terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Pantanal estuda opções para venda de ativos

A Pantanal tentará encontrar um comprador em meio ao seu processo de recuperação judicial iniciado na sexta-feira. De um lado, a empresa aérea tem dívidas estimadas em R$ 53 milhões e, de outro, detém o direito de operar "slots" - espaços de pouso e decolagem - em Congonhas, o aeroporto mais cobiçado do país.

A Pantanal, que faz vôos regionais no estado de São Paulo e Juiz de Fora (MG), foi autorizada a entrar em recuperação judicial no dia 16 pelo juiz Caio Marcelo Mendes de Oliveira, da 2ª Vara de Falências e Recuperação Judicial de São Paulo. Paulo Augusto Marcondes Monteiro foi nomeado administrador judicial da companhia, que tem 60 dias para expor seu plano de reestruturação aos credores.

Thomas Müller, advogado do escritório Sérgio Müller e Associados, que trabalha para a Pantanal no processo de recuperação, afirma que a empresa estuda duas opções. A primeira é a venda integral, que inclui todos os ativos e passivos. A segunda é a cisão da companhia e a venda, em leilão, de uma unidade produtiva que permita a continuação da atividade econômica. Esse segundo modelo foi usado pela velha Varig, cuja unidade produtiva acabou nas mãos da Gol, em 2007.

Segundo Müller, a Pantanal tem uma dívida tributária próxima a R$ 40 milhões. "É difícil saber o valor exato, mas gira em torno disso", diz. A empresa tem mais R$ 13,5 milhões em débitos com diferentes credores.

O maior credor isolado, segundo Müller, é a TAM. A maior empresa aérea do país teria emprestado R$ 5 milhões à Pantanal quando estudou adquirir a companhia regional no passado. O negócio não foi fechado e a Pantanal nunca pagou o débito. Procurada pelo Valor, a TAM não se manifestou sobre o assunto.

O grande atrativo da Pantanal é o direito de operar 16 pares de slots em Congonhas, pouco mais de 6% do total de 249 existentes no aeroporto. Atualmente, a Gol e a TAM juntas operam quase 90% de todos esses espaços e a OceanAir opera outros 4%. Congonhas é extremamente cobiçado por empresas menores, como Trip, Webjet e Azul, pelo fato de ser o mais movimentado do país e viabilizar as rotas mais rentáveis. Em outubro de 2008, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) criou uma regra para fazer uma primeira redistribuição de slots entre companhias interessadas em operar em Congonhas a partir de 2010. Entre as citadas, apenas a Azul corre o risco de não participar dessa rodada.

A opção pela recuperação judicial da Pantanal, diz Müller, foi acelerada pelo risco de as finanças da companhia se deteriorarem num cenário de crise e de credores iniciarem cobranças. Por meio da recuperação, ficam suspensas por 180 dias todas as execuções contra a empresa.

A Pantanal, do empresário Marcos Sampaio Ferreira, tem cinco aeronaves ATR 42, mas apenas três estão em operação. Neste mês, até agora, cancelou 35% de seus vôos, bem acima da média de 3% de empresas como TAM e Gol, conforme dados da Infraero. Em 2008, a Pantanal teve prejuízo de R$ 20 milhões.

Para o consultor Paulo Bittencourt, a Pantanal tem slots "muito valiosos", mas não soube aproveitá-los em rotas mais rentáveis. "A empresa deveria ter se modernizado e comprado aviões para fazer rotas mais movimentadas, não para o interior de São Paulo, apenas."

Fonte: Roberta Campassi (Valor Econômico)

Aéreas terão de comunicar atraso com antecedência

A partir de agora, as empresas aéreas devem informar com pelo menos duas horas de antecedência o atraso dos vôos, a partir do horário previsto para o embarque. A decisão é da 6ª Vara Federal da Justiça Federal da 3ª Região (São Paulo) em ação movida pela Procuradoria-Geral do Estado, o Procon e o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec).

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) terá de fiscalizar com rigor o horário dos vôos. A empresa aérea que descumprir a determinação e não avisar os passageiros de forma clara, adequada e de fácil compreensão terá de pagar multa de R$ 10 mil por omissão.

A Justiça Federal ainda determinou que nos casos de atraso e cancelamento, as empresas aéreas têm o dever de prestar auxílio para os consumidores, independentemente do motivo do atraso ou cancelamento, garantindo adequada alimentação, suporte de comunicação, instalações (hospedagem e transporte) compatíveis e guarda dos seus objetos pessoais. A multa diária por descumprimento é de R$ 50 mil por empresa.

A Anac também está obrigada a apresentar um cronograma para a consulta pública que terá como objetivo a regulamentação da assistência material e informativa nos casos de atraso e cancelamento. As partes podem recorrer da decisão.

Ação Civil Pública 2006.61.00.028224-0

Fonte: Conjur - Revista Consultor Jurídico

Pista da Base das Lajes poderá ser risco para a aviação civil

Quem levanta a questão são os deputados do PSD eleitos pelos Açores, Mota Amaral e Joaquim Ponte, que colocaram esta e outras questões em cima da mesa, ao escrever uma carta ao Ministro da Defesa Nacional.

Face à “necessidade urgente de reasfaltagem da pista da Base das Lajes que se encontra em avançado estado de degradação”, os deputados da Assembleia da República decidiram interpelar o Ministro da Defesa Nacional, Nuno Severiano Teixeira, quanto às suas opiniões na matéria.

De acordo com os deputados do PSD, o assunto já foi abordado na última reunião da comissão bilateral, sendo que o plano Norte Americano para a reasfaltagem já se encontra definido.

Mota Amaral e Joaquim Ponte referem que o representante açoriano na comissão bilateral reconhece a urgência da obra, confirmando a apresentação do projecto, sendo que no seu entendimento, Portugal deve co-financiar os custos, estimados em 20 milhões de dólares. O mesmo representante manifesta-se favorável à repartição dos custos da empreitada e não exclui mesmo a possibilidade de os Açores contribuírem, também, com uma parte da despesa a realizar.

Os deputados levantam ainda outras questões como a segurança da pista, que opera também para o sector civil, a duração e a época das referidas obras, para que se tenha em conta o pico de afluência à ilha, ou seja, o verão. Este último factor ganha particular relevância, se considerarmos as notícias que têm surgido acerca da “débil economia terceirense”, afirmam Mota Amaral e Joaquim Ponte.

Fonte: Jornal Diário (Açores)

Avião permanece no local do acidente em Rondônia

O avião momotor que aterrisou em Colina Verde na última segunda-feira, supostamente com carregamento de droga, continua no mesmo local em que foi incendiado. Até o momento a aeronave não foi recolhida para perícia mais minuciosa.

Segundo informações de populares o monomotor fez voltas por sobre o distrito e em seguida aterrisou por volta das 14hs00 no travessão que fica entre as linhas 646 e 648. Durante a aterrisagem aconteceu um acidente com uma das asas do avião que veio a colidir com um barranco. Os tripulantes já estavam sendo aguardados por uma caminhonete preta e o conteúdo da aeronave foi colocado no veículo. Em seguida o veículo se evadiu do local.

As opiniões se divergem quanto ao sinistro que provocou o incêndio. Uns dizem que o piloto tentou sair com o monomotor e provocou o acidente que ocasionou o fogo fugindo em seguida, mas boa parte da população afirma mesmo que ao tentar funcionar o avião o mesmo não deu partida e o piloto optou por botar fogo na aeronave para se livrar de um possível flagrante.

Os moradores de Colina Verde estão preocupados e com medo da região que segundo eles está virando foco de desova de material clandestino, mesmo assim muitos curiosos querem ver o avião.

O local onde estão os destroços fica a exatos 14 km da sede do distrito e segundo informações da população as polícias: Federal, Militar e Civil já estiveram vistoriando o local. Suspeita-se que a aeronave tenha vindo da Bolívia.

O caso está sendo investigado sob sigilo absoluto e todo material recolhido foi encaminhado a SESEP – Secretaria de Segurança Pública de Porto Velho. A Policia busca dados que possam levar aos tripulantes da aeronave.

Fonte: Diário da Amazônia

Colisão entre 2 aviões faz 3 mortos em Espanha

O tenente Roberto Carlos Álvarez Cubillas, o capitão Jerónimo José Carbonell Rodríguez e o capitão Fernando Negrete Usón

Três pilotos da força aérea espanhola morreram esta terça-feira (20) após um acidente envolvendo dois aviões Dassault Mirage F-1, ocorrido a sul de Albacete (leste de Espanha). As causas da colisão ainda não são conhecidas.

"Houve um acidente esta manhã, que envolveu dois Mirage-F1 da base militar de Albacete que efectuavam voos de instrução de rotina", declarou um porta-voz do Ministério da Defesa.

"Três pilotos morreram", adiantou, precisando que as causas do acidente não eram ainda conhecidas. Não houve mais danos em terra provocados pela queda. A guarda civil e o exército estão a examinar os destroços, escreve o diário espanhol "El Pais".

Quando a base aérea de Albacete perdeu o contacto com os dois aviões, activaram-se imediatamente os meios de busca. Por volta das 10:45h (menos uma hora em Portugal), foi localizado o primeiro avião, com o piloto já sem vida.

Cerca de 15 minutos mais tarde foi encontrado, a três quilómetros de distância, os destroços do segundo avião e os dois tripulantes mortos.

Fontes: Jornal de Notícias (Portugal) / El País (Espanha) - Fotos: Ministério da Defesa da Espanha

Campeão australiano de acrobacia aérea morre em queda de avião

O australiano Tom Moon (no detalhe, na foto acima), quatro vezes campeão nacional de acrobacia aérea, morreu hoje (20) às 10:30 (hora local) quando o pequeno avião Extra 300s, prefixo VH-NIS, que pilotava caiu no estado australiano de Nova Gales do Sul, informou a rádio local "ABC".

O avião caiu no meio da pista do aeroporto da cidade de Temora, cerca de 400 quilômetros a oeste de Sydney, e perto do museu da aviação local onde foi consumido pelo fogo.

Moon ganhou o campeonato nacional de acrobacia aérea da Austrália em 1999, 2000, 2002 e 2003, e representou seu país em três campeonatos mundiais.

Fontes: EFE via G1 / ASN / The Sydney Morning Herald - Foto: Temora Aviation Museum and Peter Morris

Avião sai da pista do aeroporto em Florianópolis

Piloto teria entrado na pista errada na decolagem

Um avião da Ocean Air saiu da pista do Aeroporto Hercílio Luz, em Florianópolis, às 23h30min de segunda-feira e atolou na grama. A aeronave tinha saído de São Paulo com destino a Chapecó, mas fez uma escala na Capital.

