2010

Estão abertas as inscrições para o Programa Trainee 2010 da Líder Aviação para a Unidade de Operações de Helicópteros e Diretoria Financeira. As inscrições podem ser feitas através do site www.lideraviacao.com.br ou www.hunting.com.br, até o dia 25 de outubro de 2009.

Os candidatos devem ter formação superior concluída entre julho/2007 a dezembro/2009, nos cursos de Engenharia Aeronáutica; Engenharia Mecânica; Engenharia Elétrica; Engenharia Eletrônica; Economia; Ciências Contábeis ou Administração de Empresas. É necessário ter domínio de informática (pacote Office), inglês fluente, disponibilidade para trabalhar nas cidades de Belo Horizonte/MG, Rio de Janeiro/RJ, Macaé/RJ, São Tomé/RJ, Vitória/ES e Navegantes/SC. Os candidatos selecionados receberão remuneração e benefícios compatíveis com o mercado. O programa tem duração de 09 meses, período em que os trainees participam de treinamentos nas principais bases da empresa e desenvolvem projetos.

Com mais de 50 anos de experiência no mercado, a Líder Aviação oferece soluções completas e personalizadas em aviação executiva com segurança, agilidade e qualidade. Presente nos principais aeroportos do Brasil, com 23 bases operacionais, conta com mais de 1.500 colaboradores e possui uma frota composta por 27 aviões e 51 helicópteros. Presta serviços de fretamento e gerenciamento, manutenção e vendas de aeronaves, atendimento aeroportuário, operações de helicópteros, corretagem de seguros aeronáuticos e treinamento para mecânicos e pilotos, sendo líder de mercado em todos os segmentos que atua.

Fonte: Portal Fator Brasil

Azul critica privatização de aeroportos e pede autonomia à Infraero

O presidente do Conselho de Administração da Azul Linhas Aéreas, David Neeleman, criticou nesta quinta-feira o plano do governo de privatizar alguns aeroportos. Segundo ele, desde que tenha mais autonomia e atuação independente do governo, a Infraero tem condições de fazer o processo de expansão da infraestrutura aeroportuária brasileira.

'Que todo o dinheiro que a Infraero ganhe fique com eles, para se construir tudo o que é necessário. E isso pode ser feito bem rápido, se ela for desligada do processo do governo. O dinheiro não pode ir para o governo', afirmou, depois de assinar acordo com a GE Celma, para a manutenção e reparos dos motores da Azul nos próximos 15 anos.

Para Neeleman, os aeroportos são 'especiais' para o país, e não devem ser entregues a empresas estrangeiras. Ele citou como exemplo os Estados Unidos, onde, segundo o executivo, os aeroportos mais importantes não são concedidos pelo governo. Neeleman acrescentou que uma lei federal americana determina que todos os recursos arrecadados em um aeroporto sejam aplicados ali.

Elogiando a nova administração da Infraero e o recente direcionamento dado pelo ministério da Defesa, o fundador da Azul cobrou que a estatal tenha ainda mais independência em sua atuação. Na visão de Neeleman, a ajuda externa na expansão da estrutura aeroportuária deve ficar limitada à ajuda no planejamento dessas ações.

'Eles [Infraero] têm dinheiro, estão recebendo bastante. Deixe o dinheiro dentro da Infraero. Se precisarem de ajuda, tem muito conhecimento fora do Brasil. Chama outros para ajudar no planejamento. E depois deixem os brasileiros fazer a construção, fazer tudo para criar mais empregos aqui', sugeriu.

Atuação da Azul

David Neeleman disse estar satisfeito com o primeiro ano de atividade da Azul no mercado, no qual a companhia detém 5% de participação, mas evitou fazer projeções futuras. 'Levamos seis meses para chegar a 5% do mercado, no Brasil. Nos Estados Unidos, a Jet Blue [empresa de Neeleman], em dez anos, não havia chegado a 5%', observou.

Ele destacou a taxa de ocupação nas 12 aeronaves da empresa, em torno de 80%. Segundo Neeleman, é possível que essa taxa chegue a 90% na temporada de verão. Até o fim do ano, mais duas aeronaves serão incorporadas à frota da Azul, destacou Neeleman. Até o fim de 2010, a companhia prevê um total de 21 aviões modelos Embraer 190 e 195.

