quarta-feira, 3 de junho de 2009

Golpistas usam falsa notícia sobre voo 447 para roubar senhas bancárias

ATENÇÃO

E-mail circula com link que pode levar usuário a baixar códigos maliciosos.

Mensagem falsa associa a marca do G1 a uma notícia inexistente.

E-mail com notícia falsa e marca do G1 é usado para espalhar vírus - clique sobre a imagem para ampliá-la

Um e-mail com uma notícia falsa sobre o acidente do voo 447 da Air France está circulando pela internet com o objetivo de fazer o internauta clicar em um link e inadvertidamente infectar seu computador com programas maliciosos que roubam senhas bancárias.

A mensagem tenta reproduzir a marca do G1 e traz uma notícia falsa sobre o desaparecimento do avião. O texto promete imagens de objetos e vítimas encontradas no mar. Como é comum em mensagens fraudulentas na internet, apresenta erros gramaticais e de ortografia.

A notícia falsa incentiva o internauta a clicar no link para ver as imagens, mas o endereço guarda, na verdade, códigos maliciosos que podem infectar o computador e abrir portas para piratas virtuais roubarem dados.

Em 2008, golpes parecidos usaram notícias falsas sobre o Big Brother Brasil, o apresentador Silvio Santos e o caso da morte da menina Isabela Nardoni para infectar computadores de usuários desavisados.

Códigos maliciosos

Os programas maliciosos, que não são capazes de se espalhar sozinhos, facilitam o acesso de piratas de computador ao PC do usuário, permitindo o roubo de informações como dados sobre sua conta bancária.

Esse tipo de ameaça é chamada de phishing scam. Nesse sistema, piratas de computador enviam e-mails sugerindo que os internautas baixem programas, cliquem em links ou visitem sites maliciosos. Quando seguem a sugestão, as vítimas em potencial infectam seus computadores com programas geralmente desenvolvidos para o roubo de informações financeiras.

De acordo com o especialista em segurança Altieres Rohr, colunista do G1 , o programa utilizado pelos golpistas que criaram o e-mail com a falsa notícia é um cavalo-de-tróia (trojan) utilizado para roubar senhas bancárias. O programa rouba também dados do PC, como o número de série do disco rígido e endereço (MAC) da placa de rede.

Fonte: G1 - Imagem: reprodução

As condições meteorológicas sobre o Oceano Atlântico durante a passagem do voo AF 447

Clique sobre a imagem para ampliá-la

Imagem de satélite mostras as condições meteorológicas sobre o Oceano Atlântico durante o trajeto do voo AF 447.

Fonte: EFE

Mapa mostra local apontado como lugar da queda do avião da Air France

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirmou nesta terça-feira que o Airbus da Air France, desaparecido desde a noite de domingo (31) no oceano Atlântico, caiu a aproximadamente 400 milhas (740 km aproximadamente) do arquipélago de Fernando de Noronha e a 700 milhas de Recife (1.296 km). Veja abaixo o local apontado como lugar da queda:

Clique nos mapas para ampliá-los

Fontes: Folha Online / G1

Apesar de profundidade, caixa-preta deve estar intacta



James Waterhouse, professor de engenharia aeronáutica da USP, fala sobre a procura pelo Airbus 330-200 que desapareceu no Oceano Atlântico. Segundo o professor, a profundidade do local da provável queda pode dificultar na busca pela caixa-preta do avião. No entanto, caso sejam encontrados, os dados da caixa preta estarão intactos.

Fonte: UOL Notícias

O mau tempo poderá atrapalhar as buscas



E o mau tempo pode atrapalhar as buscas na região onde caiu o avião da Air France. As condições meteorológicas estão bem parecidas às encontradas pelo piloto do Airbus, na noite de domingo.

Fonte: UOL Notícias

terça-feira, 2 de junho de 2009

Veja como funciona um Airbus

Avião da Air France possuía alta tecnologia



O Airbus A330 é um dos aviões mais avançados do mundo. Sua energia vem de dentro das turbinas e há sistemas extras de funcionamento em caso de problemas durante o voo.

Fonte: Jornal Nacional (TV Globo)

Veja nomes de passageiros do voo AF 447, segundo familiares e empresas

Airbus A330 desapareceu no caminho entre Rio e Paris.Lista oficial com nomes dos passageiros ainda não foi divulgada.

Pessoas de diversas origens estão entre os passageiros do voo AF 447, da Air France, que saiu do Rio de Janeiro na noite de domingo (31) rumo a Paris e desapareceu sobre o Oceano Atlântico.

A lista oficial com os nomes dos passageiros ainda não foi divulgada, mas familiares e empresas já apresentaram 50 nomes de quem embarcou. O voo levava 216 passageiros e 12 tripulantes, segundo a companhia aérea.

Alexander Bjoroy

O estudante inglês Alexander Bjoroy, 11 anos, voltava para casa depois de passar as férias no Brasil, segundo a rede de notícias CNN.

Ana Carolina Rodrigues

Ana Carolina Rodrigues é pesquisadora da organização não governamental Viva Rio e estava trabalhando junto com Pablo Dreyfus, outro passageiro, no projeto de proteção a jovens que vivem em territórios vulneráveis.

Anne

A norte-americana Anne, 54 anos, viajava com o marido Michael Harris, 60 anos, segundo a rede de notícias CNN.

Antônio Augusto Gueiros

Antônio Augusto Gueiros, de 46 anos, é diretor de informática da Michelin, fabricante de pneus.

Berg Andersen

O advogado norueguês Berg Andersen, 37 anos, funcionário da empresa de petróleo StatoilHydro, viajou para uma reunião marcada na sede da empresa, na Noruega. Ele estava acompanhada do advogado brasileiro Gustavo Peretti, 30 anos, e da geofísica brasileira Marcela Pellizon, de 29 anos.

Bianca Cotta

A médica Bianca Cotta e o procurador federal Carlos Eduardo Lopes de Mello se casaram no último sábado (30) em Niterói, na Região Metropolitana do Rio, e seguiam para a lua de mel na França.

Carlos Eduardo Lopes de Mello

O procurador federal Carlos Eduardo Lopes de Mello e esposa dele, a médica Bianca Cotta, se casaram no último sábado (30) em Niterói, na Região Metropolitana do Rio, e seguiam para a lua de mel na França.

Christin Pieraerts

Christin Pieraerts, funcionária francesa da Michelin. Ela voltava para a França.

Christine Badre Schnabl

A sueca Christine Badre Schnabl, de 34 anos, vivia havia dez anos no Rio de Janeiro e voltava com a família para passar férias na Suécia. Estavam no voo AF 447 Christine e o filho de 5 anos, Philipe. Ela e o marido costumavam viajar em aviões separados, a fim de evitar que, em caso de acidente, os filhos perdessem o pai e a mãe ao mesmo tempo.

Claus-Peter Hellhammer

Funcionário da ThyssenKrupp Steel, Claus-Peter Hellhammer, 28 anos, está entre os passageiros do voo 447 da Air France, segundo a empresa.

Deise Possamai

A catarinense de Nova Veneza Deise Possamai, de 34 anos, é funcionária pública da prefeitura de Criciúma (SC) e viajava para fazer cursos na França.

Eithne Walls

Médica e dançarina irlandesa, Eithne Walls está entre os passageiros que embarcaram no voo 447 da Air France, segundo a rede de notícias CNN.

Erich Heine

A Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA) confirmou em comunicado que o presidente de seu Conselho de Administração, Erich Heine, está entre os passageiros do voo. Ele ocupa o cargo desde maio de 2008 e viajava a trabalho para Paris.

Ferdinand Porcaro

O médico mineiro Ferdinand Porcaro, de 79 anos, é da cidade de Muriaé e viajava com a mulher, que é carioca. O casal mora no Rio de Janeiro e seguiria para a Noruega para visitar uma filha.

Francisco Eudes Mesquita Valle

Francisco Eudes Mesquisa Valle é diretor da transportadora de combustíveis TLW e embarcou no voo AF 447 com a mulher, Maria de Fátima, o filho e a nora.

Giovanni Batista Lenzi

O italiano Giovanni Batista Lenzi, deputado da Província Autônoma de Trento e Região Alto Adige, também veio ao Brasil para entregar uma doação às vítimas das enchentes que atingiram Santa Catarina.

Gustavo Peretti

O advogado brasileiro Gustavo Peretti, 30 anos, funcionário da empresa de petróleo StatoilHydro, viajou para uma reunião marcada na sede da empresa, na Noruega. Ele estava acompanhado da geofísica brasileira Marcela Pellizon, de 29 anos, e do advogado norueguês Berg Andersen, 37 anos.

Harald Maximillian Winner

O alemão Harald Maximillian Winner, 44 anos, iria à Alemanha para providenciar os documentos necessários para se casar no Brasil, segundo sua noiva, Helen Pedroso.