A veterinária Rosemere Vidor, passageira do voo, disse que o avião parou no gramado porque o piloto teria entrado na pista errada na decolagem.

- Quando ele estava alinhando na pista para fazer a decolagem, nós (passageiros) notamos que ele deu uma acelerada. De repente ele freou e o avião inclinou. Quando a gente virou para janela, a gente viu que avião estava na grama - conta.

Em comunicado oficial, a Ocean Air admitiu que o piloto errou de pista, optando por uma que estava fechada. Ele tentou retornar, mas não conseguiu.

Para retirar os passageiros do avião, foi necessária a colocação de tapumes na grama que serviram de base para as escadas. Quanto às bagagens, Rosemere relatou que também houve dificuldade para retirá-las do avião.

O voo da Ocean Air foi cancelado. Cerca de 20 passageiros foram de ônibus para Chapecó. Outros preferiram retornar a São Paulo. Quem ficou em Florianópolis foi remanejado para um voo da Gol.

A aeronave da Ocean Air passou por uma manutenção e foi liberada ainda na madrugada. Às 4h, o avião foi vazio para Chapecó e depois fez a viagem de retorno para São Paulo com passageiros.

Fontes: CBN / Diário Catarinense

BAA recebe seis proposta pelo aeroporto britânico de Gatwick

A BAA, a operadora dos aeroportos britânicos, terá recebido um total de seis propostas de aquisição pelo aeroporto de Gatwick, segundo o "The New York Times". Não é conhecido, ainda, o valor dessas ofertas.

O jornal norte-americano, que cita fonte próxima do processo contactada pela agência Dow Jones, adianta que entre os oferentes está a Gatwick Future Partnership, que consiste numa parceria entre a Alternative Investments, do Deutsche Bank, e a Babcock & Brown.

O Royal Bank of Scotland e o HSBC, que estão a trabalhar como conselheiros no negócio da venda do aeroporto de Gatwick, acordaram com outras cinco instituições a garantia de um financiamento de 1,1 mil milhões de libras (1,18 mil milhões de euros) para a oferta vencedora e uma soma adicional de 500 milhões para investimento no aeroporto.

Fonte: Jornal de Negócios Online (Portugal)

Infraero realiza campanha Ave Fauna em Rio Branco

A Infraero realiza no Acre um Programa de monitoramento constante no sítio aeroportuário e nos 20 km em torno do local, que corresponde à área de segurança aérea (ASA). O objetivo do programa é minimizar as chances de ocorrências de incidentes aéreos envolvendo aves e aeronaves civis e militares na área de tráfego aéreo do aeroporto internacional de Rio Branco.

Segundo a coordenadora do programa, Diene Barros (foto), na execução desse programa preventivo, são identificados os fatores que podem servir de atrativos para esses animais na Asa, propondo soluções de casos e o estudo de ações necessárias para desestimular a presença de aves nos aeroportos e nas proximidades.

“Nós identificamos todas as aves de maior incidência na área do aeroporto, e encontramos muitas situações que servem de atrativos para esses animais. A questão do lixo a céu aberto é o mais preocupante, pois atraem os urubus que cruzam a área de movimentação dos aviões. Nossa ação é identificar esses locais e encaminhar notificação para os órgãos responsáveis para que seja tomada a medida de solução do problema”, relata.

De acordo com ela, as situações climáticas também influenciam na ocorrência de outras espécies de aves, no entorno e no próprio aeroporto. “Com o nosso catálogo de aves que já apareceram no local, podemos identificar facilmente uma situação adversa como foi o caso de um grupo numeroso de andorinhas. Nossa bióloga foi notificada e identificou que os pássaros eram de procedência sulista, que em virtude do verão buscou um lugar mais fresco para habilitar”, explica.

Todos os procedimentos de execução do programa estão previstos legislação da Agencia Nacional de Aviação Civil (Anac), como instruções de trabalho em realização de inspeção e registro dentro do sítio aeroportuário e dentro da ASA. Com relação ao aeroporto de Rio Branco, essa área inclui o Lixão do Bujari, BR 364, Conjunto Manoel Julião e adjacências, via Verde, estacionamento do Parque de Exposições Agropecuárias e Mercado Municipal.

Diariamente a equipe produz relatório específico sobre as ocorrências dentro do aeroporto e quinzenalmente um referente ao entorno do local. “Todos os dias o fiscal de pista realiza duas vistorias e preenche uma ficha relatório respondendo o que foi identificado e todas essas informações são disponibilizadas no acervo virtual da companhia para que sejam controlados por toda a regional”, completos Diene.

O programa é desenvolvido pelo departamento de segurança, Meio Ambiente e saúde da Infraero no acre, e para este ano os organizadores pretendem firmar parceria com o departamento de catalogação de aves da Ufac, além de outros órgãos relacionados ao meio ambiente. A conscientização ambiental por meio dessa iniciativa também deve ser levada os estudantes, com palestras e folders explicativos.

Fonte: Página 20 (AC)

Açores apresentam maior quebra nos aeroportos geridos pela ANA

Os aeroportos geridos pela ANA Aeroportos de Portugal registaram, em 2008, um crescimento de três pontos percentuais relativamente ao ano de 2007. Este crescimento, no entanto, não foi extensível a todas as infraestruturas da empresa, uma vez que nos Açores e Algarve registaram-se quebras nos números de passageiros. De salientar que a região foi a que sentiu a maior queda com 1,3%.

A ANA refere em comunicado que “apesar do clima económico desfavorável, os aeroportos ANA registaram em 2008 um crescimento de três por cento relativamente ao ano anterior”

No total o tráfego dos aeroportos geridos pela ANA atingiram um tráfego total de 24,8 milhões de passageiros, apesar de no mês de Dezembro se ter sentido uma ligeira redução de 0,2%.

Porto cresceu nos números apresentados muito devido aos aumentos dos low cost para aquele aeroporto. Segundo a empresa o crescimento foi de 13,7% e revela a “evolução favorável do segmento low cost”, estratégia há muito assumido pela ANA.

Crise no Reino Unido penaliza fluxo

No caso de Faro, a ANA atribui a queda à dependência em relação aos principais mercados emissores europeus, como o Reino Unido, onde a crise também chegou onde a libra se desvalorizou consideravelmente para um valor próximo do euro, o que reduziu drasticamente o poder de compra dos turistas ingleses. Além do Reino Unido, também Espanha, França e Suíça são mercados emissores de peso.

A ANA distingue ainda os mercados do Brasil e África como principais contribuintes para que o aeroporto de Lisboa se afirme como um dos principais “hubs” europeus para estes destinos.

TAP conquista mais um milhão de passageiros

A TAP transportou um total de 8,738 mil passageiros em 2008, mais um milhão que no ano anterior, o que significa um acréscimo de 12,3 por cento.

O maior crescimento absoluto verificou-se nas linhas da Europa, com mais 600 mil passageiros, e nas do Brasil, com 200 mil, conforme o comunicado.

Em valores percentuais o crescimento nos diversos sectores de rede foi o seguinte: Brasil, 20%, África 18%, Venezuela 15%, Europa 13%, Estados Unidos 2% e Portugal (Continente e Regiões Autónomas) 1%.

Recorde-se que, no total dos aeroportos nacionais, o acréscimo foi de 3%, segundo a ANA. Por outro lado, de acordo com a IATA (Associação Internacional do Transporte Aéreo), ter-se-á registado um aumento de apenas 2% do transporte aéreo a nível mundial.

Fonte: A União (Açores)

Galeão comemora 32 anos com programação especial e planos de melhorias

Os passageiros que transitarem hoje pelo Aeroporto Internacional Tom Jobim serão saudados com uma mensagem alusiva ao 32º Aniversário do Galeão e receberão um cartão referente aos 32 anos do Aeroporto.

Como parte da programação festiva haverá na quinta-feira uma apresentação do Grupo RECICLASOM, Grupo de Percussão do CEASM-Centro de Estudos e Ações Solidárias da Maré , às 14:30h, no setor de desembarque doméstico do Terminal de Passageiros-2.

"Comemoramos com muito orgulho essa ocasião, pois há 32 anos o Galeão opera, ininterruptamente, pousos e decolagens diários. Parabéns ao nosso Galeão e a todos que fizeram parte dessa jornada e também aos que trabalham hoje no intenso processo de revitalização dos Terminais, para que o Aeroporto seja, muito em breve, um dos 10 melhores aeroportos do mundo", lembrou o superintendente em exercício, Frits Harald Brems.

Atualmente o Galeão está ligado a mais de 32 localidades nacionais e 19 destinos internacionais . O programa das obras de revitalização do Terminal 1 de Passageiros e a conclusão do Terminal 2 de Passageiros prevê o aumento da capacidade de 7 milhões de passageiros/ano para 10 milhões de passageiros/ano, revitalização dos sistemas de ar condicionado, iluminação, elétricos, hidrosanitários, entre outras medidas, independente do processo de privatização.

Fonte: Mercado & Eventos

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Curtinhas

“Pernambuco comemora crescimento no número de passageiros”

O secretário de Turismo de Pernambuco, Silvio Costa Filho, comemorou o facto da região ser, segundo dados da Infraero, o estado do Nordeste que mais cresceu percentualmente no número de desembarques internacionais e nacionais de passageiros.

"Obras em Guararapes vão ampliar área de ‘check-in’"

Além das já anunciadas quatro novas pontes de embarque, o Aeroporto Internacional do Recife/Guararapes - Gilberto Freyre, em Pernambuco, deverá ter a área destinada ao ‘check-in’ ampliada, com a inclusão de mais quatro balcões de atendimento disponíveis para as companhias aéreas, que passarão a um total de 68.

Fonte:Panrotas www.panrotas.com.br

“Turismo doméstico é aposta deste ano”

Os operadores de viagem garantem que o Brasil está em alta este ano. Com a procura de pacotes internacionais em torno de 30% menos em relação ao último mês de Setembro, de acordo com a Associação Brasileira das Operadoras de Turismo (Braztoa), as empresas estão a apostar nos destinos nacionais.

Fonte: Mercado & Eventos www.mercadoeeventos.com.br

“TAM será destaque da Star Alliance na FITUR”

A incorporação da TAM Linhas Aéreas será destacada pela Star Alliance na sua participação na Feira Internacional de Turismo de Madrid, a FITUR 2009. O destino é uma das rotas da companhia brasileira na Europa.