O executivo mencionou também que a Azul terá dois novos destinos ainda este ano, mas não quis revelar quais serão as cidades.

Fonte: Cirilo Junior (Folha Online)

'Piloto herói' que pousou avião no Rio Hudson em janeiro volta a voar

Capitão Sully voou de Charlotte, na Carolina do Norte, a Nova York.

Ele virou herói ao fazer um pouso de emergência, salvando 155 pessoas.

O piloto Chesley 'Sully' Sullenberger, o herói que pousou um avião no Rio Hudson, volta ao trabalho nesta quinta-feira (1º) no aeroporto de LaGuardia, em Nova York. Ao lado do copiloto Jeffrey Skiles, ele voou de Charlotte, na Carolina do Norte, a Nova York. Foi seu primeiro voo desde o pouso de emergência de janeiro, quando ele salvou a vida de 155 pessoas - Foto: AP

O capitão Chesley “Sully” Sullenberger, o piloto herói que pousou um avião em segurança no Rio Hudson, em Nova York, em 15 de janeiro, salvando 155 vidas, voltou ao trabalho nesta quinta-feira (1º).

O piloto Chelsey B. Sullenberger - Foto: Reuters

Ele pilotou um avião da US Airways entre Charlotte, na Carolina do Norte, e o aeroporto de LaGuardia, em Nova York.

Além de voltar a voar, ele vai assumir funções na manutenção da segurança das aeronaves da empresa.

"Em meu novo papel, vou continuar sendo o mesmo defensor da segurança de voo que sempre fui durante várias décadas", disse ele, segundo a empresa.

Avião que fez pouso de emergência no Rio Hudson, em Nova York, em 15 de janeiro - Foto: AP

Fonte: G1 (com agências internacionais)

Jato Embraer 190 recebe certificação ISA+39ºC

Aeronave está liberada para operar em aeroportos localizados em regiões de altas temperaturas

A Embraer recebeu no terceiro trimestre de 2009 a certificação ISA+39ºC para o jato comercial Embraer 190 da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) e da Federal Aviation Administration (FAA), autoridades aeronáuticas do Brasil e dos Estados Unidos. Dessa forma, o avião poderá operar sem restrições em aeroportos localizados em regiões muito quentes, a temperaturas de até 54ºC (129ºF) ao nível do mar.

“A certificação em condições ISA+39ºC é mais um passo no processo de aprimoramento da aeronave e uma melhoria que auxiliará muitos dos nossos clientes”, diz Luciano Castro, Diretor de Programas da Embraer para o Mercado de Aviação Comercial. “Este item opcional amplia o escopo operacional do jato Embraer 190 em regiões de altas temperaturas como o Oriente Médio, África e região da Ásia e Pacífico.”

Essa homologação permitirá que a aeronave realize operações de pousos e decolagens em aeroportos localizados em regiões de altas temperaturas. Para clientes com base no Oriente Médio, continente africano e região da Ásia Pacífico, por exemplo, a melhoria representa a possibilidade de operar novas rotas e aumentar a flexibilidades de horários de vôos, pois possibilitará a operação da aeronave em períodos do dia em que as temperaturas atingem valores extremamente elevados.

Certificação ISA+39ºC

O termo ISA é o significado, em inglês, de International Standard Atmosphere, ou Atmosfera Padrão Internacional. Trata-se de um modelo atmosférico padrão que define o comportamento da temperatura, pressão, densidade e viscosidade da atmosfera da Terra em função da altitude. De acordo com esse modelo, a temperatura-padrão ao nível do mar, denominada ISA, equivale a 15ºC (59ºF). Portanto, a referência ISA+39ºC da certificação do jato Embraer 190 refere-se a uma temperatura de 54ºC (129ºF) ao nível do mar.

Fonte: Portal Fator Brasil - Foto: Divulgação/Embraer

Aeroporto de Rio Branco terá nova pista e terminal de passageiros

A Infraero fará o plano diretor para um novo terminal de passageiros para aproveitar o potencial da nova pista

Aeroporto terá nova pista de pouso e decolagem, desta vez de concreto, com durabilidade de mais de 40 anos, garante presidente da Infraero

Em visita ontem ao presidente da Infraero, Murilo Marques Barboza, o senador Tião Viana (PT-AC) foi informado que a empresa vai construir um novo terminal de passageiros e uma nova pista no lugar do atual aeroporto de Rio Branco.