Hilton Jadir Silveira de Souza

A família de Hilton Jadir Silveira de Souza, de 50 anos, confirmou que ele estava no voo. Engenheiro da Petrobras e natural de Montes Claros (MG), ele ia para a Alemanha a serviço da empresa. A Petrobras disse que só vai se pronunciar depois da divulgação da lista de passageiros.

Isis

A francesa Isis é uma das passageiras do voo 447 da Air France. Ela viajava com o dentista brasileiro José Ronnel Amorim. O casal tinha vindo ao Brasil para visitar a família em Niterói.

Izabela Maria Furtado Kestler

A professora Izabela Maria Furtado Kestler, que leciona Literatura Alemã na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), seguia para Leipzing, na Alemanha, onde acontece um congresso na Assembleia da Sociedade Goethe-Weimar.

João Marques da Silva Filho

João Marques da Silva Filho, de 67 anos, que pertence ao quadro de gerentes do Estaleiro Atlântico Sul, em Pernambuco, viajava para acompanhar testes de equipamentos.

José Roberto Gomes

Segundo a assessoria da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC- Rio), o professor do departamento de administração José Roberto Gomes, de 50 anos, embarcou no domingo para participar de um congresso em Paris. O professor trabalhava há nove anos na universidade e estava sozinho na viagem.

José Ronnel Amorim

O dentista José Ronnel Amorim fez 35 anos no domingo (31), dia que embarcou no voo 447, segundo sua mãe. Ele viajava com a mulher, a francesa Isis.

Júlia Chaves de Miranda

A advogada Júlia Chaves de Miranda, de 27 anos, mora em Berlim e, segundo uma amiga, passava férias em Belo Horizonte, onde mora sua família. Ela viajava com o noivo alemão.

Juliana de Aquino

A cantora Juliana de Aquino, de 29 anos, mora há seis anos na Alemanha e veio a Brasília para visitar a família. Muito abalado, o pai disse ter certeza de que a filha estava a bordo do avião, pois conversou com ela por telefone pouco antes da decolagem.

Leonardo Veloso Dardengo

O oceanógrafo Leonardo Veloso Dardengo é aluno de doutorado de engenharia civil da Coppe da UFRJ. Segundo a assessoria, o estudante seguia para Toulouse, na França, onde fazia parte de seu doutorado.

Letícia Chem

Letícia Chem, 36 anos, viajava com os pais Roberto e Vera Chem para a Grécia.

Lucas Gagliano

Lucas Gagliano era comissário de bordo do voo AF 447 da Air France e ficou no país durante 15 dias para o enterro do pai, segundo Jorge Luís, que se identificou como tio dele. Ele morava na França.

Luciana Seba

A psicóloga Luciana Seba viajou acompanhada do marido, o empresário Paulo Valle Brito e dos sogros, Maria de Fátima e Francisco Eudes Mesquita Valle, diretor da transportadora de combustíveis TLW. Ela nasceu em Niterói e morava atualmente no Rio.

Luigi Zortea

Prefeito de Canal San Bovo, em Trento, na Itália, Luigi Zortea também visitou o município de Gaspar (SC) para entregar doação a um centro de apoio psicossocial às vítimas das enchentes.

Luiz Roberto Anastácio

Executivo da Michelin, fabricante de pneus, Luiz Roberto Anastácio, de 50 anos, é presidente da empresa para a América Latina.

Marcela Pellizon

A geofísica brasileira Marcela Pellizon, de 29 anos, funcionária da empresa de petróleo StatoilHydro, viajou para uma reunião marcada na sede da empresa, na Noruega. Ela estava acompanhada do advogado brasileiro Gustavo Peretti, 30 anos, e do advogado norueguês Berg Andersen, 37 anos.

Marcelle Valpaços Fonseca Lima

A procuradora Marcelle Valpaços Fonseca Lima está entre os passageiros do voo 447 da Air France. A informação foi confirmada pela Associação dos Procuradores do Rio de Janeiro.

Marcelo Parente Gomes de Oliveira

Chefe de gabinete do prefeito do Rio Eduardo Paes, Marcelo Parente Gomes de Oliveira, 38 anos, embarcou no voo AF 447 da Air France. A prefeitura informou que ele é advogado e professor de direito da PUC. Parente começou a trabalhar como assessor de Paes em 1993, na subprefeitura da Barra da Tijuca e Jacarepaguá. Casado há sete anos, ele não tem filhos e fazia uma viagem particular com a mulher.

Marcia Moscon de Faria

Marcia Moscon de Faria trabalha na Vara da Infância, Juventude e Idoso na Praça Onze, no Centro do Rio, segundo o Tribunal de Justiça. Ela viajava com duas amigas.

Maria de Fátima

Maria de Fátima viajou com o marido, Francisco Eudes Mesquita Valle, diretor da transportadora de combustíveis TLW, o filho e a nora.

Michael Harris

O norte-americano Michael Harris, 60 anos, viajava com sua mulher, Anne, 54 anos. Harris trabalha no Rio de Janeiro. Ele é geólogo na Devon Energy, segundo a rede de notícias CNN.

Octavio Augusto Ceva Antunes

Octavio Augusto Ceva Antunes é professor do Instituto de Química da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e viajou para assistir a uma palestra. Entre 2004 e 2008, ele foi consultor da Organização Mundial de Saúde (OMS) na produção de fármacos anti-HIV.

Pablo Dreyfus

Pesquisador da organização não governamental Viva Rio, Pablo Dreyfus atua em estudos sobre a produção de armas no Brasil e atualmente trabalhava no projeto de proteção a jovens que vivem em territórios vulneráveis.

Patrícia Maria Nazareth Ceva Antunes

A servidora Patrícia Maria Nazareth Ceva Antunes, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), é uma das passageiras do voo 447 da Air France. Ela viajou junto com o marido Octavio Augusto Ceva Antunes e o filho. Patrícia é especialista em Regulação e Vigilância Sanitária.

Paulo Valle Brito

O empresário Paulo Valle Brito viajava com a mulher, a psicóloga Luciana Seba, e seus pais. Ele teria casado recentemente. O motivo da viagem não foi confirmado.

Philipe

Philipe, de 5 anos, é filho da sueca Christine Badre Schnabl, de 34 anos, que vivia havia dez anos no Rio de Janeiro e voltava com a família para passar férias na Suécia. Christine e o marido costumavam viajar em aviões separados, a fim de evitar que, em caso de acidente, os filhos perdessem o pai e a mãe ao mesmo tempo.

Príncipe Pedro Luis de Orleans e Bragança

A Casa Imperial do Brasil confirmou que o príncipe Pedro Luis de Orleans e Bragança, de 26 anos, embarcou no voo 447 da Air France. Filho do príncipe Dom Antonio, ele é descendente de Dom Pedro II, e era o quarto na linha sucessória do trono. De acordo com informações de Carlos Eduardo Artagão, chanceler do Diretório Monárquico do Brasil, o príncipe é formado em administração de empresas e mora em Luxemburgo, e estava no país para visitar os pais.

Rino Zandonai

Diretor da Associazione Trentini Nel Mondo, o italiano Rino Zandonai veio ao Brasil para entregar uma doação a um centro de apoio psicossocial às vítimas das enchentes que atingiram Santa Catarina em novembro de 2008.

Roberto Corrêa Chem

O cirurgião plástico gaúcho Roberto Corrêa Chem, de 65 anos, é diretor do banco de peles e chefe do serviço de cirurgia plástica da Santa Casa de Porto Alegre. Ele viajava com a mulher e a filha para a Grécia.

Sílvio Barbato

O maestro Sílvio Barbato, ex-regente da Orquestra Sinfônica Brasileira e do Theatro Municipal do Rio, está entre os passageiros. Ele mora no Rio de Janeiro, viajou para se apresentar na Ucrânia e na Itália.

Simone Jacomo dos Santos Elias

A psicóloga Simone Jacomo dos Santos Elias, de 40 anos, trabalha no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Ela viajava com duas amigas.

Sonia Maria Amorim

Sonia Maria Amorim trabalha na Vara da Infância, Juventude e Idoso na Praça Onze, no Centro do Rio, segundo o Tribunal de Justiça. Viajava com duas amigas.

Vera Chem

Mulher do cirurgião Roberto Chem, Vera Chem, 63 anos, é psicóloga. Ela voava com o marido e a filha para a Grécia. O casal tem outros dois filhos, de 38 e 30 anos.

Resumo das últimas notícias sobre o acidente - 5

ACOMPANHE AS ÚLTIMAS NOTÍCIAS

TERÇA-FEIRA (2)

- 23h28: Missa. Uma missa realizada nesta terça-feira (2) na igreja São Francisco de Assis, em Brasília, reuniu familiares do maestro Sílvio Barbato, que estava no voo AF 447, da Air France.