Fonte: Brasilturis www.bj.inf.br

“Normalidade em Barajas, salvo para os passageiros da Iberia”

A maioria das companhias que operam em Barajas (Madrid) normalizaram ontem os seus voos, depois dos dias de cancelamentos e atrasos, excepto na Iberia que, com uma pontualidade de 40%, soma uma suposta greve de zelo dos pilotos por causa dos problemas gerados pela falta de controladores e do nevoeiro.

“Air France-KLM acorda esta semana a aquisição de 25% da Alitalia por 300 M€”

Segundo o jornal “Milano Finanza”, a Air France-KLM pagará 270 milhões de euros em forma de acções e um prémio de 40 milhões de euros. Desta forma, a nova Alitalia fica valorizada em 1,2 mil milhões de euros, mais 150 milhões de euros que os que foram pagos pela CAI pela companhia.

“Companhias aéreas chinesas devem quase 1,5 mil milhões de euros em combustível”

A empresa estatal chinesa de distribuição de combustível de aviões, China Aviation Oil, assegurou que as companhias do país asiático devem-lhe 1,468 milhões de euros.

“Gastos turísticos de estrangeiros desceram 7,5% em Novembro”

Segundo o ‘Encuesta de Gasto Turístico’ (Egatur) a média de gastos de turistas estrangeiros cresceu 3,1% nos primeiros onze meses do ano, mas o total caiu 7,5% em Novembro, reflectindo uma forte queda registrada no mês de Setembro, quando foi de 3,5% e até em Outubro, quando caiu 6,2%.

Fonte: Hosteltur www.hosteltur.com

Fonte Geral: ambitur.pt

O voo da vó Maria

Haja pique! Aos 91 anos, ela já andou de avião, ultraleve, navio e balão. Agora quer um passeio de helicóptero

Com sede de viver e alegria suficiente para contagiar todos à sua volta, a dona de casa Maria de Lourdes Cannavan Sbrissa, conhecida por vó Maria, embarcou em nova emoção nos ares de Piracicaba: voou pela terceira vez de balão. Agora, com a especial presença do neto, Bruno Napolitano, 34 anos, que participou do vôo turístico inaugural de balão do Aeroporto Estadual Comendador Pedro Morganti, numa parceria com a Tavola Balonismo.

A aventura foi um presente de Cid Ferraz de Barros Filho, 27 anos, piloto da Tavola Balonismo e idealizador do projeto, juntamente com Ronaldo Guiaro, proprietário da empresa. "Conhecemos essa simpática vovó através do e-mail que, Regiane Napolitano, neta dela, enviou para gente no final do ano passado. Ela dizia que o sonho da vó era voar de balão. A história comoveu toda a equipe e já estamos no terceiro voo", disse Cid.

Como se não bastasse as aventuras: viajar de avião (quatro vezes) e navio (duas vezes), voar de ultraleve (uma vez) e balão (três vezes, agora a vó quer fazer um voo panorâmico de helicóptero e saltar de paraquedas.

"Quero parar lá em cima com o helicóptero e contemplar a maravilha que ficou a cidade de Piracicaba. O bom do helicóptero é que podemos ir para a direção que queremos. Tenho vontade de ver a casa dos meus netos, o rio Piracicaba, os campos, os prédios... O balão é maravilhoso, uma sensação sublime de paz, mas não dá para a gente ir onde quer. Vamos onde os ventos nos leva", comenta.

Já o sonho de saltar de paraquedas, vó Maria sabe que um pouco mais complicado, mas disse que não há coisa mais tranqüila do que estar perto do céu.

O segredo para tanta vitalidade, segundo ela, é viver o presente, não se preocupar com o futuro, ser otimista e manter um largo sorriso no rosto. "Estou sempre de bem com a vida e tento achar o lado bom em tudo...isso é viver", diz gargalhando.

Aeroclube lança passeio

O lançamento oficial dos voos turísticos de balão do Aeroclube de Piracicaba aconteceu domingo, 11. Fernando do Valle Pavan, presidente do aeroclube, disse que vem com todo o gás para revitalizar o espaço. "A parceria inédita com a Tavola Balonismo vai movimentar o aeroclube e junto traremos outras novidades".

Segundo ele, os voos foram autorizados pela ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil) e acontecerão sempre com a emissão de Notan (Notificação Aérea), que garante a segurança do passeio. Além da permissão de área, concedida pela Daesp (Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo).

"O balão tem capacidade para oito pessoas ou 800 quilos e o passeio dura cerca de uma hora, os voos saem nos primeiros horários da manhã ou no final da tarde. O trajeto é sempre uma surpresa. Por enquanto, os contatos devem ser feitos diretamente com a Tavola Balonismo", disse.

Além dos passeios de balão o aeroclube oferece curso de formação de pilotos: privado, comercial, multimotores e voos por instrumentação. Tem ainda passeios panorâmicos com aeronaves monomotores (três pessoas) e bimotores (cinco pessoas).

Pavan disse que ainda neste ano vai lançar o curso de formação de pilotos de balão e ultraleve e o projeto de aulas de paraquedismo. "Temos muitas novidades para este ano e, inclusive, vamos atrás da iniciativa privada para levantar recursos e construir um novo hangar para mais 14 aeronaves. O investimento do projeto será de aproximadamente R$ 250 mil".

SERVIÇO

Tavola Balonismo: (19) 3435-5152 - www.tavolabalonismo.com.br

Fonte: Gazeta de Piracicaba - Imagem: reprodução da capa do jornal

Emirates anuncia fim da rota que parte do Centrair para o Brasil

O último vôo da rota, que começou a operar em 2006, está previsto para o final de março

A companhia aérea Emirates anuncia o fim dos vôos que partem do Aeroporto Internacional de Chubu, o Centrair, em Aichi. A rota Nagoya-Dubai-São Paulo começou em 2006, e atualmente tem vôos diários partindo do Centrair.

A suspensão das operações será feita em duas etapas: durante o período de 1º de fevereiro a 28 de março, a Emirates vai reduzir a rota para 4 vôos semanais, partindo às segundas, quartas, sextas e sábados. E a partir de 29 de março, todas as operações pelo Centrair serão encerradas.

Segundo comunicado enviado pela Emirates ao Jornal IPC, cerca de 40% dos passageiros que utilizam a rota partindo do Centrair são brasileiros. Durante os 2 anos e meio de operações, a companhia aérea alega que não teve o lucro esperado, e diante da crise econômica mundial, o número de passageiros não tende a subir, tornando difícil a manutenção da rota.

Segundo orientação da Emirates, passageiros que adquiriram bilhetes com data em aberto e pensam em utilizar após o dia 29 de março, podem embarcar pelo Aeroporto Internacional de Kansai, em Osaka, onde a companhia também tem rota com vôos diários. Passageiros que viajaram ao Brasil com passagem de volta em aberto também desembarcam em Osaka a partir de 29 de março.

Fonte: ipcdigital.com

No deserto, Nasa testa veículo que poderá ser usado na Lua

O novo veículo tem o tamanho aproximado de uma grande caminhonete e é mais seguro que o antigo Eagle

A Nasa, agência espacial americana, está testando no deserto ao sudoeste do Arizona, nos Estados Unidos, o novo veículo que poderá ser utilizado pelos astronautas na viagem de volta à Lua, estimada para 2020. O veículo, muito mais tecnológico e seguro que o frágil Eagle - usado por Neil Armstrong e Buzz Aldrin no histórico 16 de julho de 1969 -, entrará em ação logo após a aterrissagem no satélite.

O módulo tem o tamanho aproximado de uma grande caminhonete, com 12 rodas, e infra-estrutura suficiente para abrigar dois astronautas por até 14 dias. Ali dentro, a tripulação encontrará alimentação e instalações sanitárias, além dos computadores e outros equipamentos científicos.

O veículo foi construído para exigir pouca ou nenhuma manutenção e ser capaz de viajar milhares de quilômetros sobre rochas e depressões encontrados na superfície da Lua por um período de até dez anos.

Os astronautas também não precisam sair do tranportador para desenvolver as pesquisas. Na cabine de comando, janelas na parte inferior do veículo permitem que eles se aproximem dos objetos no solo lunar. As rodas também se deslocam lateralmente, facilitando o trânsito nos terrenos acidentados e possibilitando uma movimentação em qualquer direção.

A Nasa está criando ainda novas tecnologias para alimentar as baterias do módulo, células de combustível, freios regenerativos e pneus avançados.

Programa Constellation

A Nasa batizou de Constellation o programa que levará o homem de volta à Lua, quatro décadas depois do primeiro pouso. Um vôo experimental está previsto para o segundo semestre deste ano.

Presa à ponta de um foguete, do qual se desprende em órbita, a cápsula Orion permitirá o transporte de tripulação e carga para estações espaciais e missões no satélite.

A bordo, serão utilizadas tecnologias computadorizadas, novos sistemas de propulsão, proteção térmica, ejeção de tripulantes e escape em caso de emergência, o que garante maior segurança aos astronautas. Também serão incorporados painéis solares para permitir a permanência em órbita durante longos períodos.

A Orion levará astronautas até o superfície lunar enquanto o foguete Ares V ficará em órbita à espera do reembarque da equipe para o retorno à Terra. A cápsula deverá levar até seis astronautas para a Estação Espacial Internacional e de dois a quatro tripulantes para a Lua.

Novo motor

A terceira rodada de testes com um novo motor de foguete foi completada com sucesso na semana passada. Mais seguro, o equipamento reduz os riscos em uma futura aterrissagem no satélite da Terra e aumenta a capacidade de carga durante a viagem.

O novo sistema de propulsão do foguete utilizará o processo criogênico, ou Common Extensible Cryogenic Engine (CECE). Este processo é alimentado por uma mistura de oxigênio líquido e hidrogênio líquido, que são super-resfriados a temperaturas de -147°C (-297°F) e -217° C (-423°F). A composição de gases misturada à produção de vapor quente são os responsáveis por gerar o impulso do foguete, liberando gelo pelo "cano de escape".

A meta é que o motor reduza a velocidade do veículo espacial no momento da aterrissagem na Lua, diminuindo os riscos de acidente. Outra mudança significativa é a capacidade de carga que aumentará sem que haja necessidade de aumentar o número de propulsores utilizado atualmente.