O presidente da Infraero disse que a prioridade da empresa é terminar o recapeamento da atual pista para a construção de uma nova pista de pouso e decolagem, desta vez de concreto, com durabilidade de mais de 40 anos. Depois disso, a Infraero fará o plano diretor para um novo terminal de passageiros, aproveitando assim o potencial da nova pista.

A visita contou com a presença do superintendente da regional Norte da Infraero, Benigno Almeida, que informou que o BEC, por meio de convênio, começou a fazer a operação de recapeamento na pista do aeroporto da capital. Tião Viana ouviu a explicação do superintendente e aproveitou para destacar que “Benigno é um amazonense que trabalha pelo Acre”.

O senador solicitou ao presidente da estatal empenho para a revitalização do aeroporto e aproveitou para elogiar o novo aeroporto de Cruzeiro do Sul, também no Acre, recentemente inaugurado pelo presidente Lula. “O aeroporto é modelo”, disse. “Saio daqui feliz pelo avanço da reunião”, completou Tião Viana.

O presidente da Infraero aproveitou o encontro para tratar uma reunião, no dia oito deste mês, entre o senador Tião Viana, o embaixador do Peru no Brasil Hugo de Zela, a presidência da Infraero e o Ministro de Comércio Exterior e Turismo do Peru Martín Pérez.

O objetivo do encontro é ajustar estratégias para viabilizar voos transfronteiriços entre Peru e Brasil, desenvolvendo assim os aeroportos do Acre e a aviação regional. Um dos voos transfronteiriços se dará entre Cruzeiro do Sul e Pucalpa, que tem sido uma grande luta do vice-governador César Messias, do presidente da Assembleia, deputado Edvaldo Magalhães, e dos deputados federais Henrique Afonso, Ilderlei Cordeiro e Gladson Cameli.

Fonte: Agência de Notícias ContilNet - Foto: mochileiro.tur.br

Ampliar pista de Congonhas é grave erro

Confira artigo de Creso de Franco Peixoto sobre a ampliação da pista do Aeroporto de Congonhas (SP) onde alerta que uma ampliação da pista do Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, pode ser um grave erro estratégico e Ambiental

Imponente obra arquitetônica incrustada em seu terminal, ícone da aviação civil brasileira e referência incontestável da acessibilidade ao grande portal econômico paulistano são alguns adjetivos que se pueden Aplicar ao Aeroporto de Congonhas. Contudo, pode subentender-se como erro estratégico e perenizar querer Ambiental sua Função como prático e único acesso aéreo ao seu centro gerador de tráfego, uma metrópole paulistana. De que forma? Aumentando sua principal pista de pouso e decolagem de, como se tem noticiado, visando aparente segurança.

A pista principal de pouso e de decolagem de Congonhas, com extensão da ordem de 2 km, é suficiente para Operar como maiores e mais frequentes aeronaves do mix de frota, tipo tipo Boeing 737 e Airbus 320 ou equivalentes, desde que sem qualquer Estejam operando restrição quanto a sistemas de Freagem. Nas extremidades desta pista há zonas de parada para Assegurar aeronaves em caso de falha com decolagem, que não são suficientes para Evitar o abismo da tragédia em caso de pouso determinadas avarias com.

Contudo, aumentar sua extensão erro em aproximadamente 1 km para convergir grave. Pista é, por definição, uma extensão de pavimento normal, Projetado e Construído para Suportar a carga do previsto Tráfego. Aumentar sua extensão corresponde a Aumentar a permissividade das empresas aéreas quanto um peso e combustível, atendendo às suas premissas logísticas, óbvias maior lucro sobre.

O que se pode efetuar é a Redução da extensão de pista, deixando mais espaço para os Prolongamentos de segurança. Desta forma, com pista oficial mais curta, os pilotos Deverão planejar os vôos para menor carga, segurança maximizando e não lucro. Assim, pode-se resgatar o conceito de segurança do passado, quando eram utilizadas aeronaves Electra II na ponte aérea e que foram aposentadas por idade silenciosamente e não por qualquer acidente que merecesse a grande mídia.