- 21h05: Fernando de Noronha. As buscas ao avião Airbus que caiu no Oceano Atlântico alteraram a rotina em Fernando de Noronha. Entre segunda-feira (1º) e esta terça-feira (2), além dos turistas, cerca de 30 jornalistas, vindos de outros estados do país e do exterior, desembarcaram na ilha.

- 20h30: Luto. O presidente em exercício, José de Alencar, decretou na noite desta terça-feira (2) luto oficial de três dias pela possível morte dos passageiros do voo AF 447 da Air France, que desapeceu no último domingo quando fazia o trajeto Rio-Paris.

- 19h58: Continuidade. As buscas concentradas no Oceano Atlântico pelos destroços e possíveis vítimas da queda do Airbus 330-220 vão prosseguir durante toda a noite. A informação foi divulgada pelo Centro de Comunicação Social da Aeronáutica.

- 19h15: Homenagem. Senadores e deputados aprovaram um voto de pesar e solidariedade, que será encaminhado à empresa Air France e aos governos do Brasil e da França, para que chegue aos familiares das vítimas.

- 19h05: Sem esperança. O pai do passageiro Marcelo Parente afirmou, ao deixar a reunião com o ministro Nelson Jobim, que não acredita mais em sobreviventes. “Minha preocupação é encontrar o corpo do meu filho”, disse Aldair Gomes de Oliveira.

- 18h21: Fotos. O Centro de Comunicação Social da Aeronáutica informou que até agora não foram feitas imagens dos possíveis destroços do Airbus 330-200. Imagens do local só serão feitas na quarta-feira (3) e, possivelmente, divulgadas no mesmo dia.

- 18h18: Procuradora. A Associação dos Procuradores do Rio informou que a procuradora Marcelle Valpaços Fonseca Lima está entre os passageiros. A associação informou que "lastima profundamente o ocorrido e acompanha o trabalho de busca por sobreviventes."

- 17h56: Legacy. O jornalista norte-americano Joe Sharkey, que estava no jato Legacy que colidiu com o voo da Gol em 2006, publicou um texto em seu blog questionando a responsabilidade do controle aéreo brasileiro pelo desaparecimento do Airbus.

- 17h42: Sobreviventes. Nelson Jobim afirmou não ter conversado com familiares sobre a possibilidade de sobreviventes. "A operação está se fazendo em cima de resultados, não de hipóteses. Se trabalhássemos com hipóteses, poderíamos suspender as buscas", disse.

- 17h37: Coleta. Os objetos encontrados serão recolhidos e embarcados no navio Grajaú, da Marinha, que levará o material para Fernando De Noronha. O Brasil ficará responsável pela busca de corpos e destroços, enquanto as investigações ficarão com a França.

- 17h30: Queda. O ministro da Defesa, Nelson Jobim, confirmou em entrevista coletiva que o avião caiu no Atlântico. "O avião caiu naquele quadro", disse, referindo-se a uma área perto de onde foram localizados destroços nesta madrugada.

- 17h11: Navios mercantes. O diretor do Centro de Comunicação Social da Marinha disse que os navios na região onde foram localizados objetos que poderiam ser do avião ainda não encontraram os destroços avistados por aviões da Força Aérea Brasileira.

- 17h09: Helicóptero. Os supostos destroços do Airbus da Air France encontrados no Oceano Atlântico podem ser levados de helicóptero para Fernando de Noronha. Pequenas embarcações podem então ser usadas para levar o material para análise militar.

- 16h48: Papa. Bento XVI expressou sua solidariedade aos parentes dos passageiros e da tripulação. Em comunicado, ele invocou a "misericórdia divina" pelas vítimas e expressou sua "proximidade espiritual" com todos aqueles que foram "duramente" afetados.

- 16h46: Navios e aviões. Infográfico do G1 mostra informações detalhadas sobre locais de busca, além dos navios e aviões envolvidos nesta operação. Confira aqui.

- 16h40: ‘Possível e impossível’. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse, após conversar com o ministro da Defesa, Nelson Jobim: "um país que acha petróleo a 6 mil metros de profundidade pode achar um avião a 2 mil".

- 16h36: Ministro. O ministro da Defesa, Nelson Jobim, chegou na tarde desta terça ao hotel Windsor, na Barra da Tijuca, onde estão os parentes dos passageiros. Ele foi acompanhado de vários seguranças e entrou pela porta lateral do hotel.

- 15h30: Petróleo. Três funcionários da empresa de petróleo StatoilHydro estão entre os passageiros. Os brasileiros Gustavo Peretti, 30 anos, e Marcela Pellizon, de 29 anos, e o norueguês Berg Andersen, 37 anos, tinham uma reunião na sede da empresa, na Noruega.

- 15h20: No local. A Marinha afirmou que três navios mercantes chegaram no fim da manhã ao local onde foram visualizados objetos metálicos e não-metálicos. As embarcações particulares seguiam pelo Oceano Atlântico e foram deslocadas para auxiliar nas buscas.

- 15h14: Movimentação. A manhã desta terça-feira foi de muita agitação e emoção na porta do hotel Windsor, na Barra da Tijuca, para onde foram levados parentes dos passageiros. Os parentes devem se encontrar com o ministro da Defesa, Nelson Jobim.

- 14h50: Medo. A funcionária da Anvisa Patricia Maria Nazareth Ceva, que embarcou com marido e o filho de 3 anos no voo 447, tinha medo de voar. Segundo um colega, na véspera da viagem ela estava nervosa e pediu a todos que rezassem para que tudo desse certo.

- 14h17: Interceptação. Um radioamador interceptou o diálogo entre as equipes que participam do resgate. Elas diziam ter encontrado objetos metálicos e não-metálicos na área de buscas. Ainda não há confirmação se essas peças são da aeronave.

- 14h11: Controladores. A Associação de Controladores de Tráfego Aéreo do Rio de Janeiro informou que o desaparecimento do Airbus não foi provocado por possíveis falhas dos controladores de voo do Recife.

- 14h08: Alta tecnologia. Uma aeronave modelo R-99 localizou vestígios que podem ser do voo 447. Para isso, foi utilizada alta tecnologia: o avião tem vários sensores, como um radar que marcou as coordenadas geográficas, delimitando a área de busca.

- 14h03: Oceanógrafo. Leonardo Veloso Dardengo é um dos passageiros do avião. O oceanógrafo é aluno de doutorado de engenharia civil da Coppe da UFRJ.

- 13h58: Rotina. Os controladores de voo que trabalhavam na hora do desaparecimento do Airbus não foram afastados das suas funções e continuam trabalhando normalmente. A informação foi divulgada pelo comando da Aeronáutica.

- 13h50: Normalidade. Após um dia tenso à espera de notícias do vôo da Air France 447, e tumultuado por causa da visita do presidente francês Nicolas Sarkozy, o aeroporto internacional Charles de Gaulle retornou ao normal nesta terça-feira (2).

- 13h45: Cinco navios. A Marinha direcionou, no início da tarde desta terça-feira (2), cinco navios com equipamentos para resgate de sobreviventes ao local onde pilotos da aeronáutica avistaram objetos que podem ser do Airbus 330-200.

- 13h08: Perguntas e respostas. Reportagem do G1 traz as principais questões envolvendo o acidente e também respostas, sendo muitas delas ainda provisórias. Confira aqui.

- 13h03: Recém-casados. O procurador federal Carlos Eduardo Lopes de Mello e esposa dele, a médica Bianca Cotta, estão entre os passageiros. Os dois se casaram no último sábado (30), em Niterói, e seguiam para a lua de mel na França.

- 13h00: Lista. A diretora da Air France no Brasil, Isabella Birein, informou que a lista dos passageiros será divulgada, provavelmente, nesta quarta (3). A empresa ainda não terminou de checar se todas as famílias foram avisadas.

- 12h55: Profundidade. A região onde foram encontrados objetos que podem ser do voo tem, em média, quatro quilômetros de profundidade, segundo o oceanógrafo Moysés Tessler. “Não há atividade humana praticamente nenhuma por ali”, disse.

- 12h51: Aniversário. O dentista José Ronnel Amorim estava no voo. Sua mãe, Diana Raquel, disse que ele fez 35 anos no domingo (31) e estava acompanhado da mulher, a francesa Isis. “Que tristeza. Meu filho morreu no dia do seu aniversário”, disse.

- 12h48: Casais. Quatro pessoas da mesma família estavam no voo: a psicóloga Luciana Seba viajou com o marido, o empresário Paulo Valle Brito, e os sogros, Maria de Fátima e Francisco Eudes Mesquita Valle, diretor da transportadora de combustíveis TLW.

- 12h42: Natal. Aeronave pertencente à Marinha francesa chegou à base militar em Natal (RN), para ajudar nas buscas pelo Airbus da Air France.