Fonte: Terra - Imagem: Divulgação (NASA)

Satélite indiano faz 1ª imagem de dentro de cratera lunar

Radar sonda o fundo de crateras que nunca recebem luz solar e que poderiam conter água congelada


Faixa de imagem inéditade radar mostra o que há no fundo de cratera imersa em sombras eternas na Lua

Um equipamento da Nasa, montado na sonda lunar indiana Chandrayaan-1, fez as primeiras imagens do interior de algumas das crateras mais frias e escuras da Lua.

O instrumento Mini-SAR, um radar, enviou para a Terra seus primeiros resultados. As imagens mostram o piso de crateras polares cujas profundezas estão perpetuamente na sombra. Cientistas estão usando o radar para procurar água no interior dessas crateras.

As imagens, feitas em 17 de novembro, cobrem parte da cratera de Haworth, no polo sul da Lua, e a borda da cratera de Seares, perto do polo norte. Áreas brilhantes nas imagens podem representar tanto irregularidades na superfície quanto encostas apontando diretamente na direção do satélite.

"Ao longo dos próximos meses, esperamos ter um instrumento totalmente calibrado e operacional, recolhendo dados científicos preciosos da Lua", disse o executivo Jason Crusan, do Diretório de Missões da Nasa em Washington, em nota distribuída pela agência espacial.

Fonte: estadao.com.br - Imagem: Divulgação (NASA)

OGMA recorre a dívida para pagar salários

A OGMA - Indústria Aeronáutica de Portugal, onde a brasileira Embraer tem uma participação, já está a recorrer a dívida bancária para o pagamento dos salários dos trabalhadores. A medida, segundo escreve hoje o jornal "Público", foi uma das soluções encontradas para a crise do sector aéreo. A empresa admite que já está a sentir uma redução nas encomendas e encontra-se num processo negocial com os clientes para encontrar uma saída viável para a crise.

Cézar Lima, director de vendas e de desenvolvimento da OGMA, disse ao "Público" que a fabricante "já recebeu pedidos de redução da cadência de produção" e "nota uma diminuição do nível de compras". Apesar de ainda não haver "um diagnóstico dos impactos reais da crise", o gestor afirma que, "tal como está a acontecer no resto do mundo, também em Portugal é natural que o negócio abrande".

A OGMA, que fabrica material aeronáutico, é detida em 35% pelo Estado português e em 65% por um consórcio formado pela Embraer e pela EADS (a controladora da europeia Airbus). Além da "revisão em baixa dos pedidos", assiste-se a uma "dificuldade crescente dos clientes efectuarem pagamentos nos prazos contratuais", afirmou recentemente o presidente da empresa.

O líder da OGMA admitia ainda, segundo o "Público", que o plano previsto para os próximos cinco anos, definido em Novembro do ano passado, se baseava num "cenário externo e numa procura de produtos e serviços que agora já não são verdadeiros" e que "a situação tem obrigado a recorrer à banca para manter os compromissos e para ter os salários pagos em dia, assim como as suas obrigações sociais com o Estado português".

A OGMA está a introduzir medidas de redução de custos, que têm intensificado o conflito com os trabalhadores. É o caso da adopção de uma directiva, no final de Dezembro, que reduz de nove para seis os dias anuais remunerados a que os funcionários têm direito para tratar de assuntos pessoais. Também reduziu de dois para meio-dia o tempo regulamentar para dádivas de sangue.

Cézar Lima afirmou que "ainda é cedo para falar numa reestruturação ou em redução da capacidade" porque a empresa "ainda está em conversações com os clientes para analisar os reais impactos da crise". Para já, pedir apoio ao Governo não faz parte dos planos. "Não podemos depender do auxílio governamental. Temos de conseguir as nossas próprias alternativas no mercado", disse o responsável.

Fonte: Portugal Digital

Air Austral compra duas aeronaves da Airbus

A Air Austral acaba de assinar um memorando de entendimento com a Airbus para a compra de duas aeronaves A380 de classe única.

Em uma configuração de classe única, a aeronave acomodará 840 passageiros nos mais espaçosos assentos de classe econômica na cabine mais silenciosa da categoria. A Air Austral planeja que a aeronave opere na rota de La Reunion a Paris (França), por meio de uma de suas subsidiárias. A escolha do motor ainda não foi feita.

“O nosso objetivo é oferecer um serviço de qualidade por um baixo custo na movimentada rota entre La Reunion e Paris, e a aeronave A380 nos permite tornar essa meta real", afirmou o presidente da Air Austral, Gerard Etheve. “A aeronave A380, que tem o menor custo por assento e é a aeronave mais ecologicamente correta em operação, oferece também um alto nível de conforto ao passageiro. Isso permitirá que Air Austral ofereça uma conexão melhor entre La Reunion e Paris por uma tarifa mais baixa”, finalizou o executivo.

Fonte: Brasilturis

Trip Linhas Aéreas terá 29 aeronaves até o final de 2009

Companhia aérea comemora recorde e divulga planos ambiciosos

No ano em que comemorou 10 anos de existência, a Trip Linhas Aéreas atingiu a marca de 1 milhão de passageiros transportados, quase o triplo em comparação a 2007.

A companhia que atualmente é líder da aviação regional brasileira, progrediu buscando atender as necessidades do mercado, assim, investindo constantemente na expansão de sua frota, que conta 21 aeronaves, o dobro comparado a 2007 e que deverá chegar a 29, ainda neste ano, com a chegada dos novos jatos Embraer 175, orçados em US$ 167,5 milhões. Ainda nesse aspecto, a meta da empresa é incrementar de 55 para 71 a média de assentos disponíveis por aeronave até o final de 2010.

A companhia que promove ligações entre cidades com baixa e média densidade de tráfego, pretende desenvolver sua rede de transporte aéreo por meio da integração regional, solucionando necessidades de deslocamento. “Novas rotas estão sendo estudadas. Nossa meta é chegar a marca de 100 municípios atendidos até o final de 2010”, afirmou o presidente da empresa, José Mário Caprioli.

Fonte: Brasilturis

Piloto condenado a Pena de Morte por amerrissar em Tenerife

O avião era menor, mas a situação era mais complicada. Em 16 de Setembro de 1966, a aviação espanhola viveu uma situação semelhante a da amerrissagem da última sexta-feira em Nova York.

A aeronave era um DC-3, com 24 passageiros e três tripulantes a bordo. Mas, a amerissagem forçada não foi em águas fluviais muito calmas, e sim, sobre as ondas do Atlântico ao largo da costa de El Sauzal (Tenerife). E o piloto, em vez de ser proclamado como um herói, como Chesley Sullenberger do Airbus no rio Hudson, ele foi inicialmente tratado pelas autoridades como um vilão.

"Nunca hesitei em dar a minha vida para salvar os passageiros e ainda queriam me dar um tiro", recorda agora Eugenio Maldonado, 72 (foto).

Ele sofreu um julgamento por causa de um passageiro que morreu, um ex-prefeito de Tenerife.

Ele foi condenado à morte por tribunais militares, que então regiam a aviação na Espanha, mas foi salvo pela demonstração de que a autópsia do passageiro revelou que ele morreu de um AVC e não por afogamento.

"O homem não foi capaz de nadar e se agarrou a porta do avião, enquanto outros foram embarcados num barco de pescadores. Eu disse para ele vir comigo, mas eu não tive resposta. Ele tinha os olhos abertos, mas parece que já havia acontecido o acidente vascular cerebral", completou o ex-piloto.

Prestes a se precipitar para o fundo do mar, o piloto tentou resgatá-lo, mas quase não pôde voltar para a superfície, explicou o piloto, há cinco anos, ao jornal El Dia de Tenerife.

O tribunal, contudo, considerou num primeiro instante que Maldonado foi o responsável pela morte do passageiro.

Hélice danificada

Maldonado havia decolado às oito e meia daquela manhã do Aeroporto de Los Rodeos, em direção ao Aeroporto de Las Palmas (ambos no arquipélago espanhol das Ilhas Canárias, no Oceano Atlântico, próximo a Marrocos na costa da África) e, quase imediatamente, o avião sofreu graves danos em uma hélice.

O avião, entre as nuvens, começou a perder altitude, o piloto livrou, por pouco, a aeronave de uma montanha e decidiu amerrissar sobre a crista de uma onda e tentar chegar até à costa. Porém, essa onda levantou a aeronave de tal forma, que outro avião que sobrevoava o local informou a torre que um outro avião havia afundado e todos os ocupantes provavelmente haviam morrido. Mas muito pelo contrário. Maldonado sabia que tinha apenas cinco minutos para evacuar os passageiros antes que que o avião afundasse e contou com a abençoada presença de um barco de pesca que estava próximo.

O ex-piloto, natural de Toledo, que agora vive em Málaga, tem escrito centenas de histórias para fazer um livro sobre suas experiências desse, que não foi o único incidente que sofreu durante a sua carreira.

Em 1962, sofreu queimaduras quando explodiu seu caça militar - o co-piloto morreu -, em 1982, o avião que pilotava de Londres para Madri fugiu de controle e só conseguiu aterrissar em Barajas apenas manobrando os motores e, em 1987 parte do trem de aterrissagem do seu avião se dobrou em meio a uma densa neblina em Milão.

Fonte: El Periódico de Málaga (Espanha) - Tradução: Jorge Tadeu

Estudo questiona se rastros de aviões podem afetar o clima

Quando todo o tráfego aéreo nos Estados Unidos foi interrompido após os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001, os cientistas tiveram uma oportunidade inesperada para testar idéias sobre os efeitos no clima das trilhas de condensação deixadas para trás por turbinas de aviões.

A pesquisa de Hong segue outro estudo que defende que as variações de temperatura em 2001 podem ser explicadas pelo tempo claro e seco nos dias cruciais

Um estudo em 2002 sugeriu que esses rastros de fumaça podem ter efeito significativo nos padrões diários de temperatura. Mas agora uma nova análise alega que os padrões de temperatura nos EUA durante esses três dias sem vôos podem ser explicados por variações naturais na cobertura de nuvens, e não pela ausência de aviões.

Os rastros de aeronaves podem se dispersar em altas nuvens na atmosfera, semelhantes a cirros. Embora parecidas com nuvens naturais, acredita-se que elas tenham um efeito de aquecimento no planeta. Mas elas também podem moderar os extremos de temperatura diários, capturando o calor que escapa do solo e refletindo a luz solar. Isso eleva temperaturas mais baixas durante a noite e, em menor grau, reduz as altas durante o dia, sugerem os cientistas.