A opção do Aumento da pista teria como suporte um viaduto, um avançar sobre os bairros de Moema ou Jabaquara. Este projeto iria, no mínimo, considerável os Gerar impacto social, em avançar por área fortemente adensada bem como socializar o ruído sobre área muito maior. Acrescente-se ainda uma Possibilidade de maiores Operar aeronaves, Cujo ruído inadmissível seria suficiente para o embargo de obra de tal. Seria uma obra mais conhecida do fórum em que pelo canteiro. Não haveria pilar para sustentação.

Extensão de aproximadamente 1 km de pista em viaduto foi Efetuada no Aeroporto da Ilha da Madeira, em Portugal, onde não há sequer espaço para outro aeroporto suave topografia Nem. Curiosamente, houve uma tragédia com aeronave derrapando em pista molhada, antes desta ampliação. Custou meio bilhão de Euros. Congonhas Supondo este custo, sob equivalência entre custo daquele aterro mar e sobre custos de indenização de moradores atingidos em Congonhas, Poderíamos, certamente, Estender o Metrô até o Aeroporto de Guarulhos, uma Necessidade real para torná-lo mais atraente aos passageiros e Diminuir uma pressão de demanda sobre Congonhas. Pena que esta absoluta Necessidade de qualquer metrópole, um Metrô Cuja extensão Gere vontade de se deixar o carro em casa, minimizando os já Graves problemas de congestionamento, que geraria definitiva solução para Congonhas, não seja levada a sério.

Fonte: Creso de Franco Peixoto e Engenheiro Civil, Mestre em Transportes e professor de Engenharia Civil do Centro Universitário da FEI (Fundação Educacional Inaciana) via Portal Copa 2014 - Imagem: UOL Notícias

Além do balcão do check-in de uma companhia aérea

É como pular o balcão do check-in e seguir a mala despachada. Ou fazer uma visita na cabine do piloto e estendê-la para a torre de operações. Viagens de avião, por mais milhas que tenhamos acumulado, mantêm ainda uma aura de emoção e outra tanta de mistério: não são poucos os curiosos para saber como funcionam os mecanismos de bastidores que mantêm o aparelho no ar ou que tipo de treinamento recebem os comissários, além de como manusear o carrinho de refeições e a coreografia com os braços indicando as saídas de emergência e o modo de usar a máscara de oxigênio, antes da decolagem. Acompanhe uma visita à sede da American Airlines, uma das dez maiores companhias aéreas do mundo, em Dallas. Nela, a American treina sua tripulação, faz a manutenção de seus aviões e controla a operação diária de toda a sua frota. Além disso, fez do principal aeroporto da cidade texana seu maior hub (ponto de distribuição de voos). Nele, onde são realizadas 9% das conexões domésticas nos Estados Unidos, a American responde por 85% do tráfego de passageiros.

Na sede da American Airlines, despachantes de voo monitoram e distribuem os aviões da American Airlines nos voos que devem seguir diariamente

Sala de comando centralisa operações em situações de emergência

O "centro de comando", ou "sala de resposta para emergências" da American Airlines, funciona numa sala de reuniões insuspeita, com um janelão de onde se avistam as baias dos despachantes de voos. O grupo de gestão da crise é acionado em casos extremos: choque de aviões, sequestro, ou mau tempo, como a ameaça de chegada de um furacão que obrigue a interrupção de voos em hubs como o de Miami ou Dallas, explica o especialista em suporte técnico do Sistema de Controle de Operações Everett Wilson.

Em dias tranquilos, a sala é usada para reuniões de rotina. Mas não foi assim há oito anos, quando dois aviões da American foram usados nos ataques terroristas de 11 de setembro, contra o Pentágono e contra uma das torres gêmeas, em Nova York.

- Os principais executivos da companhia vieram para cá. Em 30 minutos, decidimos aterrissar todos os nossos aviões imediatamente. Informamos a FAA e eles nos ajudaram a pousá-los. Havia muito medo. Eram uns 200 aviões no ar. Em uma hora, 95% deles estavam em terra, exceto os que sobrevoavam oceanos em rotas mais longas - relembra Wilson.

A operação da sala de crise foi mantida ainda por duas semanas, até que os voos da companhia aérea fossem normalizados.