- 12h25: Divulgação. A Aeronáutica informou que devem ser divulgadas, no fim da tarde, imagens dos objetos metálicos e não-metálicos encontrados no Oceano Atlântico. Ainda não há certeza de que os objetos sejam do Airbus da Air France.

- 11h49: TJ-RJ. A assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro confirmou que três funcionárias embarcaram no voo 447 da Air France que está desparecido: Marcia Moscon de Faria, Sonia Maria Amorim e Simone Jacomo dos Santos Elias.

- 11h43: Pelo ar. A Aeronáutica enviou mais aviões e aumentou o efetivo de militares no trabalho das buscas pelo Air Bus da Air France desaparecido no caminho entre Rio de Janeiro e Paris. Até esta segunda-feira (1º), 100 militares se dividiam em frentes de ações em Natal, Recife e Fernando de Noronha.

- 11h37: Lua-de-mel. Uma espanhola que estava entre os passageiros do voo AF 447 estava voltando de viagem de lua-de-mel em voo separado do marido. Por uma mudança de última hora, a catalã Anna Negra, de 28 anos, acabou se despedindo do marido no aeroporto Tom Jobim porque ambos pegaram voos diferentes.

- 11h29: Psicóloga. A família de mais uma passageira procurou a sala de atendimento montada no Hotel Windsor, na Barra da Tijuca. Mãe e irmão da psicóloga Simone Jacomo dos Santos Elias, de 40 anos, que trabalhava no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, chegaram muito emocionados e confirmaram que ela embarcou no vôo 447 da Air France.

- 11h23: Tripulante. O comissário de bordo do voo AF 447 da Air France, o brasileiro Lucas Gagliano, ficou no país durante 15 dias para o enterro do pai. A informação foi passada nesta terça-feira (2) por Jorge Luís, que se identificou como tio dele.

- 10h55: Identificação. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informa que, até a noite de segunda-feira (1º), a Polícia Federal ainda trabalhava na identificação da nacionalidade de oito passageiros do voo AF 447, que desapareceu no Oceano Atlântico.

- 10h36: Reforços. Uma equipe de profissionais de saúde e voluntários chegou ao Rio de Janeiro na manhã desta terça-feira (2), para prestar assistência às famílias e amigos dos passageiros e tripulantes do voo AF 447.Segundo a Air France, um time de cerca de 20 voluntários, dois médicos e uma enfermeira saiu de Paris.

- 10h05: Família. O desaparecimento do voo 447 da Air France separou uma família sueca que sempre teve o cuidado de tomar a mesma precaução: viajar em aviões separados, a fim de evitar que, em caso de acidente, os filhos perdessem o pai e a mãe ao mesmo tempo.

- 9h40: Objetos. A Aeronáutica informou nesta terça-feira (2) que encontrou objetos metálicos e não metálicos no Oceano Atlântico. Ainda não há confirmação de que sejam do Airbus da Air France desaparecido. Teriam sido vistos uma poltrona, uma boia laranja, um tambor, objetos brancos, além de mancha de óleo e querosene.

- 9h32: Tripulação. A Air France divulgou um comunicado na manhã desta terça-feira (2) com informações sobre a tripulação do voo AF 447. Segundo a empresa, que não divulgou os nomes dos funcionários, o comandante é de nacionalidade francesa, tem 58 anos e 21 anos de companhia e 11 mil horas de voo.

- 9h19: Notre-Dame. A Air France anunciou nesta terça-feira (2) que vai realizar uma cerimônia ecumênica na Catedral de Notre-Dame, em Paris, para os parentes e amigos dos passageiros do voo 447, desaparecido sobre o Oceano Atlântico quando ia do Rio de Janeiro a Paris.

- 9h03: Tensão no ar. O clima era de alívio entre os passageiros que desembarcaram no primeiro voo Paris-Rio um dia após o desaparecimento do voo 447 da Air France, na madrugada desta terça-feira (2). Eles enfrentaram forte turbulência sobre o Oceano Atlântico.

- 8h59: Mistério. Os principais veículos da imprensa internacional destacam nesta terça-feira (2) os mistérios e as especulações sobre as possíveis causas do desaparecimento na véspera do avião da Air France que fazia o voo 447 entre o Rio de Janeiro e Paris.

- 8h55: Premiados. Entre os passgeiros do voo da Air France que desapareceu estão 19 franceses que haviam ganhado uma viagem-prêmio ao Brasil, informou a agência de notícias France Presse. Segundo a reportagem, 10 representantes comerciais de uma empresa de Limoges (centro da França) e nove parentes viajavam de volta a Paris.

- 8h34: Simulador. Um simulador de voo mostrou o cenário que se formava sobre o Atlântico, no momento em que o avião da Air France desapareceu. Havia chuva e nuvens carregadas. Na atmosfera instável, a velocidade e a direção do vento mudam constantemente.

- 7h50: Segundo dia. As buscas ao avião Airbus da Air France desaparecido sobre o Oceano Atlântico entraram no segundo dia nesta terça-feira (2). O avião sumiu dos radares depois de sofrer uma pane em uma área de turbulência. Havia 228 pessoas a bordo. As circunstâncias do desaparecimento ainda são um mistério.

- 7h46: Correntes marinhas. As buscas para encontrar o avião da Air france continuam e são reavaliadas de acordo com as correntes marítimas, afirmou em entrevista ao Bom Dia Brasil o vice-chefe do Centro de Comunicação da Aeronáutica brasileira, Jorge Amaral.

- 5h45: Obama. Os EUA anunciaram a ajuda necessária para determinar o que aconteceu com o Airbus A330 da Air France, que desapareceu quando voava do Rio de Janeiro a Paris, com 228 pessoas a bordo, afirmou o presidente Barack Obama ao canal francês i-TV.

- 1h40: Brasileiro na tripulação. O site da Air France confirmou, na noite desta segunda-feira (1º), que a tripulação do voo AF 447, que desapareceu neste domingo (31) na rota Rio-Paris, é composta por 11 franceses e um brasileiro. Mais cedo, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) já havia informado que havia um brasileiro entre os funcionários da companhia aérea.

- 1h11: Navio francês. A Aeronáutica informou na madrugada desta terça-feira (2) que um navio francês fez uma busca na área apontada pelo piloto da TAM, que teria visto “pontos laranjas” no mar, e não encontrou nada.


Entenda as principais questões sobre o desaparecimento do avião da Air France

Maior dúvida envolve sequência de eventos que teriam causado desastre.

Técnicos consideram improvável que raio, sozinho, tenha derrubado avião.


O mistério que envolve o voo da Air France que desapareceu após decolar do Rio de Janeiro no último domingo (31) continua, enquanto autoridades prosseguem com as buscas em alto mar. O avião sumiu dos radares depois de sofrer uma pane após atravessar uma área de turbulência. Havia 228 pessoas a bordo. Objetos localizados no Atlântico podem ser destroços da aeronave, mas ainda não é possível confirmar esse dado, diz a Aeronáutica.

Confira a seguir as principais perguntas e respostas - muitas ainda provisórias e especulativas - sobre o caso.

A tripulação do avião soube da tempestade no Atlântico?

Muito provavelmente sim. O risco de turbulência forte na região a partir da qual veio o último contato da aeronave da Air France é bem conhecido e quase constante ao longo de todo o ano. Além disso, as aeronaves contam com informações atualizadas sobre as condições climáticas no seu caminho. Nos últimos meses, aviões que fazem a rota Brasil-Europa já haviam experimentado um aumento da turbulência na região, segundo relatos de pilotos.

A região tem acidentes frequentes?

Apesar da presença de turbulências, não há um índice elevado de acidentes aéreos ali. Além disso, apenas 12% dos acidentes aéreos fatais acontecem em pleno voo, longe da decolagem e da aterrissagem, de acordo com dados da Boeing.

O avião seguiu o plano de voo?

Todas as informações disponíveis indicam que sim.

A tripulação tinha liberdade para modificar o trajeto da aeronave de maneira a escapar da tempestade?

Sim. De acordo com o comandante Ronaldo Jenkins, diretor técnico do Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias, as rotas aéreas internacionais são definidas por meio de acordos entre os países cujo espaço aéreo é atravessado pelas aeronaves. Do lado do Brasil, essas negociações são conduzidas pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo, órgão da Aeronáutica. No entanto, numa emergência, a flexibilidade é grande.

"O piloto, em situação de emergência, pode se afastar tanto do eixo horizontal quanto do vertical da sua rota (ou seja, virando o avião, subindo ou descendo). Após isso, ele deve comunicar imediatamente o controle aéreo. Se não for uma emergência, ele primeiro comunica o controle, que então verifica os níveis vagos na estrutura da aerovia na qual o avião está (a "estrada" imaginária que as aeronaves seguem) e dá a permissão", diz Jenkins.