Com a projeção de crescimento do tráfego aéreo em 2 a 5% por ano no futuro próximo - chegando a 2050 com pelo menos o triplo do tráfego atual - os efeitos desses rastros podem se tornar um importante fator na mudança climática. Mas meteorologistas ainda não têm certeza sobre a escala do impacto desses rastros.

Teoria ou fato?

Dois estudos observaram que quando os aviões pararam de voar no período de 11 a 14 de setembro de 2001, a variação da temperatura diária média nos Estados Unidos cresceu de forma marcante.

Os três dias excederam os períodos anterior e posterior numa média de 1,8 °C. A dimensão incomum da mudança, afirma David Travis da Universidade de Winsonsin-Whitewater, que conduziu os dois estudos anteriores, sugeriu que, na ausência de rastros de aeronaves, a variação de temperatura aumenta significativamente. Mas a idéia, afirma, é "mais uma hipótese" que uma conclusão certa.

Uma pesquisa conduzida por Gang Hong, meteorologista da Universidade Texas A&M de College Station, agora sugere que essa hipótese está errada. Examinando em estações meteorológicas americanas os padrões da cobertura de nuvens e da temperatura no início de setembro entre 1971 e 2001, Hong e seus colegas descobriram que nuvens mais pesadas e baixas são a influência dominante sobre os extremos de temperatura, enquanto nuvens altas como os rastros aeronáuticos provocam, no máximo, um efeito menor. Eles acrescentam que as variações de temperatura de 2001 parecem estar dentro da variabilidade natural dessas décadas.

O trabalho de Hong não prova que os rastros não provocam mudanças na temperatura, apenas que provavelmente não desempenham um papel preponderante, afirma Ulrich Schumann, diretor do Instituto de Física Atmosférica do Centro Aeroespacial alemão de Oberpfaffenhofen, próximo a Munique.

Mas, alerta Schumann, os debates públicos exageraram os efeitos dos rastros, uma vez que os eventos de 2001 foram muito chocantes. "Alguns argumentos científicos fracos foram mal utilizados", afirma.

No alto

A pesquisa de Hong e seus colegas, publicada na Geophysical Research Letters, segue outro estudo que defende que as variações de temperatura em setembro de 2001 podem ser explicadas pelo tempo claro e seco nos dias cruciais, e que os resultados de uma modelagem climática não sustentam o argumento dos efeitos dos rastros defendido pelo grupo de Travis.

Travis, entretanto, defende suas descobertas. Ele enfatiza que nunca assumiu a premissa de que a ausência da fumaça de aviões tenha sido a única causa das largas variações de temperatura. "Sempre dissemos que foi a combinação da falta de aviões com as condições climáticas naturais", afirma.

Como a análise de Hong estudou nuvens altas em geral - e não os rastros em particular - Travis diz que não há na pesquisa conclusões específicas sobre o papel dos rastros aeronáuticos. "Seus cálculos da influência das nuvens não levou em consideração esses rastros", disse. "Eles estavam observando apenas as nuvens naturais, e não a presença ou ausência de rastros".

Ele acrescenta que o estudo de Hong demonstra que um aumento da variação da temperatura diária média de 1,8° C é extremamente raro. E embora os eventos anteriores nessa escala possam ser explicados por efeitos meteorológicos locais, diz Travis, o salto observado em 2001 não se sustenta apenas por eles.

Travis mantém que os rastros são um fator importante na mudança climática. "Cedo ou tarde esses impactos serão sentidos", disse.

Fonte: Nature News via Terra - Tradução: Amy Traduções

Primeiro turista espacial português também quer "mergulhar" em hotel subaquático

Mário Ferreira revela não querer morrer sem ir à Lua

Mário Ferreira entre o ar e a água: primeiro o espaço, depois o fundo do mar e, finalmente, a Lua

O empresário Mário Ferreira queria ser piloto de helicópteros quando era pequeno. Agora é dono da «Helitours» e tem piloto próprio para além de ser proprietário da operadora turística «Douro Azul». Tem ainda um projecto representante da Virgin Galatic – do empreendedor multimilionário britânico Sir Richard Branson que se distinguiu nos últimos 20 anos, nomeadamente no transporte aéreo de passageiros com a Virgin Airways – e constituiu aquela que será a primeira empresa de Turismo Espacial em Portugal. A «Caminho das Estrelas, SA» é o nome da agência, pioneira no nosso País. Em breve (previsto para Março ou Abril), sem data marcada devido a burocracias e testes de preparação, Mário Ferreira vai ser o primeiro português a passar férias no espaço. Não se considera um excêntrico, mas a sua próxima excentricidade será uma semana num resort subaquático. Para além da experiência, pretende essencialmente satisfazer o seu hobbie – a fotografia.

Ciência Hoje - A oferta da agência de viagens a bordo da nave Virgin Galactic vai desde os voos suborbitais aos de gravidade zero, visitas ao Kennedy Space Center e aos laboratórios onde a NASA está a finalizar os módulos que vão futuramente para a Estação Espacial. Que tipos de experiências podem encontrar os turistas espaciais em cada uma destas opções?

Mário Ferreira - Temos diversas opções dedicadas ao tema, que é sempre o mesmo, o espaço. A «Caminho das Estrelas, SA» é a primeira empresa especializada em turismo espacial que faz voos suborbitais – a grande atracção. Nem toda a gente consegue chegar lá pelo custo que ainda têm, embora os valores vão baixar bastante, mas 200 mil dólares [152,293 euros] é um preço relativamente elevado para o mercado português. A «Caminho das Estrelas» tem vindo a especializar-se nas áreas que estão directamente ligadas ao espaço sem, no entanto, ir ao espaço. Está relacionada com a preparação e com experiências, como no caso das visitas ao Kennedy Space Center, que oferecem a possibilidade de experimentar tudo ligado ao espaço. Os voos de gravidade zero são interessantes e relativamente desconhecidos em Portugal, porque só há três aviões no mundo que o fazem: um na Rússia, outro na França, mas está direccionado para as universidades, e este que é muito virado para o turismo e para pessoas que podem não ter nada a ver com o treino espacial e onde, aliás, o Tom Hanks fez as gravações para o filme «Apollo 13». Existe um outro pilar deste negócio, os brinquedos espaciais (Space Toys), com réplicas das naves, space shuttles, fotografias de astronautas que estiveram na lua, com dedicatórias originais. A empresa está também atenta a novos programas e temas ligados ao espaço, estamos em negociações com outros e queremos ser os primeiros a representar estes voos em Portugal.

C.H. - Considera que há mercado para o turismo espacial em Portugal mesmo numa época de crise?

M.F. - É um nicho de mercado muito específico mas há mercado. No ano passado vendemos quatro viagens já totalmente pagas a portugueses – o que foi acima das nossas expectativas. Este ano, temos imensas pessoas interessadas, agora a única dúvida existente prende-se com o facto de que as que estão dispostas a comprar quererem ver primeiro a nave a voar. Assim que a nave começar a voar os pedidos vão disparar.

C.H. - Quantos interessados apareceram este ano?

M.F. - Temos já seis interessados, mas não ganhavam nada por estar a pagar, porque querem primeiro ver o funcionamento.

C.H. - Qual é o valor da opção mais modesta?

M.F. - Quem quiser fazer um voo de gravidade zero gastará 3 mil euros, não é mais do que isso.

C.H. - E o pacote completo?

M.F. - As pessoas podem gastar desde 500 euros por uma visita ao Kennedy Space Center como podem pagar 200 mil dólares na viagem ao espaço.

C.H. - Esta é apenas uma opção para os excêntricos?

M.F. - Não! Acho que é uma opção relativamente cara para o nosso poder de compra, mas se considerarmos o tamanho do sonho que se realiza ao ir até ao espaço é um preço muito modesto, tendo em conta os preços que seriam pagos nos dias de hoje. Estamos a falar de 20 milhões de dólares [15,233,244 euros], ou seja, um por cento dos montantes que têm sido pagos.

C.H. - Considera-se um excêntrico?

M.F. - Não! Tenho os pés assentes na terra e conheço a tecnologia que está por detrás, estudo bastante e acompanho bastante o que está a ser feito e acredito que vai ser bastante agradável.

C.H. - Tem medo de que alguma coisa possa correr mal?

M.F. - Não. Para já ainda não. E se alguma coisa correr mal não vai ser comigo, porque ainda vão fazer muitos testes. Obviamente que, como tudo na vida, acarreta riscos, como ao andar de carro e podermos ter um acidente…

C.H. - Disse em entrevista que é um apaixonado por “coisas diferentes e originais”. Depois de uma ida às estrelas, se o céu não é o limite, qual será a sua próxima extravagância?

M.F. - Nesta altura, o meu grande objectivo é não morrer sem ir à Lua ou a um daqueles resorts que estarão disponíveis lá e pode ser que venha a acontecer.

C.H. - Há alguma coisa que não tenha feito e que gostasse de concretizar?

M.F. - Cá na Terra, não. Sinto-me bastante satisfeito. Agora, bem… Estou à espera de que abra o próximo hotel subaquático, porque um dos meus hobbies é tirar fotografias subaquáticas e adorava ficar num hotel debaixo de água. Vai abrir um nas Bahamas, outro no Dubai e estou à espera de lá ficar uma semana.

C.H. - O que queria ser quando era pequeno?

M.F. - Piloto de helicópteros.

C.H. - Por isso abriu o Helitours?

M.F. - Sim. Acabei por tirar o curso de piloto de helicópteros para aprender a voar e foi uma coisa que me agradou bastante, mas felizmente não preciso de voar porque tenho um piloto.

C.H. - Que tipo de cuidados requer a viagem (alimentação, estado físico ou psicológico, etc.)?

M.F. - Os testes médicos são bastantes exigentes. Em termos de densiometria, audição, de problemas de claustrofobia a problemas comuns e simples, mas que poderão ser multiplicados quando a pessoa se encontra no espaço. O corpo vai ser submetido a forças muito intensas. Estamos a falar de um arranque de cinco mil quilómetros por hora. É muita força e o corpo deve estar bem preparado para aguentar. Já fizemos testes, sabemos até onde é que podemos ir e algumas pessoas, infelizmente, ficaram pelo caminho por não conseguirem passar os testes todos, como alguns dos nossos fundadores.

C.H. - Quais são as principais restrições?