Fama de consumista do brasileiro influi na estimativa do peso dos voos da American Airlines

Em Dallas, no mesmo local onde funcionam o centro de manutenção da American Airlines e as instalações da academia de voo, fica o Sistema de Controle de Operações (SOC). Ali, despachantes de voos controlam ininterruptamente os quase dois mil voos diários cumpridos pelos mais de 600 aviões da companhia aérea americana. Antes de cada voo, o peso do avião, que inclui carga, passageiros e suas bagagens é avaliado pelo pessoal do SOC. E os hábitos consumistas dos viajantes brasileiros pesam literalmente nesta avaliação:

- Aumentamos a estimativa de peso de bagagem em voos de Dallas e Miami para o Brasil, porque sabemos que as malas serão bem pesadas - explica Everett Wilson, um ex-mecânico de aviões que é especialista em suporte técnico de Operações de Despacho, acrescentando que as estimativas são revistas regularmente.

Perto dali, no aeroporto que funciona como principal hub (ponto de distribuição de rotas) da empresa, outro grupo, menor, também gerencia a operação dos aviões: são os controladores de pátio, encarregados do abastecimento e fluxo das aeronaves no terminal, garantindo a pontualidade. A autonomia deles é limitada pelos despachantes no controle do sistema. Que, para manter a tal pontualidade, têm de ficar de olho mais no relógio e nos aparelhos do que nos retardatários, admite Wilson.

- No centro de operações, estamos preocupados com a movimentação dos aviões. Os caras no aeroporto estão pensando nos passageiros e no que está dentro dos aparelhos. Se um grupo de dez ou 12 pessoas corre o risco de perder a conexão, eles podem segurar um voo. Nós aqui não gostamos muito disso, mas entendemos que os passageiros são o motivo pelo qual nossos aviões estão no ar, então concordamos, se for por alguns minutos. Mas se tivermos de esperar por uma hora, fica mais difícil - explica, num tom bem pragmático.

Os despachantes trabalham divididos por regiões cobertas pelos voos da AA.

- Eles são treinados por área para se familiarizarem com as rotinas locais: a operação do tráfego aéreo, as formas de comunicação, o clima. Quem monitora voos domésticos não opera na América do Sul, porque não tem ideia de como as coisas funcionam por lá - detalha Wilson.

Para atender à clientela brasileira, voos da American têm ao menos três comissários que falam português

Sala VIP da American em Dallas: taxa de uso de diário para passageiros da econômica

As taxas de câmbio que engordam o bolso e enchem os olhos do viajante brasileiro pesam na escolha dos Estados Unidos como destino da próxima viagem. A concorrência em rotas populares, como Miami e Nova York, foi acirrada pela desregulamentação das tarifas aéreas internacionais, determinada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) em abril. Mas enquanto o viajante brasileiro consegue algum alívio no bolso, a American Airlines estuda formas de compensar seus custos, alerta o vice-presidente de Comunicação Corporativa e Publicidade, Roger Frizzel:

- Nossos preços sempre serão competitivos, se isto for determinante. Mas estamos perdendo dinheiro significativamente em todas as passagens que vendemos no mundo. Temos preços próximos aos níveis do ano 2000. Se continuarem baixos, pensamos em "desempacotar" alguns serviços, cobrando pelo uso de internet a bordo, upgrade ou taxas de bagagem.

Entre as formas de receita alternativa adotadas pela companhia se inclui, por exemplo, a taxa de US$ 50 cobrada pelo uso, pelos passageiros da classe econômica, da sala VIP em Dallas, até então privilégio de passageiros de primeira classe e executiva. O lounge oferece chuveiro e vestiários, estações de trabalho e salas de reuniões (que podem ser alugadas), entre outras amenidades.

A taxa por bagagem adicional não poderia ser cobrada no Brasil por determinação da Anac. Hoje, a cobrança já é feita pela companhia em voos nos Estados Unidos, Canadá, Porto Rico, Ilhas Virgens Britânicas e na Europa.

O Brasil é o destino mais importante na América Latina para a American Airlines. Embora faça segredo sobre o número de passageiros transportados entre o país e os Estados Unidos, a empresa informa que este ano o número vai superar o total registrado em 2008. Pudera. Em novembro do ano passado, a companhia adicionou três destinos brasileiros à sua malha: Recife, Salvador e Belo Horizonte.

A bordo dos 45 voos semanais (serão 60 no fim do ano, na alta temporada) que a companhia mantém entre os dois países, pelo menos metade dos passageiros são brasileiros. A fração varia conforme a rota. Nos voos Miami-Belo Horizonte e São Paulo-Dallas a ocupação de poltronas por brasileiros chega a 70%.