Quais são as chances de um raio, sozinho, ter causado a queda do avião?

Muito baixas, de acordo com a maioria dos especialistas de aviação e segurança de voo. Os aviões possuem uma "capa" externa especialmente projetada para conduzir eletricidade de forma eficiente, fazendo com que, na prática, um raio "entre" por uma ponta do avião e "saia" pela outra sem causar danos.

Além disso, os aviões são atingidos por descargas elétricas de forma rotineira. Em entrevista à revista "Scientific American", o engenheiro Edward J. Rupke, da empresa Lightning Technologies (EUA), afirmou que cada avião comercial americano é atingido, em média, uma vez por ano por relâmpagos. No país, o último acidente atribuído diretamente a descargas elétricas foi em 1967. Na época, o raio causou a explosão do tanque de combustível de uma aeronave.

Por que a tripulação não pediu ajuda? Se pediu, o que a impediu de conseguir socorro?

Se a falha no sistema elétrico do avião foi mesmo catastrófica, a julgar pela mensagem automática transmitida para a Air France às 23h14 do dia 31, o mais provável é que os meios usuais de comunicação com o controle aéreo não estivessem mais disponíveis para a tripulação.

O que ocorreu primeiro, a pane elétrica ou a despressurização?

É impossível determinar isso com os dados disponíveis agora. Sem os sistemas elétricos, o avião passaria por uma súbita despressurização; por outro lado, a perda de pressão na cabine poderia, em tese, ocorrer sem que os demais sistemas da aeronave fossem danificados.

Como uma aeronave com tantos sistemas de segurança pode desaparecer?

Para o comandante Jenkins e outros especialistas em segurança de voo, dificilmente uma única causa - raios, a força da turbulência ou outro problema ao longo da rota - será responsável pelo desaparecimento de uma aeronave. Uma sucessão de eventos e problemas provavelmente concorreu para o que houve com o voo da Air France. Uma das hipóteses é que a forte turbulência tenha interagido com alguma falha estrutural no avião, levando à perda de sua capacidade de voar.

Existe algum prazo limite para as buscas?

Esse prazo ainda não foi definido. No entanto, de acordo com a Aeronáutica, 40 dias é o período considerado viável para a procura de sobreviventes, levando em conta a capacidade de sobrevivência de seres humanos no mar.

Fonte: G1

Air France anuncia culto ecumênico em Paris em homenagem a desaparecidos

Serviço religioso será realizado na Catedral de Notre-Dame na quarta (3).

Em comunicado, companhia trata passageiros do voo 447 como 'vítimas'.


A Air France anunciou nesta terça-feira (2) que vai realizar uma cerimônia ecumênica na Catedral de Notre-Dame, em Paris, para os parentes e amigos dos passageiros do voo 447, desaparecido sobre o Oceano Atlântico quando ia do Rio de Janeiro a Paris.

O comunicado, publicado no site da companhia aérea, trata os passageiros do voo desaparecido como "vítimas".

A cerimônia está marcada para as 16h locais (11h de Brasília) da quarta-feira (3).

Segundo a empresa, os parentes vão ser convidados individualmente, e a imprensa não poderá assistir à cerimônia.

FAB envia mais aviões para Noronha e aumenta efetivo para buscas

Mais de 100 militares estão divididos em três frentes de atuação.

Partes metálicas, poltronas e boias foram vistos no Oceano Atlântico.


Aeronaves R99 (esquerda) e P95 são usadas pela Força Aérea nas buscas pelo Airbus - Foto: Carla Lyra (G1)

A Aeronáutica enviou, nesta terça-feira (2) mais aviões e aumentou o efetivo de militares no trabalho das buscas pelo Air Bus da Air France desaparecido no caminho entre Rio de Janeiro e Paris, na noite de domingo (31), com 228 pessoas a bordo, sendo 59 brasileiros. Até esta segunda-feira (1º), 100 militares se dividiam em frentes de ações em Natal, Recife e Fernando de Noronha.

As aeronaves que se encontram nas buscas do voo AF 447 localizaram vestígios e pequenos destroços de uma aeronave no oceano, mas ainda não confirma quem sejam do Airbus desaparecido. Uma aeronave pertencente à Marinha francesa chegou a base militar em Natal (RN).

Central de rádio do Destacamento de Controle de Espaço Aéreo acompanha buscas realizadas em Fernando de Noronha - Foto: Carla Lyra (G1)

Nesta terça-feira, uma aeronave militar decolou de Fernando de Noronha para realização de varreduras com utilização do radar de abertura sintética. O avião identificou materiais metálicos e não metálicos flutuando no oceano, a aproximadamente 650 quilômetros a Nordeste de Fernando de Noronha.

Outras aeronaves da FAB avistaram materiais em dois pontos distantes cerca de 60 quilômetros. Dentre eles, uma poltrona de avião, pequenos pedaços brancos, uma boia laranja, um tambor, além de vestígios de óleo e querosene.

Aeronave pertencente à Marinha francesa chega a base militar em Natal (RN), para ajudar nas buscas pelo Airbus da Air France desaparecido no oceano Atlântico enquanto seguia do Rio de Janeiro para Paris, na noite de domingo (31) com 228 pessoas a bordo - 59 delas brasileiras. (Foto: Paulo Whitaker/Reuters)

Segundo a Aeronáutica, pelo menos 10 aeronaves estão disponíveis nas ações de busca e resgate. Outras aeronaves chegaram a Fernando de Noronha para levar peças de manutenção, combustível e mantimentos. O efetivo atual da corporação na ilha ainda não foi divulgado.

Reforço da Marinha

A Marinha direcionou, no início da tarde desta terça-feira, cinco navios com equipamentos para resgate de sobreviventes para o local onde pilotos da aeronáutica avistaram objetos que podem ser do Airbus 330-200.

Chances escassas

As autoridades francesas reconheceram que são escassas as possibilidades de encontrar sobreviventes, mais de 30 horas depois do acidente, ocorrido em uma zona marítima de grande profundidade, pouco mais de quatro horas depois da decolagem do Aeroporto do Galeão, no Rio.

O ministro francês de Transportes, Jean-Louis Borloo, disse que a "prioridade absoluta" das autoridades francesas é "encontrar as caixas pretas". Ele disse que a zona onde deve ter ocorrido o desaparecimento está "quase completamente delimitada".

Fonte: G1

FAB diz que não fez imagens de destroços do avião da Air France

Mais cedo, Aeronáutica tinha dito que imagens talvez fossem feitas do local.

Militares devem fazer fotos dos destroços do Airbus nesta quarta.


O Centro de Comunicação Social da Aeronáutica informou ao G1 no fim da tarde desta terça-feira (2) que até agora não foram feitas imagens dos destroços do Airbus 330-200 da Air France, que desapareceu na noite de domingo (31) quando fazia um voo entre o Rio de Janeiro e Paris.

No final da manhã, o subchefe do Centro de Comunicação Social da Aeronáutica, coronel Jorge Amaral, havia dito que imagens dos objetos metálicos e não-metálicos encontrados no Oceano Atlântico deveriam ser divulgadas à imprensa ainda nesta terça.

No entanto, a Aeronáutica informou que as imagens do local só serão feitas na quarta-feira (3) e, possivelmente, divulgadas no mesmo dia. “A prioridade é a busca, não a imagem. As fotos não fazem parte dos trabalhos de busca”, destacou o Centro de Comunicação Social.

Em entrevista coletiva no Rio de Janeiro, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, confirmou que o Airbus caiu sobre o Oceano Atlântico. Ele também afirmou que um avião Hércules da Força Aérea Brasileira (FAB) identificou diversos materiais em uma faixa de cinco quilômetros. O local fica dentro da área abrangida pelo arquipélago de São Pedro e São Paulo.

No começo da manhã, a Aeronáutica havia informado que aviões da FAB avistaram uma poltrona, uma boia laranja, um tambor, objetos brancos, além de mancha de óleo e querosene que podem ser do avião da Air France, que decolou do Aeroporto do Galeão, no Rio, com 228 pessoas à bordo.

Sem certeza

O subchefe do Centro de Comunicação Social da Aeronáutica, coronel Jorge Amaral, disse pela manhã que ainda não há certeza de que os objetos sejam do avião sumido, com 228 pessoas a bordo, sendo 59 delas brasileiras. "São destroços. Porém, precisamos pegá-los e identificá-los", disse a jornalistas.

De acordo com a Aeronáutica, os objetos foram visualizados por aviões da Força Aérea Brasileira em dois pontos distintos, distantes 60 km entre si, a cerca de 650 km a nordeste da Ilha de Fernando de Noronha.

Fonte: G1

Destroços avistados são do avião da Air France, diz Jobim

Segundo ministro da Defesa, foram localizados destroços em faixa de 5 km.

Avião saiu do Rio em direção a Paris no domingo à noite.