M.F. - Prendem-se esssencialmente com o facto de não entrar em pânico quando estamos a ser submetidos ao “Gs”, especialmente no regresso, porque a pressão é muito forte e pode criar algumas dificuldades respiratórias. Temos de respirar confortavelmente e ter pequenos espaços de ar, porque o ar estará comprimido. As pessoas têm de treinar estes aspectos e embora não tenham outras condições físicas ou médicas que os impossibilite, se não tiverem controlo psicológico não podem ir.

C.H. - A viagem dura quanto tempo?

M.F. - A viagem é muito rápida. É uma tarde, porque no espaço, em termos de gravidade zero, estaremos uns dez minutos.

C.H. - Que tipo de indumentária exige?

M.F. - Temos um fato especial que está ser desenvolvido e em termos de exigência precisamos de levar capacete, mas a capacidade da nave é tão bem feita que nem devia ser preciso. A agência que dá licenciamento pediu que se levasse. Vamos ver…

C.H. - Quais são as condições de segurança?

M.F. - São todas aquelas que estão a ser testadas. Não posso falar de nenhuma em concreto. A mais evidente é o facto de ser uma nave toda construída em carbono e ter um casco duplo, ou seja, tem uma caixa-de-ar com isolamento e se, por qualquer motivo, um objecto perfurasse a nave ficaria o isolamento. E como é feita em carbono não terá o problema de aquecimento que têm as space shuttles na reentrada e no posicionamento do ângulo correcto, dadas as placas fractárias.

C.H. -Requer algum tipo de alimentação especial?

M.F. - Obviamente que nos primeiros cinco dias antes da viagem haverá treinos específicos de habituação ao formato da cabine e a alimentação tem de ser controlada, especialmente pelas pressões a que vamos ser submetidos e temos de ter cuidado porque são quatro horas e a nave não tem casa-de-banho. Ainda não sei ao certo o que vai ser, mas as refeições estão pré-preparadas, porque quando fiz o voo de gravidade zero, no dia anterior, tive de comer o que davam, sempre servido lá e com produtos escolhidos por eles. A alimentação é controlada. Não é nada de diferente, apenas coisas pouco elaboradas, com poucos molhos, legumes…

C.H. - Sei contudo que este tipo de viagem tem efeitos no meio ambiente e que estão a ser tomadas medidas para evitar impactos negativos. Que tipo de tecnologia ou medidas estão a ser tomadas para salvaguardar o meio ambiente?

M.F. - Tem muito poucos impactos negativos no meio ambiente porque o combustível é amigo do ambiente, é natural. O rocket é apenas látex, borracha natural, num cilindro perfurado onde apenas passará gás hilariante, ou seja, não é tóxico, apenas nos poderá fazer rir. Não há resíduos.

C.H. - Pretende algum tipo de promoção publicitária com a viagem?

M.F. - Tem. Ou seja, tem vários apoios. A SIC e a Visão terão o exclusivo da viagem, mas a Taylor’s (empresa de vinho do Porto) pretende fazer uma experiência com uma garrafa de vinho Vintage. Vamos levá-la e trazê-la de volta para ver se se altera com a ausência de gravidade no espaço. Quando voltarmos, faremos uma prova para ver se existem alterações químicas ou no sabor.

Fonte: Ciência Hoje (Portugal)

Empresa chinesa recupera pista do aeroporto do Luena, em Angola

O aeroporto do Luena (LUO/FNUE), na província do Moxico, está oficialmente interdito para aviões de grande porte a partir de sexta-feira para obras na sua pista, anunciou, em Luanda, o director nacional de infra-estruturas do Ministério das Obras Públicas.

No final de um encontro com as direcções do Laboratório de Engenharia de Angola (LEA) e da empresa Soenco, fiscalizadora das obras no aeroporto do Luena, José Silva disse que as obras vão conferir melhores condições de segurança e operacionalidade às aeronaves.

Segundo ele, o uso da pista para aviões de grande porte só deverá voltar a ser feito a partir de Abril, data prevista para o termo da intervenção, sendo apenas autorizada a aterragem de aviões com carga não-superior a 20 toneladas.

A empreitada do Aeroporto do Luena, adjudicada à empresa chinesa Sinohydro Corporation Limited, consiste na ampliação da pista para 3350 metros de comprimento e 45 de largura, contra os atuais 2400 metros de comprimento e 30 de largura.

José Silva deu a conhecer que a fase intervencionada até agora está orçada em cerca de 9,5 milhões de dólares.

O encerramento do Aeroporto do Luena enquadra-se no plano global de recuperação de infra-estruturas aeroportuárias de Angola, que decorre ao nível de aeroportos e aeródromos, visando a prestação de serviços de qualidade.

Fonte: MacauHub - Foto: Angola Press

Aeroporto de Heathrow continua líder na UE

Ponte Madri-Barcelona segue como a rota mais movimentada

Como o Reino Unido continuou com o maior volume de passageiros no tráfego aéreo (217 milhões), não houve surpresa que o aeroporto de Heathrow continuasse como o de maior movimento nos países da União Européia, com 68 milhões, seguido pelo parisiense Charles de Gaulle (59,5), e o de Frankfurt (53,8),

A novidade na colocação dos principais aeroportos europeus foi a ascensão do Barajas, em Madri (51 milhões) que assumiu a quarta posição, superando o Schiphol de Amsterdam (47,7 milhões).

Barajas também liderou o tráfego de passageiros em voos domésticos (22,6 milhões). Os números do aeroporto da capital espanhola também se estendem à manutenção da liderança na ponte-aérea mais movimentada da UE, com a rota Madri-Barcelona que transportou 4,6 milhões, com 4% de aumento em relação ao ano anterior. O El Prat, da cidade catalã, foi o oitavo colocado na relação européia (32,7 milhões)

Os números da consultoria especializada Eurostat indicam que o número de passageiros via aérea na União Européia teve aumento dem7,3% em relação a 2006 e alcançou 793 milhões de pessoas. 44% dos passageiros realizaram voos entre os países da UE e 34% fora do territorio comunitario.

Romênia (41%), Letonia (27%) e Polonia (25%) foram os que mais subiram entre os países não integrantes da União Européia. A Alemanha continuou com o segundo lugar entre os países de maior movimento (163,8 milhões), depois a Espanha (163,5) e a França (120 milhões).

Fonte: Agência Estado

Obras no aeroporto de Luanda vão custar 74 milhões de dólares

O governo de Angola atribuiu 74 milhões de dólares para as obras de restauração e ampliação do Aeroporto Internacional “4 de Fevereiro”, afirmou sexta-feira em Luanda o presidente da Empresa Nacional de Exploração de Aeroportos e Navegação Aérea (ENANA).

De acordo com Jorge Correia de Melo, com essa empreitada, que terá a duração de um ano, o aeroporto contará com um terminal de passageiros modernizado com duas salas de embarque apetrechadas, 28 balcões de "check in", com capacidade para atender cerca de 3,6 milhões de passageiros por ano.

As obras, que já estão em curso, estão a cargo da empresa portuguesa de construção civil Somague e serão realizadas por fases. A primeira fase incidirá sobre o desembarque, o parque de estacionamento de viaturas e a pista principal.

A segunda etapa da empreitada vai abranger o embarque e o segundo piso.

Com essas obras aumentar-se-á para o triplo o número de tapetes rolantes para bagagens, tanto nas partidas como nas chegadas, será construído um parque de estacionamento para cerca de dez autocarros, 24 táxis e 650 viaturas diversas.

A aerogare do Aeroporto Internacional “4 de Fevereiro” foi construída nos anos sessenta, ocupa uma superfície de aproximadamente 13600 metros quadrados, os seus edifícios têm três pisos e movimenta cerca de 1,2 milhões de passageiros por ano.

No mesmo encontro com a imprensa, Jorge de Melo disse que a empresa que dirige está a proceder a obras de reparação/modernização em 30 grandes, médios e pequenos aeroportos do país.

O presidente da ENANA recordou que em 2007 o governo atribuiu 400 milhões de dólares para serem utilizados na reparação de aeroportos no âmbito do programa de reconstrução nacional.

O montante, continuou Jorge de Melo, está a ser utilizado tanto na construção e recuperação de infra-estruturas como na equipagem com meios técnicos, que incluem sistemas de ajuda à navegação aérea.

Fonte: MacauHub - Foto: Angola Press

Obama convida piloto que pousou avião em rio de NY para sua posse

O piloto de avião Chesley Sullenberger, 57, que conseguiu pousar um Airbus da empresa US Airways com 155 pessoas a bordo sobre o rio Hudson, em Nova York, na quinta-feira (15), foi convidado a participar da cerimônia da posse de Barack Obama como presidente dos Estados Unidos, em Washington, informou o jornal americano "The New York Times".

Sullenberger ganhou status de celebridade nacional, nos EUA, depois de conseguir realizar um pouso sobre o rio. O avião ficou parcialmente submerso, e todos seus ocupantes - 150 passageiros e cinco tripulantes - conseguiram sair a salvo. O resgate por embarcações que passavam no local e o Corpo de Bombeiros foi transmitido ao vivo, na TV americana.

Equipes de Nova York retiram Airbus da US Airways de dentro do rio Hudson, dois dias depois do incidente que não deixou mortos

Investigações preliminares dos dados do gravador de voz da cabine do avião da US Airways indicam que as turbinas perderam força ao mesmo tempo, segundo o Comitê de Segurança de Transportes. Conforme a porta-voz Kitty Higgins, na gravação, o capitão comenta que há pássaros na região e, em seguida, surge um barulho de pancada e de desaceleração.

O piloto teria considerado retornar ao aeroporto de La Guardia, em Nova York, de onde havia decolado, antes de decidir pousar no rio. Conforme testemunhas, o piloto pediu a passageiros que se preparassem para um impacto e, em seguida, tocou a água. A pedido da investigação, Sullenberger ainda não deu declarações à imprensa.

"Milagres acontecem porque muitas coisas rotineiras acontecem por anos e anos. Essas pessoas sabiam o que tinham de fazer e o fizeram, e o resultado foi que ninguém morreu", afirmou a porta-voz.

Segundo o porta-voz do Conselho Nacional de Segurança no Transporte (NTSB, na sigla em inglês), Peter Knudson, há suspeitas de que o radar da aeronave não tenha indicado nenhum obstáculo estranho, como pássaros.

Desde o incidente, Sullenberger já recebeu elogios públicos do presidente George W. Bush, da primeira-dama, Laura Bush, do governador do Estado de Nova York, David Paterson, do prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, e do próprio Obama, além de uma homenagem no site Facebook.