Para atender a esta clientela, hoje, em cada voo da American, há ao menos três comissários que falam português. O tamanho da tripulação depende do da aeronave: a American Airlines voa para o Brasil com aviões Boeing 757, 767-300 e 777.

- São os mesmos aviões usados em outras rotas transatlânticas, em voos para Europa - esclarece a diretora de comunicação corporativa, Martha Pantin, rejeitando a hipótese de que a empresa usasse aviões mais rodados no Brasil.

Recentemente, um acordo de compartilhamento de voos e de programas de milhagem com a Gol ampliou o alcance da American no Brasil.

- Há 6 milhões de associados do Smiles e 1,5 milhão filiados ao AAdvantage no Brasil, que vão poder usar suas milhas nas duas empresas.

Fonte e fotos: Cristina Massari (O Globo)

Senado criará grupo de trabalho para atender famílias de vítimas do voo 447

O Senado decidiu ontem (29) que vai criar até o final do ano um grupo de trabalho para atender familiares das vítimas do voo 447 da Air France com o objetivo de fortalecer o diálogo e facilitar o entendimento com a companhia aérea. O Airbus A330 da empresa francesa caiu no oceano Atlântico no dia 31 de maio deste ano, depois de sair do Rio com destino a Paris.

A sugestão de criar o grupo de trabalho foi apresentada pelo senador Paulo Paim (PT-RS) e aprovada pelos participantes da audiência pública realizada na CDH (Comissão de Direitos Humanos) para discutir o assunto. A diretora-geral para o Brasil da Societé Air France, Isabelle Birem, afirmou que a companhia aérea está obrigada a prestar toda assistência necessária às famílias das vítimas.

Birem ainda destacou que há o compromisso da Air France em esclarecer as causas do acidente. Segundo a diretora, a busca por informações é feita de forma transparente e com total cooperação entre as autoridades francesas e brasileiras.

Isabelle Birem informou também que a empresa já pagou um adiantamento de 17.600 euros a cada família das vítimas, para que possam enfrentar as dificuldades financeiras até a liberação da indenização. Ela afirmou que são 2.100 parentes cadastrados, dos quais 770 são da França, 410 do Brasil, 170 da Alemanha e 750 de outros países.

O diretor executivo da Associação dos Familiares das Vítimas do Voo 447, Maarten Van Sluys, afirmou que muitas famílias, como a dele, não recebem informações, o que significa que não constam no cadastro da companhia. Ele contestou também a afirmação do subsecretário-Geral das Comunidades Brasileiras no Exterior, Oto Agripino Maia, que disse que todas as famílias recebem comunicado sobre o andamento das questões relacionadas ao acidente.

Sluys afirmou ainda que os parentes das vítimas necessitam de atendimento médico e psicológico, além da liberação de documento de morte presumida às famílias cujos corpos dos passageiros não foram identificados e encontrados. Ele ainda pediu rigoroso controle de segurança de todos os vôos para evitar acidentes.

Fonte: Diana Brito (Folha Online - com informações da Agência Senado)

Família de americanos mortos no voo 447 processa Air France nos EUA

A família de dois cidadãos americanos mortos no voo 447 iniciou um processo contra a companhia Air France e a fabricante Airbus. A informação é do site do jornal "Houston Chronicle".

O processo foi aberto na Justiça de Houston, no Estado do Texas, pela família de Michael e Anne Harris. Na ação, segundo o jornal, a família alega que o acidente ocorreu devido a falhas no Airbus da Air France.

A família dos americanos pede uma indenização por danos e prejuízos, cujo valor não foi revelado. O processo também envolve as fabricantes de componentes aeronáuticos Honeywell International, Rockwell Collins e Thales.

Acidente

O Airbus 330 da Air France caiu no Atlântico quando fazia a rota Rio-Paris em 1º de junho. À bordo estavam 216 passageiros e 12 tripulantes, sendo 72 franceses e 58 brasileiros. Apenas 50 corpos foram resgatados pela Marinha brasileira. As causas do acidente permanecem desconhecidos, segundo o BEA (Escritório de Investigações e Análises), organismo francês encarregado de investigar os acidentes aéreos.

Fonte: France Presse via Folha Online