O ministro da Defesa, Nelson Jobim, confirmou nesta terça-feira (2) que os destroços encontrados durante a madrugada no Oceano Atlântico são do Airbus da Air France. De manhã, a Aeronática informou que não poderia confirmar a origem do material.

De acordo com Jobim, as aeronaves de busca avistaram uma mancha de óleo, destroços e uma poltrona. "Nós temos uma posição no sentido de que isso é do Airbus da Air France."

Ao responder a um repórter, Jobim garantiu: "Os destroços são do avião. Isso não há mais dúvida". E acrescentou:

"Eu não trabalho com hipóteses. Nós trabalhamos com dados empíricos. A determinação, que foi feita pelo ministro da defesa em obediência ao presidente Lula e do vice José Alencar, é que essas buscas continuam dentro da modelagem estabelecida pelo sistema Parasar. Há um sistema de buscas que independe de hipóteses e que trabalha exatamente esgotando todas as possibilidades neste perímetro", disse o ministro da Defesa.

Fios e metais da aeronave

O Airbus da Air France desapareceu após decolar do Rio de Janeiro no domingo (31) em direção a Paris e desapareceu. O voo AF 447 levava 228 pessoas. Jobim disse que não é possível saber se há sobreviventes.

Segundo o ministro, o avião Hércules da Força Aérea Brasileira identificou diversos materiais em uma faixa de 5 km. "Fios, metais, enfim, elementos que compõem a aeronave", esclareceu. O local fica dentro da área em torno do arquipélago de São Pedro e São Paulo.

Ele esclareceu que os objetos encontrados no mar serão recolhidos e embarcados no navio Grajaú, da Marinha. A embarcação levará o material para Fernando De Noronha.

Investigações

Jobim explicou que as investigações ficam sob responsabilidade do governo na qual a aeronave foi registrada, no caso, a França. O Brasil ficará responsável pela busca de corpos, resgate de vítimas e destroços.

"São duas coisas distintas. A investigação de apuração das circunstâncias são feitas pelo governo francês. A legislação da Ical ( (Organização Internacional da Aviação Civil) estabelece que as investigações são feitas pelo governo ou autoridade aeronáutica do governo de registro da aeronave, mas com a participação de outros governos que envolvam passageiros de outras nacionalidades ", afirmou Jobim, ressaltando que não é possível saber se o avião explodiu.

Familiares

O ministro teve um encontro com a famílias dos passageiros que estavam a bordo do avião. Ele contou que não conversou com familiares sobre a possibilidade de haver sobreviventes.

"Eu não disse nada (sobre a hipótese de sobreviventes), absolutamente nada sobre isso. Eles perguntaram, mas eu disse: nós não trabalhamos com hióteses , trabalhamos com resultados empíricos. Porque se nós trabalhássemos com hipóteses, nós poderíamos suspender as buscar só por causa de hipóteses, então não se trabalha no sistema de resgate com hipóteses, trabalha-se com fatos empíricos. Ou seja, esgota-se os esforços até um determinado momento, que é um momento definido pelos técnicos que trabalham no sistema. Agora, até o momento não foi divisado nenhum corpo, somente destroços", esclareceu Jobim.

Sobre a lista de passageiros, Jobim afirma que pela legislação internacional, a lista é fornecida pela empresa responsável pela aeronave. No entanto, alguns parentes afirmam que não desejam que os nomes das vítimas estejam na lista.

Fonte: G1

Aviões da FAB encontram objetos no Oceano Atlântico

Restos foram vistos em dois pontos no mar, distantes 60 km entre si.

Não foi confirmado se partes encontradas seriam do avião da Air France.




A Aeronáutica informou nesta terça-feira (2) que encontrou objetos metálicos e não-metálicos no Oceano Atlântico. Ainda não há confirmação de que sejam partes do Airbus da Air France desaparecido no caminho entre Paris e Rio de Janeiro na noite de domingo (31) com 228 pessoas a bordo -59 delas brasileiras.

O coronel Jorge Amaral disse que objetos foram visualizados por aviões da Força Aérea Brasileira em dois pontos distintos, distantes 60 km entre si, a cerca de 650 km a nordeste da Ilha de Fernando de Noronha.

Mapa feito pela FAB mostra local onde vestígios foram encontrados

Segundo ele, um avião radar R-99 que havia saído às 22h35 de segunda-feira do arquipélago de Fernando de Noronha detectou sinais eletrônicos por volta da 1h desta terça. E, por volta das 5h25 desta terça, uma aeronave C-130 avistou objetos metálicos e não-metálicos que podem ser do Airbus.

Teriam sido vistos uma poltrona, uma boia laranja, um tambor, objetos brancos, além de mancha de óleo e querosene, segundo a Aeronáutica.

Os objetos foram encontrados no segundo dia de buscas. O avião, um Airbus 330-200, havia partido do aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, às 19h30 de domingo. A meio caminho entre Brasil e África, ele atravessou uma área de turbulência e perdeu contato com os radares. Mensagem automática indicou que a aeronave sofreu uma pane elétrica, segundo a companhia.

Chances escassas

As autoridades francesas reconheceram que são escassas as possibilidades de encontrar sobreviventes, mais de 30 horas depois do acidente, ocorrido em uma zona marítima de grande profundidade, pouco mais de quatro horas depois da decolagem do Aeroporto do Galeão, no Rio.

Fonte: G1, em Brasília, com TV Globo e agências internacionais

Atividade da zona turbulenta por onde passou o Airbus está mais intensa este ano

A atividade da zona turbulenta por onde passou o Airbus 330 da Air France, que fez o voo 477 do Rio a Paris, está acima do normal este ano. Especialistas acreditam que turbulências, nuvens gigantes e raios possam estar entre as causas - diretas ou não - do acidente. O avião atravessou um intenso conjunto de nuvens cúmulos-nimbos, que chegavam a mais de 16 quilômetros de altura com muitas descargas elétricas.

Um piloto de uma empresa aérea nacional, que faz a mesma rota com o Airbus 330, confirmou uma mudança:

- Tem havido uma atividade muito forte na área.

A FAB emitiu um alerta oficial sobre condições climáticas perigosas, com turbulência severa, na região onde o vôo 447 da Air France desapareceu. Imagens de satélite e dados da Rede Mundial de Raios (WWLLN, na sigla em inglês), operada na América do Sul pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), confirmam a ocorrência da tempestade no horário e no local do possível acidente aéreo.

- As imagens de satélite mostram um fenômeno conhecido como zona de convergência intertropical, um alinhamento de nuvens extremamente densas, típicas de tempestades, na rota prevista para o voo AF 447 - disse ao site do GLOBO, por telefone, Marcelo Enrique Seluchi, do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC)/INPE. - É uma zona de grande turbulência.

Nesta região, explica Marcelo, descargas elétricas são comuns. O que poderia corroborar a hipótese levantada pela própria Air France de que o avião teria sido atingido por um raio antes de apresentar problemas elétricos.

- É difícil, mas não é impossível que o avião tenha sido atingido por um raio - explicou o meteorologista. - Essas zonas de convergência apresentam oscilações de intensidade e posição. Tem dias em que estão mais intensas. Como no domingo.

Fenômeno teria relação com chuvas no Norte e Nordeste

O avião desapareceu ao atravessar a Zona de Convergência Intertropical. Os pilotos de aviões já partem sabendo que enfrentarão tempestades potencialmente perigosas e existem radares que os mantêm informados sobre isso. Desde o fim do ano passado, porém, essa zona está anormalmente mais ativa.

- Uma muralha de nuvens que se estende da América do Sul à África cobre o Atlântico. É esse fenômeno que está causando as chuvas torrenciais que assolam o Norte e o Nordeste do Brasil desde o fim do ano passado. Ainda não sabemos o motivo, mas a atmosfera está despejando uma quantidade anormal de energia este ano - diz Isimar de Azevedo Santos, professor do Departamento de Meteorologia da UFRJ e coordenador do projeto Ciclones do Atlântico Sul.

De acordo com o técnico do Inpe, praticamente todos os voos que partem do país para a Europa e os EUA passam por essa zona de turbulência, localizada ao norte da ilha de Fernando de Noronha. Em geral, sem grandes problemas.

- O que causa estranhamento é que este é um fenômeno frequente nesta região, com o qual os pilotos estão bastante acostumados. Os aviões, na maioria das vezes, atravessam essas zonas de convergência na altura do topo das nuvens, a cerca de 15 mil metros, que é a região menos perigosa.

Marcelo lembra, ainda, que os aviões possuem radares de proa que avisam sobre a existência de nuvem mais densas que possam oferecer algum risco.

- Isso permite que eles mudem a rota e contornem essas zonas.

Fonte: Ângela Góes (O Globo)

Simulador de voo mostra o que pode ter acontecido com avião que sumiu

Especialistas em segurança de voo consideram Airbus 330-200 sofisticado.