Fonte: Folha Online - Foto: Ray Stubblebine (Reuters)

Forças Aéreas da Índia têm primeira mulher co-piloto

Uma jovem indiana de 20 anos tornou-se a primeira mulher co-piloto de um avião das Forças Aéreas da Índia (logo ao lado), que permitiu a presença feminina nas cabines de pilotagem há apenas uma década e meia.

Kavita Barala, natural de Jaipur, capital do estado turístico do Rajastão, foi a primeira a aspirar ao posto de oficial de navegação de um avião de transporte AN-32, mas seu exemplo já encorajou mais duas companheiras, segundo relatou hoje a soldado à agência "Ians".

"Quando me alistei na academia das Forças Aéreas em Dundigal (no estado sudoeste de Andhra), soube que nenhuma mulher tinha optado por isso, portanto decidi me arriscar. Completei meu treino com sucesso e me transformei em co-piloto", relatou.

Como oficial de voo, ela não terá o cargo de comandantes do avião; suas funções consistem em planejar os itinerários e informar ao piloto o tempo estimado de voo e outras coordenadas.

Atualmente Kavita Barala está treinando na base aérea de Agra (no estado de Uttar, no Norte) para exercer suas funções como oficial de navegação em operações de ajuda e missões de bombardeio, mas ela pensa em voar mais alto.

"Uma vez que terminar meu treinamento, eu gostaria de me formar para pilotar em um (caça) Sukhoi-30", afirmou.

As Forças Aéreas indianas se constituíram em 1932 e contam com cerca de 170 mil integrantes. Só 784 de seus oficiais são mulheres.

Fonte: EFE via G1

Francesa Dassault reduz produção de jatos executivos

A fabricante francesa de aviões Dassault Aviation confirmou nesta segunda-feira que planeja reduzir a produção de jatos executivos, mas que não vai adiar o lançamento da nova geração de aeronaves Falcon.

"Confirmamos que estamos revisando para baixo o ritmo de produção", informou um porta-voz da companhia nesta segunda-feira, acrescentando que estava se referindo à produção de jatos executivos.

O jornal francês Les Echos publicou que a Dassault Aviation planejava reduzir a produção em 25% e adiar o lançamento da nova geração de aeronaves executivas Falcon, conhecida como Falcon SMS.

O porta-voz informou que o trabalho com o Falcon SMS segue normal.

"O projeto não está adiado. O avião foi lançado mas não dissemos quando ele estará disponível comercialmente", afirmou.

A Dassault Aviation agora planeja produzir oito jatos Falcon por mês, e não 12, entre agora e meados de 2011, publicou o Les Echos.

O porta-voz não quis discutir qualquer número publicado pelo jornal.

Fonte: Reuters

Ex-chefe da aviação chilena nega envolvimento em caso de corrupção

O ex-comandante-em-chefe da Força Aérea chilena, o general Ramón Vega, declarou sua inocência e descartou ter recebido quantias em dinheiro pela compra de 25 aviões Mirage recondicionados da Bélgica, no ano de 1994.

"Nunca falei com uma autoridade belga. (...) Nós fazemos informes técnicos, avaliamos os aspectos técnicos de um sistema de armas, não discutimos sobre as negociações, porque não nos corresponde legalmente, não fazemos acordos internacionais, tudo isso corresponde a autoridades do Governo", disse Vega ao jornal El Mercurio.

As declarações do ex-chefe da aviação chilena surgem logo após o jornal local La Nación e a rádio Bío Bío terem antecipado sua prisão, parte do processo no qual é acusado de ter recebido comissões ilegais pela compra desses aviões.

Nesta segunda-feira (19), o juiz Omar Astudillo, responsável pelo processo, citou os advogados envolvidos para manifestar sua decisão na tentativa de esclarecer o destino de US$ 15 milhões de fundos públicos destinados ao pagamento de comissões.

Junto a Vega também seriam detidos os generais Jaime Estay Viveros e Florencio Dublé Pizarro e o coronel Luis Bolton.

Em 1994, o Chile pagou à Bélgica US$ 109 milhões por 25 aeronaves Mirage Elkan, mas apenas US$ 70 milhões chegaram ao país europeu. O restante, US$ 39 milhões, ficou nas mãos da empresa encarregada pela manutenção dos aparelhos e que - segundo a investigação - havia dividido as comissões com o alto comando militar.

"A Força Aérea não tem participação nisso. Fiz a avaliação técnica e informei a quem correspondia, não negociei com ninguém", insistiu.

"Aqui não pode existir comissões, porque [as negociações] são de governo para governo, do ministro daqui ao ministro de lá", afirmou.

O ex-comandante, porém, é acusado de ocultar sua então relação de sogro com Bernardo van Meer, cidadão britânico de origem holandesa, principal negociador, que confessou ter recebido uma comissão no valor de US$ 2,7 milhões.

Fonte: DCI

Mudança de Comando no Destacamento de Controle do Espaço Aéreo de Fortaleza (DTCEA-FZ)

Mudança de Comando no Destacamento de Controle do Espaço Aéreo de Fortaleza (DTCEA-FZ) e no Quinto Esquadrão do Primeiro Grupo de Comunicações e Controle (5º/1º GCC) que funcionam subordinados administrativamente à Base Aérea de Fortaleza que é comandada pelo Cel. Aviador Manoel Araújo da Silva Junior.

O DTCEA-FZ é responsável pelo Controle do Espaço Aéreo, prestação de Informações Meteorológicas e Aeronáuticas, veiculação de mensagens rádio-operacionais e manutenção dos equipamentos eletro-eletrônicos de auxílio à navegação aérea e telecomunicações na sua jurisdição.

O Destacamento de Controle do Espaço Aéreo de Fortaleza (DTCEAFZ), então Destacamento de Proteção ao Vôo, sediado na cidade de Fortaleza, teve sua origem plantada nos anos 70. Na época, tinha por finalidade operar e manter os órgãos e equipamentos do Sistema de Proteção ao Vôo na área de Fortaleza.

Em Fortaleza, no Destacamento de Controle do Espaço Aéreo, a principal função do especialista em comunicações é a de transmitir e receber mensagens nas Estações Administrativas. Realiza as mesmas atividades nas Estações Aeronáuticas veiculando assuntos referentes à proteção ao vôo e à segurança das aeronaves.

O Capitão Especialista Aer CTA Mamede Sales Junior passou o Comando do DTCEA – FZ ao Major Aviador Ronaldo Di Ciero Miranda.

O Quinto Esquadrão do Primeiro Grupo de Comunicações e Controle (5º/1º GCC) tem por principal missão Operar e Manter, em nível orgânico, um sistema de controle de aproximação de precisão transportável; cumprir as missões de OCOAM subordinado dentro da RDA conforme determinado ou quando em desdobramentos e controlar as terminais onde estiver operando deslocado ou não mediante acordo operacional.

MISSÃO

Controle de aproximação (APP-RADAR) e Aproximação Radar de Precisão (PAR). Garante o recolhimento das aeronaves após o cumprimento da missão, mesmo em condições meteorológicas desfavoráveis.

O 5º Esquadrão do 1º Grupo de Comunicações e Controle (5º/1º GCC) foi criado pela portaria 356/GM3-R de 15 de agosto de 1986 com a finalidade de operar e manter, a nível orgânico, um Sistema de Controle de Aproximação de Precisão Transportável (MGCA) no aeródromo de Fortaleza-CE. Seu primeiro comandante foi o então Major Aviador ELMIR BANDEIRA BERNDT, natural de Pelotas, Rio Grande do Sul.

O Esquadrão opera equipamentos de origem italiana. Tem como missão atribuída a operação do Controle de Aproximação de Fortaleza (APP-FZ) e o controle das áreas condicionadas de treinamento do 1º/5º Grupo de Aviação. Possui condições técnicas e operacionais de efetuar o recolhimento de aproximação de precisão - PAR - tanto para aeronaves militares quanto civis, quando solicitado pelo piloto-em-comando, desde que este possua o treinamento adequado à realização da missão.

O Major Aviador Francisco Claudio Gomes Sampaio passou o comando do 5/1 GCC ao Major Aviador Ricardo Ferreira Botelho.

Voar para é sinônimo de segurança, carinho e responsabilidade, associado ao binômio economia e rapidez. Nas mãos dos nossos técnicos, sejam eles quais forem o vôo transcorrerá como se uma grande mão segurasse a aeronave, durante todo o seu percurso no solo ou no ar. Equipamentos caros e sensíveis, operados por pessoal altamente capacitado, gente que cruza os céus, doutrinas que se afinam com a tecnologia e o futuro.

Fonte: avol.com.br

Avião que pousou em rio teve pane simultânea nas 2 turbinas, diz caixa-preta

Investigadores agora analisam os destroços da aeronave.



O avião que fez um pouso de emergência na quinta-feira no Rio Hudson, em Nova York, perdeu força simultameamente nas duas turbinas quando havia atingido a altitude de 975 metros, revelou a análise das caixas-pretas.

O detalhe confirma as circunstâncias difíceis em que o piloto teve de fazer o bem-sucedido pouso, no qual todos os 155 que estavam a bordo sobreviveram.

Segundo as gravações da cabine, o piloto fez um chamado de rádio para o controle de tráfego aéreo, dizendo 'Mayday" (código internacional de aviação para "socorro" e reportou que o avião havia sido atingido por pássaros, perdido as duas turbinas e que ele estava voltando para o aeroporto de LaGuardia, de onte tinha acabado de decolar.

A informação foi divulgada por Kitty Higgins, do Comitê Nacional de Segurança do Transporte dos EUA.

Os destroços do avião foram rebocados no domingo e estão em uma marina em Nova Jersey. Eles serão avaliados com mais calma pela equipe de 20 especialistas que investiga o acidente.

A busca pela turbina esquerda está suspensa até terça-feira porque a presença de blocos de gelo no rio torna o local perigoso para mergulhadores.

Higgins elogiou a tripulação, liderada pelo piloto Chesley B. Sullemberger, que falou aos investigadores no sábado.

Especialistas acreditam que o incidente possa ter sido causado por pássaros que, tragados pelas turbinas, desestabilizaram o avião.

Fontes: G1 / Bom Dia Brasil (TV Globo)

Segurança aérea na Namíbia é "preocupante"

Segundo a Agência de Informação de Moçambique (AIM), existem apenas 22 controladores de tráfego aéreo, quando em circunstâncias normais, um país como a Namíbia, deveria ter no mínimo 60 controladores.

A Associação dos Controladores de Tráfego Aéreo da Namíbia (NAMATCA) advertiu que se não forem tomadas medidas drásticas num futuro próximo, o país deve preparar-se para um grande desastre aéreo, noticiou o jornal moçambicano Notícias.

Esta advertência surge numa altura em que os países da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) procuram melhorar a sua imagem, como parte dos preparativos para acolher o “Mundial” de Futebol, a ter lugar na África do Sul em 2010.

Actualmente, o sector da aviação da Namíbia debate-se com a falta de pessoal qualificado, de cursos de reciclagem para os controladores aéreos, de alocação efectiva de recursos financeiros, humanos e de equipamento.

Segundo a NAMATCA, uma das áreas críticas que precisa de uma abordagem urgente é a formação e retenção de controladores de tráfego aéreo.

Segundo a Agência de Informação de Moçambique (AIM), existem apenas 22 controladores de tráfego aéreo, quando em circunstâncias normais, um país como a Namíbia, deveria ter no mínimo 60 controladores.

Os controladores de tráfego aéreo desempenham um papel importante na aviação, destacando-se a prevenção de colisões entre aeronaves em pleno voo e a indicação das rotas dos aviões nas áreas com obstáculos e a facilitação e segurança do tráfego aéreo.

Além disso, o sector carece de sistemas de controlo adequados, tais como radares.

“O sector de Aviação da Namíbia precisa urgentemente de um Sistema de Radares. A legislação internacional determina que o Governo é responsável pelo espaço aéreo, e os radares evitam embaraços e congestionamentos de tráfego”, disse o Presidente da NAMATCA, Harold Hange.

A associação diz que o novo radar que o Governo namibiano tenciona adquirir é um protótipo que será usado como guia, não necessariamente para o controlo de aeronaves.

Por isso, “queremos sistemas compatíveis e não protótipos”, disse o Secretário-Geral da NAMATCA, George Matroos.

O chefe das operações da Agência de Aviação Civil de África (AFRO-ACCA), capitão Harry Eggerschwiler, também advertiu que se a Namíbia continuar a operar nestas circunstâncias poderá pagar um preço muito elevado no futuro.

“Estou muito preocupado com o sector de aviação na Namíbia. Se não tivermos cuidado, haverá um grave acidente. Temos de fazer algo, pois a nossa segurança está em declínio”, disse Eggerschwiler, que falava no início da semana numa conferência de Imprensa, convocada pela NAMATCA.

Fonte: África 21 Digital

Previsão da IATA para o setor aéreo em 2009

A diminuição prevista do tráfego aéreo internacional em consequência da crise econômica mundial, a renovação das aeronaves com maior eficiência são dois fatores que vão contribuir para uma redução de 4,5% nos níveis de emissão de CO2 durante o ano de 2009.

O secretário Giovanni Bisignani, confirma esta indicação destacando ainda que nos 11 primeros meses de 2008 foram entregues ao mercado um total de 1.037 aviões - com média de 20% a 30% de maior eficiencia, substituindo 881 aeronaves antigas.

O principal executivo da Associação Internacional de Transporte Aéreo considera que o trabalho conjunto das empresas, dos aeroportos e provedores de navegação aérea permitiram que fossem reduzidos 59 milhões de toneladas de CO2, o equivalente a mais de 9 bilhões de euros em combustível.

Neste sentido, Bisignani ressalta que mesmo com a crítica situação do setor aéreo, "estamos determinados a continuar oferecendo soluções efetivas que reduzem as emissões na aviação". Na atualidade, a aviação é responsável por 2% das emissões globais.

Em 2020 deverão ser alcançados 25% na melhoria da eficiência de consumo em comparação com o ano de 2005.

Fonte: Agência Estado

Funcionários da Alitalia entram hoje em greve

A nova Alitalia vai enfrentar hoje sua primeira greve, apenas seis dias depois de sua constituição, segundo convocação feita por um dos sindicatos de pessoal, o Sdl.

Este sindicato convocou a paralisação de quatro horas (de 10h00 a 14h00 local; de 09h00 a 13h00 GMT) para expressar seu descontentamento frente às reformas feitas e sua preocupação com o futuro social da empresa. O Sdl também anunciou uma greve de 24 horas em uma data ainda por confirmar.

A nova Alitalia nasceu em 13 de janeiro passado, no dia seguinte ao anúncio de uma aliança com a Air France-KLM, que tomou 25% do capital. A Alitalia, que emprega 12.000 pessoas (o plano de refundação implica a supressão de 3.000 empregos), prevê uma redução de voos em relação à etapa anterior.

Fonte: InvestNews com agências internacionais

Promoções e frota menor são armas de aéreas

Adequar os negócios à demanda menor que se desenha para 2009 será o grande desafio das companhias aéreas brasileiras neste ano. A realização de promoções, como forma de estimular a demanda, é uma alternativa que certamente será adotada, mas que terá impacto sobre as margens, segundo especialistas. Eles adiantam ainda que a redução do plano de frota também pode ser uma opção.

Os analistas explicam que o mercado de aviação é extremamente sensível à conjuntura econômica global. Isso acontece porque esse mercado está diretamente relacionado às perspectivas de negócios, no segmento corporativo, e ao mercado de turismo, que é altamente influenciado por nível de atividade e renda das famílias. No final do ano a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) reviu suas projeções para o setor em 2009 devido à crise financeira internacional. A nova estimativa da presidente da Anac, Solange Paiva Vieira, é de um crescimento entre 3% e 5% na demanda doméstica, ante previsão inicial de até 8%. A estimativa decreta o fim do ciclo de crescimento acima de dois dígitos registrado pelo setor desde 2004.

As expectativas da TAM Linhas Aéreas, presidida por David Barioni Neto, e da Gol Linhas Aéreas, comandada por Constantino de Oliveira Júnior, são de alta entre 5% e 9% em 2009. As estimativas, no entanto, são consideradas otimistas demais por muitos analistas, que preveem crescimento mais modesto para o próximo ano. Além disso, as companhias terão um novo concorrente em 2009, a Azul, fundada pelo empresário David Neeleman.

Em 2008 o setor registrou aumento de 7,4% no transporte doméstico de passageiros, ante alta de 11,9% de 2007 e crescimento de 12,3% em 2006. Analistas lembram que a desaceleração chega no momento em que as empresas vinham investindo em expansão. A oferta de assentos no País teve crescimento de 12,8% no ano passado. Sobre as vendas no mercado doméstico ao longo das próximas semanas, até o carnaval, Barioni afirma que elas estão em linhas com o crescimento de demanda que a TAM projeta para 2009, entre 5% e 9%. Em relação às vendas a partir de março, mês que marca o fim da temporada de férias a lazer e a retomada do tráfego de viajantes de negócios - cerca de 70% do público da TAM -, o executivo diz que é cedo para uma avaliação.

Para a TAM, as vendas para esse período começam a ocorrer com 40 dias de antecedência, de forma que será possível ter uma ideia o fluxo nas próximas duas semanas. Hoje, a empresa tem 129 aviões e pretende elevar o número para 131, até o fim do ano. Mas novos contratos de compra não devem ser firmados pelos próximos dois anos. Além do ambiente de queda de demanda doméstica e internacional, consequência de queda da renda das pessoas, aumento do desemprego, novo patamar do dólar, entre outros problemas trazidos com a crise, haverá uma intensificação da concorrência entre TAM e Gol.

O consultor da Multiplan Consultoria Aeronáutica, Paulo Bittencourt Sampaio, diz que as empresas aéreas não conseguirão fugir da disputa de tarifas a partir de março, quando acaba a influência das férias de verão. "As duas principais empresas do setor têm frotas grandes e esta é uma saída para encher os aviões", afirma. Ele lembra que é esperada uma redução dos passageiros de negócios, por conta da crise, o que também contribui para a retração da demanda neste ano.

Sampaio ressalta que TAM e Gol, que juntas detém mais de 90% de participação no mercado doméstico, devem comandar esse movimento "A disputa entre as duas empresas vai pautar o ano de 2009", avalia. O consultor prefere, no entanto, não arriscar quanto pode chegar a queda nos preços das passagens. Ele justifica que não se sabe ao certo a extensão e profundidade da crise.

O especialista em aviação da Bain & Company, André Castellini, concorda que as promoções devem ser utilizadas pelas aéreas para estimular a demanda em 2009. Castellini lembra que o plano de frota já anunciados por TAM e Gol indica um aumento de 6% na oferta neste ano. "Se as companhias mantiverem essa programação é natural vermos mais promoções neste ano."

Castellini acrescenta que seria mais racional que as empresas reduzissem a frota, a exemplo do que vem sendo feito no primeiro mundo. O especialista acrescenta ainda que as empresas não têm margens "tão gordas" para gastar com promoções.

"Mas ainda é difícil falar em demanda para o setor, visto que o segmento é muito dependente da economia, onde há ainda tantas incertezas", afirma. Ele lembra, no entanto, que se o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro ficar em 2% como o mercado espera, o volume de passageiros não deverá cair neste ano, mas apenas apresentar desaceleração no ritmo de crescimento. "Acho que o que TAM e Gol estão prevendo é factível", declarou.

Descontos

Apesar da alta temporada terminar a partir de março, as aéreas já trabalham para oferecer mais descontos e facilidades aos passageiros, para elevar suas taxas de ocupação neste período conturbado. A TAM anunciou a venda de passes internacionais aos clientes fora do País, para viajarem pelo Brasil e pela América do Sul pagando tarifas diferenciadas. Os programas, denominados Tam Brazil Airpass e do Tam South America Airpass, já podem ser adquiridos, desde que o cliente compre um bilhete com origem de outro país para qualquer cidade brasileira atendida pelas empresas. A partir daí, o passe promocional é emitido à parte e depois vinculado ao bilhete internacional.

Com ações nesse sentido, adotadas por empresas do setor, a equipe de análise da corretora Link Investimentos lembra que as companhias deverão registrar crescimento nos meses de janeiro e fevereiro, por conta do período de alta temporada, mas encontrarão o mercado mais retraído a partir de março. "Devemos ver aumento da concorrência depois do carnaval", diz um analista da corretora, que acrescenta não acreditar em guerra de tarifas, mas em mais promoções.

Para driblar a demanda, que deve ser menor no mercado doméstico este ano, as companhias aéreas brasileiras devem adotar promoções para tentar manter boa ocupação este ano.

Fonte: DCI