Um simulador de voo mostrou o cenário que se formava sobre o Atlântico, no momento em que o avião que fazia o voo AF 447 da Air France, entre Rio e Paris, desapareceu. Havia chuva e nuvens carregadas.

Na atmosfera instável, a velocidade e a direção do vento mudam constantemente. Quando um avião entra em uma turbulência, sua força de sustentação também oscila.

As mudanças abruptas fazem o avião subir e descer repentinamente. O tipo mais perigoso de turbulência para a aviação é aquela que ocorre dentro e próxima a trovoadas.

Esse fenômeno se forma quando o ar quente próximo ao solo ou ao mar sobe para camadas mais altas da atmosfera, carregando umidade. Nas altas camadas, esse ar quente forma nuvens. O atrito do ar e a movimentação das cargas elétricas dentro dessa nuvem formam raios.

O ar quente ascendente força a aeronave para cima. E, no movimento contrário para se estabilizar, o avião enfrenta os solavancos característicos na turbulência.

"Uma turbulência muito severa pode levar a aeronave a ter uma deformação estrutural ou até fratura da estrutura", diz Jefferson Fragoso, investigador de acidentes aeronáuticos. "Pode ser uma fratura leve, imperceptível num primeiro momento, ou até arrancar uma superfície de controle."

Antes de desaparecer, um alerta automático de pane elétrica foi emitido pelo sistema da aeronave para a central da Air France. O avião, que tinha 228 pessoas a bordo, desapareceu na noite de domingo (31) sobre o Atlântico. As buscas entraram no segundo dia consecutivo nesta terça-feira (2).

Na simulação de uma pane elétrica, num primeiro momento, o radar meteorológico que é um dispositivo que consome bastante energia numa aeronave, sai do ar. Aí, o piloto passa a voar sem saber quais são as áreas de maior turbulência. Depois, os geradores também podem apagar, mas ainda assim existem as baterias, que têm 30 minutos de vida útil. Se elas apagarem, a pane é generalizada. Mas, para os especialistas, essa é uma situação muito pouco provável de acontecer.

'Sofisticado'

O Airbus 330-200 é considerado um dos aviões mais sofisticados do mundo. "Os aviões são equipados com equipamentos duplos e de redundância, então, em uma falha de um equipamento, tem um segundo equipamento substituir", diz o piloto aposentado Rui Torres. "Uma falha elétrica não é de todo impossível, agora uma falha elétrica total é uma raridade. Se essa falha elétrica foi provocada por um raio, esse raio pode ter danificado a estrutura do avião além de uma falha elétrica, uma falha no sistema de pressurização."

Como a fuselagem metálica é boa condutora de eletricidade, o normal é o raio percorrer a parte externa do avião e sair por uma das extremidades, em milésimos de segundos.

Para o professor de engenharia Alexandre Piantini, a probabilidade de um raio ter causado o acidente é baixa. "O sistema de proteção do avião é feito considerando-se situações muito severas, então todos os dispositivos, componentes eletroeletrônicos, devem passar por testes que comprovem sua adequaãao a situações como essa, de um raio atingir um avião, e devem demonstrar que têm incompatibilidade eletromagnética."

"Um acidente aeronáutico é causado por diversos fatores que se sobrepõem uns aos outros, e às vezes podemos identificar alguns fatores em comum entre vários acidentes", afirma Jorge Barros, especialista em segurança de voo.

Fonte: G1 (com informações do Bom Dia Brasil)

Buscas ao avião da Air France sumido no Oceano Atlântico entram no segundo dia

Avião, que sumiu com 228 a bordo, é procurado por França e Brasil.

Circunstâncias do desaparecimento ainda são misteriosas.





As buscas ao avião Airbus da Air France desaparecido sobre o Oceano Atlântico entraram no segundo dia nesta terça-feira (2).

O avião sumiu dos radares depois de sofrer uma pane após atravessar uma área de turbulência. Havia 228 pessoas a bordo. As circunstâncias do desaparecimento ainda são um mistério.

Segundo a Air France, o sumiço do Airbus 330-200 ocorreu a meio caminho entre as costas brasileira e africana.

As autoridades francesas reconheceram que são escassas as possibilidades de encontrar sobreviventes, mais de 30 horas depois do acidente, ocorrido em uma zona marítima de grande profundidade, pouco mais de quatro horas depois da decolagem do Aeroporto do Galeão, no Rio.

Dois aviões militares franceses (um Breguet Atlantique e um Falcon 50) recomeçaram de madrugada as operações de busca, um de eles em uma região onde um piloto da TAM disse ter visto "manchas alaranjadas", mas nada foi achado .

O ministro francês de Transportes, Jean-Louis Borloo, disse que a "prioridade absoluta" das autoridades francesas é "encontrar as caixas pretas". Ele disse que a zona onde deve ter ocorrido o desaparecimento está "quase completamente delimitada".

Mapa divulgado pela Força Aérea Brasileira mostra o que se sabe até agora sobre o desaparecimento - clique sobre o mapa para ampliá-lo

O ministro francês da Defesa, Hervé Morin, disse que as buscas prosseguirão "pelo tempo que for necessário".

Três aviões da Força Aérea Brasileira decolaram nas primeiras horas desta terça para dar prosseguimento às buscas.

As três aeronaves Hércules C-130 decolaram às 3h45, 4h e 4h40 para prosseguir as buscas sobre o oceano após dois outros aviões militares terem retornado à ilha de Fernando de Noronha, localizada a 545 quilômetros da costa de Recife, sem qualquer sinal do Airbus A330.

"Neste momento três aeronaves C-130 estão realizando as buscas em áreas diferentes do Atlântico. Uma quarta aeronave tem decolagem prevista ainda para esta manhã", disse por telefone à France Presse uma assessora da FAB em Brasília.

Um avião francês Falcon 50 e uma aeronave norte-americana P-3 também foram colocadas à disposição, segundo a FAB.

O centro de buscas da Aeronáutica entrou em contato com autoridades do Senegal após surgir a informação de que uma equipe de resgate africana teria avistado possíveis destroços do avião. Segundo a Aeronáutica, os senegalenses negaram ter avistado destroços.

Sem elementos para atentado

O governo da França afirmou que não se pode dizer que o desaparecimento do avião da Air France, nesta segunda-feira, se deva a um atentado terrorista, mas insistiu em que também não se pode excluir essa hipótese.

O ministro da Defesa, Hervé Morin, precisou à emissora de rádio "Europe 1" que por enquanto não há "nenhum elemento" que corrobore esta hipótese como a causa do acidente, embora "por definição" não seja possível excluí-la.

O secretário de Estado de Transportes, Dominique Bussereau, comentou na mesma entrevista que apesar de ainda não se saber "nada" sobre a razão do desaparecimento do Airbus A330 que cobria a rota entre o Rio de Janeiro e Paris, "parece mais uma perda de controle do aparelho".

Fonte: G1 - Arte: G1

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Dor e queixas de parentes marcam o dia no Aeroporto Tom Jobim

Infraero e Air France montam sala para atender quem busca notícias.

Durante dia, informações sobre passageiros chegavam a todo instante.


Mulheres chegam ao Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro em busca de informações sobre o voo AF 447 da Air France

O saguão do Aeroporto Internacional Tom Jobim, no subúrbio do Rio, assistiu desde o início da manhã desta segunda-feira (1º) a movimentação de parentes em busca de informações sobre os passageiros que haviam embarcado na noite de domingo (31) no voo da Air France AF 447 com destino a Paris.

Queixas contra a falta de informação se misturaram ao choro, ao nervosismo e ao alívio de quem preferiu embarcar na segunda-feira, porque muitos deles haviam cogitado viajar no avião que desapareceu.

O clima no Tom Jobim ficou mais tenso e confuso ao longo do dia. À tarde, o cônsul geral da França no Rio de Janeiro, Hughes Goisbault, explicou que a falta de informações na ficha de embarque dificultava o contato com os parentes, que devem ser avisados antes que a lista oficial dos passageiros seja divulgada.

Amigos e familiares de passageiros são levados a sala reservada no aeroporto do Galeão, no Rio

O desencontro de informações sobre a identificação das supostas vítimas – de 32 nacionalidades diferentes – ficou claro depois que o gerente geral da empresa anunciou no Tom Jobim que 80 brasileiros estavam a bordo, enquanto que, em Paris, a Air France informava que eram 58. O número ainda não é confirmado pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Alguns passageiros têm dupla nacionalidade.

Duas salas de crise: no aeroporto e em hotel

Na sala de crise montada no salão nobre do Tom Jobim, os parentes e amigos das vítimas eram recebidos por funcionários da Air France e da Infraero. A empresa reservou também 150 quartos no Hotel Windsor, na Barra da Tijuca, para onde devem ser conduzidos todos os parentes e amigos que esperam notícias dos passageiros.

A primeira empresa a confirmar que tinha funcionários no avião foi a fabricante de pneus Michelin, que mantém uma fábrica em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio. O presidente para a América, Luiz Roberto Anastácio, o diretor de informática Antonio Gueiros e uma funcionária francesa da matriz, na França, que voltava para casa.

A companhia Air France informou que há 80 passageiros brasileiros no voo AF 447. Das 228 pessoas a bordo, 216 são passageiros e 12, tripulantes

O prefeito do Rio, Eduardo Paes, também correu para o aeroporto. Ele foi prestar solidariedade aos parentes e contou que seu chefe de gabinete, Marcelo Parente, de 38 anos, e a mulher dele embarcaram no voo AF 477. Paes acrescentou que pedira ao governador do Rio, Sérgio Cabral, que decretasse luto oficial no estado, embora o avião ainda não tenha sido localizado. O anúncio do luto foi feito logo depois.

A Companhia Siderúrgica do Atlântico informou que o presidente do seu conselho administrativo, o engenheiro Eric Heine, que seguia para um encontro de trabalho na Alemanha, está na lista dos passageiros; e a Vale informou que o diretor de manganês e ligas, Marco Mendonça, estava a bordo.

Pesquisadores e professores a bordo

A ONG Viva Rio anunciou que dois pesquisadores estão entre os passageiros: Pablo Dreyfus e Ana Carolina Rodrigues iam para Genebra. Os dois desenvolvem pesquisas sobre o uso de armas.

A Universidade Federal do Rio de Janeiro confirmou que dois dos seus professores estavam no avião: a professora Izabela Maria Furtado Kestler, que leciona literatura alemã, e o professor Octavio Augusto Ceva Antunes, que dá aulas no Instituto de Química. Um outro professor, da Pontifícia Universidade Católica do RIo (PUC-Rio), também está entre os passageiros do voo.

Foi confirmada também a presença no avião do ex-maestro da Orquestra Sinfônica Brasileira e do Theatro Municipal do Rio, Silvio Barbato.

Alívio mesmo sentia o grupo de brasileiros que embarcou para Paris na tarde da segunda-feira. Entre eles, está o casal Aline e Wilson, que vai passar a lua de mel em Paris. Eles contaram, e não foram os únicos, que planejaram viajar no domingo (31), mas acabaram preferindo embarcar no dia seguinte.

Fonte: G1 - Fotos: AP

Avião patrulha da FAB fecha área de varredura

Buscas vão continuar durante toda a madrugada.

Três embarcações da Marinha devem chegar ao local na quarta-feira.


Movimentação na sala do destacamento da Aeronáutica em Fernando de Noronha

Na ilha de Fernando de Noronha, continua a expectativa por informações sobre o Airbus 330, da companhia Air France. De acordo com militares do Destacamento de controle do espaço aéreo de Fernando de Noronha, três aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) podem pousar entre a noite desta segunda-feira (1º) e a madrugada desta terça-feira no aeroporto local.

A Força Aérea Brasileira (FAB) seguirá durante a noite desta segunda-feira (1º)com os trabalhos de buscas pelo avião da Air France que desapareceu após decolar do Rio de Janeiro, na noite de domingo (31), com destino a Paris com 228 pessoas a bordo. De acordo com a Air France, o voo tinha previsão de chegar à capital francesa às 6h15 desta segunda-feira.

Segundo informações da central de rádio da aeronáutica em Fernando Noronha, o avião de patrulha P95 da FAB encerrou as buscas nesta segunda-feira e retornou ao aeroporto da ilha por volta das 19h45 (horário de Brasília). Ainda de acordo com os militares, a área de varredura pela qual esta aeronave ficou responsável foi concluída. O voo durou aproximadamente oito horas. A aeronave deve retomar o trabalho de buscas na manhã desta terça-feira (2).

No total, seis aeronaves, dois helicópteros e três embarcações da Marinha foram destacados para as buscas. Durante a noite, serão duas aeronaves da FAB que, além de recursos visuais, farão as buscas com recursos eletrônicos e de radar. A Aeronáutica informou que a busca noturna tem como objetivo a captação de algum sinal por radar que esteja sendo emitido pelo avião desaparecido. Durante o dia, acontecem as buscas consideradas pela Aeronáutica como mais efetivas porque são feitas com vôos rasantes e com observação visual

Três embarcações da Marinha do Brasil devem chegar ao local do desaparecimento do voo 447 da Air France apenas às 7h desta quarta-feira (3). Os navios Fragata “Constituição”, Corveta “Caboclo” e Navio-Patrulha “Grajaú” saíram de três pontos do país para ajudar nas buscas.

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Fonte: Carla Amorim Lyra (G1) - Foto: Renato Spencer (JC Imagem/AE)

Análise: "Avião pode ficar desaparecido para sempre"



O piloto Ivan Sant'anna, autor dos livros "Caixa Preta" de "Plano de Ataque", que tratam de acidentes aéreos, fala sobre o desaparecimento do voo AF 447.

Fonte: UOL Notícias

Zona onde avião desapareceu é localizada, diz diretor da Air France

Equipes de busca localizaram a zona onde o Airbus A330-200 da Air France, que fazia o voo AF 447 do Rio de Janeiro a Paris, desapareceu dos radares neste domingo (31) na costa do Brasil, afirmou o diretor-geral da empresa aérea, Pierre-Henry Gourgeon, durante entrevista coletiva concedida no aeroporto de Roissy, na França. Segundo a companhia, o avião levava 58 passageiros brasileiros, dos 228 que estavam a bordo.

"A catástrofe que aflige a todos nós ocorreu na metade do caminho entre as costas brasileira e africana, numa zona delimitada em algumas dezenas de milhas náuticas aproximadamente", declarou Gourgeon. Uma milha náutica equivale a 1,85 km.

O vice-chefe do Centro de Comunicação da Aeronáutica, Jorge Amaral, afirmou no início da noite que os trabalhos de buscas continuam no período noturno e sob a hipótese de que haja sobreviventes. A área de busca compreende aproximadamente 120 quilômetros quadrados, segundo a FAB (Força Aérea Brasileira).

Ainda segundo Amaral, um piloto da TAM teria reportado ter visto "pontos laranjas" sobre o mar a caminho do país. "Ao chegar ao Brasil, sabendo o que estava acontecendo, ele acha que podem ser pequenos focos de incêndio sobre o mar", disse Amaral.

Fonte: UOL Notícias

Explosão de bomba pode ter derrubado avião da Air France, diz Le Figaro

Uma entrevista publicada no site do jornal francês Le Figaro nesta segunda-feira (1) acrescenta o terrorismo às hipóteses sobre o desaparecimento, enquanto sobrevoava o oceano Atlântico, do Airbus 330 que fazia o voo 447 (Rio de Janeiro-Paris) da Air France.

Segundo um piloto da própria Air France, que concordou em falar ao Figaro mas pediu anonimato, "pode-se muito bem imaginar que uma bomba tenha provocado a despressurização do avião, e que então ele tenha se desfeito em pedaços". Este, no entanto, é somente um dos cenários imaginados pelo profissional, e que envolveria um artefato de pequeno poder explosivo. Outra possibilidade é a de que uma bomba muito maior tivesse destruído o avião de uma só vez.

"Poderia ser [também] uma bomba grande, que tenha explodido todo o avião. Isso explicaria o fato de a aeronave não ter tido tempo de enviar um sinal de alerta", afirmou o piloto ao jornal. O Figaro, de linha editorial conservadora, é um dos dois jornais mais importantes da França (o outro é o Le Monde).

A hipótese de o avião da Air France ter sido vítima de um atentado, segundo esse piloto, é mais plausível do que a de um raio tê-lo atingido e causado o acidente -- algo que foi aventado pelo ministro dos Transportes da França, Jean-Louis Borloo. "Na história da aviação, não se conhece atualmente casos de raios que culminem com a perda de uma aeronave", disse o piloto.

Uma pane elétrica de algum tipo no Airbus é outra hipótese da qual o piloto ouvido pelo Figaro prefere desconfiar. Segundo ele, cada avião conta com cinco fontes de eletricidade, e todas elas teriam de falhar para que seu controle ficasse totalmente comprometido. "Seria preciso que todas elas estivessem com problemas, o que me parece difícil", apontou.

Por fim, o piloto da Air France disse que há indícios claros de que uma forte turbulência atingiu o avião, e que a provável tragédia do voo AF 447 aconteceu depois dela. Mas concluiu: "Na verdade, o que é quase certo é que não se saberá jamais o que realmente se passou. O avião estava sobrevoando o Atlântico e seus destroços podem estar espalhados por 10 km no mar."

Fonte: UOL Notícias - Imagem: reprodução